quarta-feira, 18 de março de 2009

Olhai as cores dos lírios



Dada a época do ano, é muito provável que nesta área, fotografada à distância, haja lírios campestres.
Gosto muito desta flor e, como sabem, há lírios de várias cores.
Não sou profissional do Ensino, melhor, professor profissional. Já o fui. Há muitos anos. Isto não significa que já esteja reformado e agarrado às pantufas. Nada disso. Simplesmente, em tempo, optei por outra actividade.
Voltemos aos lírios. Já aqui li sobre lírios brancos e lírios pretos. Essencialmente lírios brancos.
Antes de continuar queria pedir-vos que tentassem entender as minhas palavras não simplesmente para fazer coro incondicional com a maioria dos autores deste blogue.
Sou - teremos todos de o ser - a favor de uma Reforma do Ensino. Há quantas décadas andamos em Portugal, permanentemente em confronto, professores e Ministros da Educação, sem que tal reforma tenha sido viabilizada consistente e consensualmente?
Estando nós a tratar duma área social tão sensível, em que os seus protagonistas têm responsabilidades acrescidas na formação cívica e intelectual dos jovens, como é que chegámos a posições de tal maneira extremadas que já se fala em que todo o actual processo em curso tem que ser deitado para o caixote do lixo?
Desculpem-me, Snrs. Professores. Será que nada do que tem sido implementado pelo Ministério - após audições com os representantes dos professores, presumo - tem um mínimo de senso?
Muito sinceramente, já começo a ficar farto de tanta guerra e das consequentes mazelas psicológicas nos alunos e nos seus pais. E olhem que não sou como a nêspera do poema que já aqui li, com cuja mensagem concordo.
Outro aspecto que reputo importante é a chantagem político/partidária que tem vindo a ser usada nos confrontos verbais e de rua, cada vez mais quentes à medida que nos aproximamos do próximo ciclo eleitoral.
Não posso concordar com as ameaças que muitos professores têm vindo a fazer incluindo o que vem referido num dos pontos das conclusões do recente encontro de Leiria. Já que não conseguimos que os nossos pontos de vista vinguem, vamos nós vingarmo-nos: votar no PS, nunca. Vamos votar no BE.
Vamos votar no BE porquê? A grande maioria não refere uma justificação genuinamente política/idiológica. Vamos votar no BE só para tirar a maioria absoluta ao PS.
É verdade que, politicamente, as opções que nos vão ser proximamente apresentadas, não nos vão facilitar a vida, no momento de inscrever a cruz nos boletins de voto. Mas daí a enveredar pela via do uso discricionário do voto, vai uma grande e responsável diferença!
-
ps: não sou militante político/partidário



Posted by Picasa

5 comentários:

Adélia Rocha disse...

Ontem mesmo, ao ir para a escola, parei para ver os lírios brancos - e lindos - da nossa Melo, Campos Melo!
O lírio negro da campos.

Adélia Rocha disse...

Quanto ao resto do texto, o voto é secreto, embora pareça não ser segredo o sentido de voto da maioria dos professores. O porque sim é um motivo como outro qualquer. Quer-me parecer que muitas políticas são pensadas na base do porque sim! A questão, penso, é a seguinte: a escola está a viver um bom momento? Os professores estão a ser respeitados? O principal problema da educação - INDISCIPLINA - está a ser equacionado? NÃO! Quantos partidos políticos temos, só três? Não. Afinal estamos em Democracia, certo? Vamos ver o que é que os outros partidos conseguem fazer. Se souberem tratar os cidadãos com respeito que merecem, o saldo será já muito positivo.
O lírio negro da Campos!

Reverendo Bonifácio disse...

Pelos vistos não é preciso ser-se militante para engolir tudo o que os desse partido vêm dizer a público como se fossem verdades puras, ou "palavra de evangelho".

Reverendo Bonifácio disse...

Já agora, quando presume, presume mal. Quanto a mim, não presumo conhecer os meandros de outras profissõe e digo mais, se tivesse abandonado a minha há, apenas que fosse, um ano atrás, também não presumia conhecê-la.

as-nunes disse...

Ó minha rica mana!
Já viste o sarilho em que te meteste?
-
Sempre quero aqui deixar bem esclarecido que já não morro de amores pelo PS, como aconteceu durante muitos anos, nos meus anos vintões do imediatamente pós 25 de Abril. Mas também já não me consigo sintonizar nas ondas das loas de BEs e outros mais, quer à esquerda quer à direita.
Somente não posso aceitar de bom grado o que se disse e ficou registado nas conclusões de Leiria, no que respeita a preconceitos político/partidários. Cada um votará em quem melhor entender, ponto final.
Quanto a poder pronunciar-me ou não sobre as questões dos professores, teríamos aí muito pano para mangas!...
Muito bom dia, Reverendo...
A vida é uma luta constante.
Ainda bem que muitos de nós cá estão para dar a cara pelas causas em que acreditam!