segunda-feira, 1 de junho de 2009

Resposta a as-nunes

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No poste «Dia Feliz», aqui abaixo, recebemos um comentário de as-nunes, entretanto apagado não sei por quem, talvez pelo próprio autor.

Por ser paradigmático de uma certa corrente de opinião sobre os professores, julguei que o referido comentário não podia ficar sem resposta. No afã de mais uma vez esclarecer, quem muitas vezes não quer ser esclarecido, saiu-me o texto maior do que prevera.

Resolvi puxar ambos para a ribalta, para que não haja mais mal-entendidos e fique claro que só não vê quem não quer.


as-nunes disse:

O Comandante Mário Nogueira!

Vão vê-lo um dia destes bem empoleirado num galho do Poder, todo contente e satisfeito porque o resultado do seu trabalho está à vista: conseguiu mobilizar por várias vezes os Professores deste nosso Portugal.


Sou do tempo das manif a esmo, por tudo e por nada. E , pela minha experiência, constato que não é à força de manifestações consecutivas, que iremos fazer vingar os nossos argumentos de classe. Ainda que se trate do Ensino Público, na organização dos seus professores...

Se este Governo não cede mais, neste momento, lá terá as suas razões. Parece-me que muitas correcçoes haverá a fazer ao actual Estatuto da Carreira Docente e aos critérios das avalaiações, etc.
Que TODOS NÓS iremos julgar nas próximas legislativas.

(Se este comentário for publicado!?

...
A fotografia está muito bem enquadrada, com caras muito bonitas e...rendo-me à vossa força!)


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bugsnaEDucação disse:
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as-nunes, obrigada pelo piropo.

Antes de mais, quero que saiba que eu também sou do tempo das “manifestações a esmo”, não bem por tudo e por nada, o que significa que também sou do tempo da outra senhora (para os jovens que eventualmente lerem isto, o tempo antes do 25 de Abril. Deformação profissional, já se vê!).
Entre um e outro tempos, mesmo sabendo que não há democracias perfeitas, prefiro aquele em que agora vivemos.
Nem todos pensam como eu. Há até cada vez mais indícios de que alguns andam a cantar o “Ó tempo volta pra trás.» Sorte a deles que vivemos em democracia, ainda!

Mas, então, se não é usando o direito que nos dá a democracia de nos expressarmos livremente em manifestações, pacíficas e ordeiras, nem com abaixo-assinados, nem com moções, nem com a negociação, nem com os tribunais, nem com opiniões de gente especializada na matéria da educação, nem com iniciativas na Assembleia da República, nem com um ou outro recado tímido do Sr Presidente…, nem…e nem…, não me dirá, então, como podemos fazer-nos ouvir e fazer “vingar os nossos argumentos de classe”?

Muito grata lhe ficaria eu, os professores, os alunos, os pais, a nação. Quiçá até a tutela da educação o oiça.

Quanto a este governo lá ter as suas razões, claro que as tem.

No início desta legislatura bem nos levaram no engodo de que os sacrifícios eram para acudir à saúde financeira do país. E nós acreditámos (tansos!) e até apoiámos. Ficámos congelados nas carreiras, sem aumentos e satisfeitos connosco próprios por estarmos assim a contribuir para o bem comum!

Depois vieram com a do saneamento da educação. Aí ficámos mais atentos e fomos dizendo para os nossos botões: “bem, cansados de reformas de faz-de-conta estamos nós”. “Cada governo cada reforma, sempre sem avaliação!” “Mas lá que as escolas precisam de uma volta, precisam!”
“Venha de lá uma avaliação séria e corajosa que de vez acabe com o joio, residual mas joio”. “Tomem-se medidas para travar a indisciplina”. “Acabe-se com a rebaldaria das passagens com um ror de negativas”. “Dêem-nos as condições tecnológicas para que a escola possa competir com o mundo, e AS OUTRAS CONDIÇÕES, as de espaço digno, as de tempo, as humanas, as especializadas, para que se possa dizer, com verdade, que a escola é democrática e viabiliza o sucesso de todos os que a frequentam.

Mas, como de boas intenções está o Inferno cheio, aquela de só termos aumento no ano de eleições confesso que me cheirou logo mal.

Depois chegaram as Aulas de Substituição: “és de Português? que importa! calças uns ténis e vais dar aula de Educação Física”. O pessoal remexeu-se, adaptou-se e acatou.

O que é facto é que, por entre as correrias de aulas nossas e dos vizinhos, continuámos a cumprir as nossas funções, com tal zelo e dedicação à causa, que quando saiu o Estatuto da Carreira Docente muita gente nem deu pela gravidade da coisa. Mea culpa, mea culpa. Estou quase como a do reclame, vou inventar uma máquina para levar bofetões.

E assim se falharam os primeiros protestos, a primeira manifestação.

Depois as mudanças sucederam-se atrapalhadas e trapalhonas. Foi o Concurso para Titular, perante cujos critérios e resultados muitos acordaram. Foi o modelo de Avaliação de Desempenho Docente – nas versões complex, simplex e barafunda. Foi o Estatuto do Aluno, que inicialmente metia no mesmo saco alunos com doenças graves e os simplesmente baldas, que vem instaurar o branqueamento de faltas dos faltosos, sob pena de os professores inventarem (e corrigirem) provas atrás de provas para quem se dá ao gozo de nem as fazer. Foi o Modelo de Gestão que põe os poderes, até agora colegiais, nas mãos de uma só pessoa.

Cá para mim, devo ter-me esquecido de alguma. Cá para mim, ficaram com algumas medidas ainda na gaveta. A coisa não correu bem porque se tivesse corrido…

Foi aí que a malta reagiu e foi o que se tem visto. Protestos dos professores pelas vias acima enunciadas e discurso autista, demagógico, ofensivo por parte da tutela e do chefe do governo.

Chamaram-nos de tudo. Analfabetos por não sabermos aplicar as leis mal feitas, ou e até mesmo inexequíveis, que suas ex.ªs produziam torrencialmente. Incompetentes, por não passarmos quem se recusa a aprender, manchando assim as estatísticas a mostrar lá nas europas. Mentirosos calões e laxistas por não querermos ser avaliados. Trouxas por nos deixarmos manipular pelos Sindicatos. A última é: mentalmente destituídos por irmos a reboque dos líderes políticos que se cruzaram, estrategicamente, com a manifestação de sábado. Quando as ofensas são julgadas insuficientes, ameaçam..
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Portanto, quanto a este governo lá ter as suas razões, quais serão elas? Porque se encapelam tanto contra os professores, não se interroga?

É que de não cumprirmos os nossos deveres profissionais por causa dos protestos nem a dama que nos tutela se atreve a acusar-nos. Ainda no sábado afirmou que as escolas estão envolvidas no processo do final do ano com toda a normalidade, ou qualquer coisa do género, que já nem posso ouvi-la quanto mais citá-la.

Pode crer que não me restam dúvidas que têm razões, porém inconfessáveis. Tenho dúvidas é que alguns as queiram ver. Já se sabe, o pior cego….

Bom, mas para que estou eu aqui com tanta explicação, o as-nunes deve saber de tudo, bem informado como, presumo que, estará pelos que lhe são próximos.

E por isso mesmo mais me espanta que, reconhecendo até erros a “julgar” nas próximas legislativas, (presumo de novo já que não percebi o seu terceiro parágrafo), venha dizer que as manifestações coisa e tal. Então, temos que comer calar até às eleições? Temos que calar antipatias ou simpatias partidárias? Soube de algum sector da manifestação que tenha feito propaganda partidária? Estavam lá todos os partidos menos o PS, pudera! MINTO, EU VI MEMBROS DESTACADOS DO PS NESTA MANIFESTAÇÃO E NO CORDÃO HUMANO, por sinal os mesmos, assim misturados com o people.

É também por ser sabedor do que se passa que me ofende por vir aqui chamar-me tolinha às ordens de um qualquer comandante. A adoptar o seu método será, então, legítimo afirmar que quem ficou em casa foi mobilizado pelo PS? Quem entregou objectivos ou pediu avaliação complex é PS?

Não funciona, pois não?

Termino afirmando que a alusão à censura de um comentário seu, pessoalmente, não me atinge. Não perfilho os métodos de outros tempos, como fica provado nesta resposta.

Mas que também fique claro que não estou para receber nesta casa, que também é minha, pessoas que me destratem e me chamem nomes.

Deixo-o com duas citações sobre a demagogia na Democracia Ateniense:

«Diferentemente de Esparta, em Atenas não havia escolas públicas, embora a educação fosse obrigatória. Quando a criança chegava aos 7 anos, cabia ao pai enviar o filho a um mestre particular.»

«Surgiu um novo tipo de líder político, o “demagogo”, que mobilizava a massa popular em oposição aos aristocratas. Ao chegarem ao poder, esses líderes governavam de forma ditatorial, adoptando medidas de apelo popular. Foram chamados de tiranos pelos gregos.»

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_democracia_em_Atenas
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15 comentários:

Anabela Magalhães disse...

Pimba! Assim é que é falar!
Fantástica resposta que eu já tinha lido lá atrás.

Terra-à-Vista disse...

Muito bem respondido, enumerando os vários passos deste flagêlo que tem sido esta des/governação.
Subscrevo por inteiro.
Há pessoas que perdem oportunidades preciosas para estarem caladas e o as-nunes....é uma delas!!

as-nunes disse...

Exma. Sra. Professora bugs...:

Não me vou alongar. Quando apaguei o comentário que eu próprio escrevi, foi intencional. Pretendia, pura e simplesmente, evitar mais confrontos verbais por via da minha frontalidade. Talvez demasiada, para a orientação editorial deste blogue. À qual têm todo o direito, ora essa! Que o tenho vindo a acompanhar de há uns tempos a esta parte, com vontade de aprender.
Mas não. Só aprendi uma coisa, para mim muito importante.
A Madrinha do blogue não merece, pelo contrário, as contrariedades por que eu a tenho feito passar.
E só por isso é que não lhe vou responder à letra, Dra. Bugs...
Em caso algum nos podemos julgar os detentores absolutos da razão!
Queira fazer o favor de aceitar, Exa. Sra., os meus melhores cumprimentos.
Extensivos a toda a Escola.
Que o Ensino em Portugal venha a ter, um dia, a qualidade que todos almejamos.

António Almeida Santos Nunes
Leiria

TVstar disse...

É assim mesmo Bugs!! Quem fala do que não conhece precisa de repostas assim.
Apenas acrescento que, a acompanhar estas sucessivas mudanças nas escolas, o Governo nos presenteava com uma propaganda vergonhosamente mentirosa para o Zé povinho ficar enebriado com as "modernidades extraordinárias" que estavam a ser implementadas nas Escolas.
Resultados disto tudo?! O tempo o dirá!!

Erva Daninha disse...

Sr.Nunes, quando faltam a razão e os argumentos...está na hora de "saír de fininho", não é verdade?!
Muito bem! Já agora, um conselho: Quando quiser opinar sobre algo...INFORME-SE PRIMEIRO!! Sim, porque o que mais temos no nosso País são PESSOAS QUE FALAM DO QUE NÃO CONHECEM...,ou então não querem conhecer porque são seguidistas dum partido qualquer.
Cumprimentos.

TVstar disse...

Que as Escolas consigam ensinar/desenvolver o sentido crítico, a capacidade de lucidez, o raciocínio INDEPENDENTE de ideologias instaladas...que falta a tanta gente...!!
Aí sim o ensino em Portugal terá a "qualidade que NÓS almejamos"

bugsnaEDucação disse...

as-nunes

Há neste diálogo muitas confusões. Para as reduzir à expressão mínima digo-lhe apenas que prezo a frontalidade e não temo o confronto de ideias. Só não confundo aquela com a demagogia nem este com o pugilato.

Fique bem
Elsa Duarte

Luís Silva Rosa disse...

Após leitura atenta da tocata inicial e da fuga final, permita-me cumprimentá-la pela lúcida resposta de permeio.
Como a percebo! Também sou do tempo das dificuldades, mas em que o desejo de aprender e buscar novos caminhos falou mais alto, abraçávamos os amigos sem grilhetas ideológicas e aprendemos também a seguir em frente com respeito por outros caminhos.
Aprendemos sobretudo a saber o que não queríamos... e não queremos.
Como o tempo - quando vivido - é um grande mestre, sabemos também distinguir os comportamentos escorreitos dos coleantes que se adaptam às curvas dos caminhos de conveniência.
Não desista nunca de esclarecer, de dar luz e cor aos lírios neste cinzento jardim. Obrigado.

as-nunes disse...

Já estão a ser horas de acabar o trabalho por hoje. Mas, enfim, acabei por passar por este condomínio solidário. Gosto da palavra solidariedade. Aceito que a mim me caberia, nesta troca de "galhardetes", ter que receber as balas a que me expus, não deliberada nem intencionalmente, podem crer, snrs. professores.
Evidentemente que ao me apelidarem de bate e foge, não podia deixar essa provocação sem uma simples observação.
Limitei-me a emitir uma opinião.
Mas,pelo que vejo, não se pode cometer tal sacrilégio neste sítio. Um crime de lesa pátria.
Concerteza que, não sendo actualmente, professor no activo, não poderei vibrar com toda essa vossa intensidade, quando se fala das questões dos professores do Ensino Público.
Mas não é preciso tirar nenhuma licenciatura ou mestrado ou até doutoramento para se perceber o que se passa, desde há muito tempo, com as vossas carreiras profissionais. E com a indisciplina dos alunos. E com muita falta de senso de alguns Ministros que têm passado pelos sucessivos Governos deste país.
No nosso país não existem só professores do Ensino Público. Existem muitas mais carreiras profissionais que estão a passar por dificuldades que nem imaginam. Claro que o que pretendem ver discutido até à saciedade é o que se passa convosco.
Então, mas discutam e ponham à discussão. Não queiram é que, nas actuais circunstâncias, se olhe só para os srs. professores.
Há muito mais mundo e muitas dificuldades a superar por todos nós, os outros, os que não são professores, os que também trabalham que se fartam, os que também têm licenciaturas e outros canudos e que ganham (quando recebem a tempo e horas) salários de miséria.
Depois venham-me cá falar de lutas por melhores condições de trabalho e de melhores soldadas. Por acaso já se aperceberam que há empresas que não actualizam salários há mais de 7,8 e mais anos? Claro, não podem ir ao cofre da Caixa Geral de Depósitos, onde está a maior parte da receita que o fisco arrecada dessas mesmas empresas!...
Nem sei como, ou antes, acabamos por nos convencer, quando as empresas vão à falência.
Claro, a vida tem que continuar!
Mas, meus srs. e minhas sras., lembrem-se que são essas pequenas e médias empresas que estão a aguentar a crise. E os seus trabalhadores. Que já perceberam que não é com Manifestações a torto e a direito que lá vamos.
Que pouco ou nada podem contar com o Estado, esse estoira-vergas, que desbarata as Finanças Públicas a pagar chorudos ordenados, pensões, gratificações e outros chavões a quem a ele se agarra com unhas e dentes.
Conhecem as condições em que trabalham os vossos colegas do Ensino Particular?...E, concerteza que sabem que são muitos milhares!...
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Não tenho de facto, D. Elsa Duarte, a fórmula mágica para a resolução desta crise que todos vivemos. Só tenho uma sugestão. Cada um de nós tem de dar o seu melhor para ajudar a resolver os problemas da sociedade no seu todo.
...
Tenho que lhe dar razão! Tanta coisa que há a debater, tantos problemas que temos que ultrapassar (TODOS(+-))...
Está-se mesmo a ver, que se todos nós estivéssemos com a vossa força (espero que não seja só numérica), teríamos pela frente UMA REVOLUÇÂO GERAL!
Desculpem que vos diga, mas penso que não ficaríamos melhor dum dia para o outro, e que não resolvíamos os problemas do Mundo, disso podemos ter a certeza absoluta!
Passem muito bem e que do vosso intelecto de professores do Ensino Público, possa surgir uma verdadeira lâmpada de Aladino!

E já agora, para terminar, ouçam também os (in)gnorantes, os agrilhoados idiologicamente (deixe-se disso, amigo) os malandros que não concordam com todas as vossas opiniões, algumas por serem comuns a tantas outras, como bem deveis saber.

Cumprimento-vos cordialmente.
António asnunes

bugsnaEDucação disse...

Não é meu hábito responder a quente, mas cá vai:

1- Confesso que não sei discutir (leia-se dialogar)assim, saltando de um para outro assunto, sem nexo e sem aprofundamento das questões. Se se fala dos problemas da escola pública (sublinhe-se da escola pública e não exclusivamente dos professores) fala-se da escola pública e não devem ser chamadas ao debate outras questões.

2- Já cá faltava a acusação de querermos monopolizar a opinião pública.

3- Também era previsível que nos atirasse com a falta de solidariedade.

4- De igual modo se esperava a insinuação sobre os impostos.
Eu também os pago, fatia muito considerável do meu salário à qual NÃO POSSO (nem quero) FUGIR, enquanto outros...

5- As opiniões são legítimas e respeitáveis desde que sustentadas em argumentos e não em falácias.

De facto não é preciso ter diplomas para discutir com seriedade. Basta a dita e bom-senso.

Terra-à-Vista disse...

Como Sr Nunes?! Como disse?!
Podia repetir? Não ,deixe lá, não é preciso...!!! Já toda a gente percebeu quão confusa vai essa cabecita!!
Alguém aqui estava a dicutir outro assunto que não o da ESCOLA PÚBLICA PORTUGUESA? Pois é Sr. Nunes, a Sra DOUTORA Elsa Duarte respondeu-lhe muito bem, lúcida e pertinente como sempre o faz.
Mas....que tal falarmos agora de...culinária...automóveis, sei lá?! Pode ser? Mas eu aviso quando
assim o fizer, está bem?
Ai, Ai...mais uma oportunidade perdida, Sr.Nunes...a de estar calado!

Reverendo Bonifácio disse...

Bugs, que bem! A sua clareza é de tirar o chapéu.
Sr. as-nunes acusa muito facilmente os outros de não serem pluralistas quando discordam da sua opinião, mas responde acaloradamente quando a sua não é aceite. Afinal parece ser o Sr. quem não aceita as divergências. Chega a referir a madrinha como se cada vez que algum Lírio discorda de si a estivesse a ofender a ela... E vir misturar alhos com bogalhos não justifica nenhuma opinião.

Bruno disse...

Não percebo...

Concordo com parte da Vossa luta, mas não com a forma como "recebem" qualquer opinião divergente. Seja em blogs, e debates, ou em conversas de café...

Eu diria que o ambiente é de tal forma que qualquer pessoa (?) que não seja professor até tem medo de se pronunciar em público... Não vá estar um DOUTOR por perto, que se chateie.

Não quer dizer que concorde com tudo o que o Nunes diz, porque até nem concordo, mas enfim... Não percebo...

Deve ser por não ser Doutor... No mínimo...

bugsnaEDucação disse...

Bruno

Tal como disse ao as-nunes, a questão está em se pretender um debate sério e esclarecedor.

Muitas vezes os professores reagem epidermicamente porque o que ouvem não são argumentos nem ideias, mas apenas acusações disparadas a torto e a direito por quem, as mais das vezes, desconhece do que está a falar.
Ou seja, o que nos põe os cabelos em pé é a arrogância da ignorância.

Para além de professora sou mãe e não me passa pela cabeça que eu possa adoptar, ou que alguém o possa fazer com a minha cria, os procedimentos do modelo de avaliação de desempenho docente (que já reconheceram ser mau mas que a todo o custo nos querem impor). Tenho falado com muitos pais e, quando esclarecidos, dão-nos todos razão.

Apenas falei de uma componente das reformas absurdas, porque não quero alongar-me.

Cada vez estou mais convencida que o nosso problema foi estarmos demasiado calados, durante anos a fio, tapando o lixo produzido pelos sucessivos governos em vez de o denunciar.

E olhe que ser ou não ser doutor não tem nada a ver com o caso. mas ser bem intencionado tem!

Bruno disse...

bugsnaEDucação disse:
"E olhe que ser ou não ser doutor não tem nada a ver com o caso. mas ser bem intencionado tem!"

Com isso concordo totalmente consigo, e até noutras coisas mais. E o meu comentário algo revoltado, estava relacionado precisamente com as boas intenções.

O meu comentário anterior deveu-se essencialmente ao tipo de respostas que tenho lido e ouvido, em que as boas intenções que defende, e bem, parecem ser esquecidas.

Talvez essas pessoas por, tal como eu, não saberem exprimir tão bem as suas opiniões, aproveitem entradas (ou posts, como queiram) interessantes e, com as costas largas, se agarrem ao anonimato para fazerem comentários que roçam o ofensivo... Pior ainda quando se agarram a "títulos" de forma absurda. E sem saberem a quem se estão a dirigir, tão pouco...

Como eu sou um utilizador da internet, e tenho o desejo de a ver utilizada da melhor forma (que infelizmente raramente acontece), não posso resistir a expressar o meu desagrado por comentários desse tipo.

Por não ter vocação, nem interesse, em discutir a luta dos professores em blogs, também não me irei alongar mais sobre o que concordo e não concordo.

As minhas desculpas por sair um pouco do tema...