sexta-feira, 31 de julho de 2009

Imunização contra a pandemia de burrice

Imunização contra a pandemia de burrice

Morrem todos os anos milhões de pessoas vítimas de Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Morrem todos os anos 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 cêntimos. Morrem todos os anos 10 milhões de pessoas com sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas. Mas raramente os noticiários falam disto.

Porém, há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves, os noticiários mundiais inundaram-se de notícias... Uma epidemia, a mais perigosa de todas... Uma Pandemia!

Não obstante, a terrífica gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas - 25 mortos por ano. Ora a gripe comum mata anualmente meio milhão de pessoas.

Porquê, então, tanto escândalo com a gripe das aves?!
Porque atrás desses frangos havia um “galo” de crista grande.
Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais – panaceias que apenas aliviam sintomas, mas nada curam – obtiveram milhões de dólares de lucro.

Primeiro foi a gripe das aves, agora é a dos porcos. E todos os noticiários do mundo só falam disto...
Já não se fala da crise económica nem das políticas educacionais nem dos problemas ambientais...
Só a gripe A, a gripe dos porcos...(enquanto o povo pensa nisso esquece a sua cada vez maior falta de dinheiro nos bolsos)

Na gripe dos suínos há um fenómeno novo: a Vacina!
Pois é!... Tantos anos e ainda não se conseguiu inventar uma vacina eficaz para a gripe comum e em 2 meses criaram a salvação da gripe A! – Uma vacina que obviamente não funciona – mas se vende aos milhares.
E já estão encomendadas vacinas para 30% da população portuguesa. Sem comentários.

Se atrás dos frangos havia um “galo”, não haverá também um “grande porco” atrás da gripe suína?
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque. Os accionistas da Roche e da Relenza esfregam as mãos, felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não devem descurar-se as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação e se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?
Por que não prescindir das patentes da Roche e da Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres?

HONORATO GIL ROBALO

enfermeiro


De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa )

Nota:Pois é...burrice é uma pandemia que eu juro que não me vai afectar!! Nem a mim nem a todos os amigos que me enviaram este mail!!

quinta-feira, 30 de julho de 2009



Começaram, finalmente, as férias!
Descansemos, recuperemos forças mas não fiquemos desatentos que a luta continua...
E já são "useiros e vezeiros" em aproveitar estas épocas de maior dispersão e distração para sairem novidades do ME, para em Setembro ficarmos perante "le fait accompli".
Aquele abraço!

Boas Férias!


Só hoje começarei as minhas férias, penso eu de que... Nunca se sabe! Estou esgotada a vários níveis. Este foi um ano "horribilis". O próximo, a manter-se o simplex, não se afigura radioso. Há coisas que não têm conserto. Depois, há as eleições: o que irá acontecer??? E há o vírus suíno! Não faltava mais nada! Por isso, venho desejar uma boas férias a todos os lírios. Comei regradamente, cuidai do ambiente e não atenteis contra os mandamentos Divinos. É, assim, cheia de desvelos pela vossa condição física e moral que me despeço até Setembro!
Ah! Deposito, também, um beijo nas vossas dignas faces.

Adieu!

UM BOM EXEMPLO

video

Nota: Este bom exemplo que recebi por mail (via Luís Silva Rosa) deve ser seguido.

Eu cá vou segui-lo!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

CARTA AO FUTURO PRIMEIRO MINISTRO

Seja Vossa Excelência quem for o eleito dos candidatos que se apresentam a escrutínio, endereço-lhe desde já os meus parabéns por ter merecido a confiança da maioria dos eleitores votantes.

Quero igualmente desejar-lhe do fundo do coração muita saúde e sorte, pois vai Vossa Excelência precisar de ambas para sustentar a herança que todos nós lhe deixámos – este degradado País que hoje temos.

Embora não seja fotógrafo nem pintor, desejo ainda assim oferecer-lhe como presente deste significativo momento, o retrato feito com a possível lucidez de cidadão comum que procura estar atento ao que o rodeia – este País que hoje temos:

Começo, como é lógico, pelas crianças. Elas são obrigatoriamente inseridas no sistema logo à nascença, é-lhes atribuído um estatuto oficial de existência que em teoria lhes confere direitos de cidadania e não obrigações. Estas, em teoria, ficam para os adultos e para as Instituições por estes criadas. Como na prática se verifica no quotidiano o aviltamento da teoria, resultam toda a casta de abandonos e maus-tratos que, para além do desgosto de vermos as culpas morrerem solteiras em muitos dos casos noticiados, as crianças (sobre) vivem infelizes e infelizes permanecem como adultos, com o azedume próprio de quem é excluído.

Continuo pela educação e pelo ensino, pedras basilares da construção de um País saudável. Quer os Pais quer os Governantes não souberam ou quiseram pôr o acento tónico nestas prioridades, tendo-se assistido ao desmoronar da Família e da Escola, pretensamente amparado com medidas avulsas que, longe de atacar o cerne do problema, ampliam-no com a ilusória capa da rapidez da modernidade. A culpa na ausência de um estruturamento sustentado também neste domínio morre solteira.

Não querendo ser maçador, passando ao cidadão adulto, incluo ainda neste retrato a corrupção política, pública e privada, o mau funcionamento das Instituições quer deliberadamente quer por (maus) hábitos adquiridos, a falta de orgulho genuíno pelo que temos de bom – e ainda é muito – em Portugal e nos portugueses, a falta de consciência sobre o imperativo normal da produtividade, da solidariedade, da concertação social, do caminho para o desenvolvimento harmonioso e sustentado.

Sei da necessidade dos Governos tomarem decisões difíceis e impopulares, de solicitarem pacotes de sacrifícios para se ultrapassarem períodos menos bons, mas também sei que as pessoas de bem devem em simultâneo exigir a prática da equidade, não podendo haver dois pesos e duas medidas nem serem uns filhos e outros enteados.

Embora tenha apenas a sabedoria dada pelo somatório das vivências próprias e do acompanhamento das vidas deste mundo, sei ainda que os valores dos nossos egrégios avós são o esteio de uma sociedade que se quer livre, democrática e desenvolvida, não podendo por isso aceitar que deles se faça tábua rasa, com a desculpa esfarrapada de não nos perdermos em quimeras se queremos agarrar o futuro.

Para terminar esta carta que eventualmente Vossa Excelência não vai ter oportunidade de ler, renovo os meus votos iniciais para conseguir levar por diante a ciclópica tarefa a que meteu ombros, solicitando-lhe que, se algum interesse encontrou no presente que lhe dei, possa Vossa Excelência fazer tão bom uso da magistratura de influência do cargo que ocupa, como a vontade dos que lhe confiaram o seu voto. O País agradece.

Isto no caso de, obviamente, Vossa Excelência ser a pessoa certa para o cargo que por vontade expressa dos votantes vai ocupar.

Desejo-lhe as maiores felicidades, pois delas bem vai precisar.

Luís Silva Rosa

Nota: Acabei de ouvir a Grande Entrevista e lembrei-me desta carta!! Bem a propósito da época que se aproxima!! Os Lírios agradecem (mais uma vez) ao Luís.

domingo, 19 de julho de 2009

Enfim...é só fazer as contas! (Sócrates)

Que cena!!! Eu não tinha visto...mas agora que a Orlanda me mandou num mail, achei o máximo!! Obrigada Orlanda!
Ora vejam!

http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/07/14/hilariante-2/

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ulhó Relatório da OCDE sobre a ADD


Precisamente no dia da entrega das Fichas de Auto-Avaliação, que não estão com nada nem hão-de servir para nada, chega a notícia deste relatório sobre o dissimulado e esfarrapado Modelo de Avaliação de Desempenho (a que prefiro chamar de Doidos), parido pelo trio maravilha.

Apesar dos elogios da directora de divisão da Educação da OCDE, Barbara Ischinger, à coragem da Ministra em “levar a cabo esta tarefa tão difícil”, o que é facto é que o relatório diz o que já todos ouviram, menos o tal trio da 5 de Outubro e o tal animal feroz , que agora tenta envergar a pele de ovelha.

Reportagem para ouvir e ler.

OCDE defende alteração do sistema de avaliação de professores


A OCDE defende a necessidade de alterar o sistema de avaliação de professores em Portugal. Num relatório feito a pedido do Ministério da Educação, a organização considera que o actual modelo causa focos de tensão e deve funcionar como futura base de trabalho.

A OCDE defende a continuação da avaliação de professores, mas considera legítimas as preocupações e dificuldades dos professores.

O relatório sobre a avaliação identifica vários elementos problemáticos no actual modelo, defendendo, por isso, ajustamentos.

Paulo Santiago, um dos autores do relatório, destaca os focos de tensão que têm de ser ultrapassados.

«O objectivo da melhoria está a tentar ser alcançado através de um modelo que tem consequências para uma carreira. O facto de fazer dessa maneira pode pôr em perigo a tal função de melhoria - essa é a primeira tensão», explicou.
A segunda tensão, sublinhou, «é o problema de ter uma avaliação ao nível da escola com consequências a nível nacional».

Questionado sobre o relatório da OCDE, a ministra da Educação disse tratar-se de mais um contributo técnico para a melhoria do modelo de avaliação.

Ouvido pela TSF, João Dias da Silva, da FNE, considera que este relatório é mais uma prova de que, em matéria de avaliação de professores, Maria de Lurdes Rodrigues está sozinha.

No entanto, o secretário de Estado da Educação rejeita estas críticas, afirmando que a FNE não entendeu o conteúdo do relatório.

Sobre as sugestões da OCDE, Jorge Pedreira escusou-se a fazer qualquer comentário, remetendo uma opinião para a reunião de amanhã com os sindicatos dos professores.


TALENTO

Já que estamos numa de relaxamento...vamos apreciar este talento!!
Acreditem!! É um dom abençoado!

http://http//videos.sapo.pt/t4fd209Wrg2cw9wiHmOG


terça-feira, 14 de julho de 2009

ÁFRICA (CORAL)

Para relaxar!! Oiçam!! É lindo!!
Vem a calhar.
http://www.wimp.com/choirhands/

Nota: "Na cena da tempestade, o que eles fazem em conjunto a nossa ministra conseguiu fazer sozinha, mas não sei porquê ninguem bateu palmas." Comentário do Luís Silva Rosa, que me enviou o mail e o comentou com a sua inspiração habitual.
Obrigada Luís!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

"E prontus,..."

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... eis-nos imersos no absurdo da FAA.

Delicadamente, de nenufar em nenufar… do Antero Valério

sexta-feira, 10 de julho de 2009

FIM DE TARDE

Lisboa, sete da tarde de um dia de Verão.

Bica e água numa esplanada interior das Avenidas Novas, para espairecer o espírito e descansar as pernas.

O olhar despreocupado mas sempre curioso espraiava-se ora em redor, ora bem perto, observando sem pressas nem intenções tudo o que alcançava.

Noutra mesa ali ao lado, mãe e filho. Ela, trintona a saber-se bem torneada, estava de perna traçada a deixar entrever a coxa roliça. Lia uma revista. O perfil da cara era cortado por uma farripa de cabelo que lhe pendia até junto do queixo, automaticamente sacudida sempre que o vento a empurrava para a boca e olhos. Na mesa repousavam a mala – preta e alforjada – de napa reluzente e um copo alto meio de sumo.

A inevitável mosca de café (prima da da TV) fazia temerárias incursões pela mesa em direcção ao copo, levantando e pousando consoante os movimentos da mulher.

O miúdo, quatro a cinco anos, abandonara a cadeira e cirandava pelas restantes mesas com um carro de bombeiros na mão. Ao contrário de antigamente, este funcionava a pilhas e o seu guincho sobrepunha-se ao das ambulâncias que volta e meia passavam no outro lado da Avenida. Tinha os olhos grandes, pretos e pestanudos, numa cara bem desenhada. Na sua expressão adivinhava-se uma voluntariedade bem conseguida, confirmada pelas evoluções continuadas na esplanada e a ausência voluntária da mãe, mergulhada na leitura (ou talvez não).

Quando o miúdo passou de novo, soprei-lhe um olá de mansinho, que resultou! A curiosidade foi mais forte que o apito dos bombeiros!
Parou, mirou-me de alto a baixo com aqueles olhos grandes, pretos e pestanudos, e disparou:
- O meu avô também tem cabelos brancos mas não bebe café. Diz que faz mal pra dormir.
- Sim??!
- Bebe refresco… e não tem barba! Porque é que tu tens barba?
- Porque gosto.!
- E porque é que tu gostas?
- E porque é que o teu avô não tem barba?
- Não sei…
- Pergunta-lhe!!!
- Não posso…
- Porquê?
- Tá a dormir no hospital e a mãe diz que eu não posso lá ir agora.

E dito isto, zarpou para nova volta serpenteante pelas mesas da esplanada, antes que lhe retorquisse algo e evitando-me o embaraço de ficar momentaneamente sem resposta.

A mãe, que fingia não ter ouvido a conversa, com mais uma sacudidela da tal farripa de cabelo que teimava em cair para a cara, mirou-me de soslaio mastigando um murmúrio azedo e com um tom pouco simpático chamou:

- Martim, já para aqui e bico calado!

Voltou à revista sem mudar de página (devia ler devagar, devagarinho, se calhar com os olhos desfocados do artigo) e o Martim continuou as suas evoluções coleantes ignorando o chamamento. Aguardei os acontecimentos, mas não houve reacção maternal.

Detive-me a pensar: Se fosse comigo, a minha Mãe tinha posto os pontos nos ii, o carro dos bombeiros ficava imediatamente de férias prolongadas e eu “de trombas” sentado a seu lado. Seria uma chatice para mim naquele momento, mas sabia-se logo quem mandava ali e porquê. Os “Martim” de então, que aprenderam a crescer com respeito nas esplanadas da vida, podem hoje estar em qualquer lado sem tirar o sossego a ninguém. Quando muito, são incomodados.

Fui de repente interrompido por enorme estardalhaço. Segui o barulho e dei com o empregado de mesa estatelado no chão, bandeja para um lado, cacos e líquidos para o outro! O Martim, sentado no empedrado da esplanada e com um joelho esfolado, berrava que nem um possesso em coro com o guinchar permanente do carro dos bombeiros, encravado com a queda.

Tudo isto perante o total alheamento dum tenro casal de adolescentes demasiado ocupado num prolongado beijo de Verão, o sorriso complacente de uns e de troça de outros. Como que a destoar, alguém ajudou o funcionário a levantar-se e quando este se dirigia para o miúdo, surge a mãe trintona que lia a revista de perna traçada e, de dedo em riste, zurziu os ouvidos ao atónito e ainda meio combalido empregado:
- Oiça lá, ó seu idiota, você já viu o que fez ao meu filho, não é capaz de ver por onde anda seu parvalhão?

Prontos, como soe dizer-se, filmado não seria tão perfeito!

Devagar, devagarinho (como aquela mãe trintona fizera com a leitura da revista) levantei-me, lancei um último olhar àquele cenário batido por um resto de sol em tons de ouro velho, fui lá dentro pagar a despesa e voltei costas àquele fim de tarde.

Acontece que o meu médico disse há uns tempos para não me enervar.

Com um sorriso forçado, desta vez fiz-lhe a vontade. Na realidade, naquele filme não passava dum figurante ocasional.


Luís Silva Rosa
(Jul/2009)

Nota: Que fim de tarde tão cheio de realismo e fantasia em simultâneo!! Espectacular Luís!!
Fugindo um pouco à politica...não deixa de retratar a sociedade e a EDUCAÇÃO...ou falta dela!!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

TESTEMUNHO DE UMA PROFESSORA

Nota: E assim se vai "esvaziando" um País e uma sociedade de profissionais empenhados e competentes....para dar lugar a outros com outras características: oportunistas e "espertalhões"!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

VERGONHA

Maria João Pires renuncia a nacionalidade portuguesa

Maria João Pires renunciou à nacionalidade portuguesa optando, unicamente, pela brasileira. Aparece um pouco por todo o lado que o motivo se prenderá com o tratamento indevido deste governo com o projecto Belgais, mas acontece que Maria João Pires (notas biográficas) acompanhou, muito de perto, toda a tramóia que foi o processo de destruição do sistema de ensino artístico especializado em Portugal, iniciado com o Relatório Avaliação Ensino Artístico da responsabilidade do Professor Doutor Domingos Fernandes e que culminou na semana passada com a Portaria n.º 691/2009 que colocou um ponto final na qualidade, exigência e bons resultados do sistema de ensino especializado da música e da dança em Portugal.Tenho vergonha…Tenho vergonha deste país quando me lembro de como Vianna da Motta, Luís de Freitas Branco, Bernardo Moreira de Sá, Hélia Abranches Soveral, Maria Manuela Araújo e muitos outros* foram tratados em Portugal, em nada diferente do tratamento dispensado a Maria João Pires e, muito recentemente, o sistema de ensino especializado de música que deles somos herdeiros e obrigação tínhamos de preservar e desenvolver.À bolina de conceitos que nada dizem, como ‘ensino elitista’, ‘ensino focado nos alunos’ e sei lá que mais, somos agora chegados à integração do sistema de ensino artístico especializado no ensino genérico, sem cuidar de conhecer e reconhecer as suas especificidades, num caldo que promove uma discriminação negativa (beneficia quem não trabalha nem quer aprender) e exclui do ensino público (ou do financiado, se preferirem) os alunos que trabalham, querem avançar e que são capazes de o fazer!Se o Professor Domingos Fernandes iniciou o processo e aceitou presidir ao ‘Grupo de Trabalho para a Reestruturação do Ensino Artístico’ junto da ANQ, hoje, seja por manifestaram acordo, por se alhearem, seja por se terem remetido ao silêncio, são também responsáveis por esta hecatombe os conselhos directivos das escolas públicas de ensino artístico especializado bem como as direcções executivas das particulares e cooperativas que, em conjunto, formam o sistema de ensino artístico especializado em Portugal.
Parabéns aos senhores professores e doutores promotores da mediocridade!
Adenda: Ministério da Trabalho decretou o arresto dos bens de Belgais onde funciona o projecto de ensino artístico de Maria João Pires, hoje dirigido pela sua filha.
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Recordemos, outrossim, Maria Helena VIEIRA da SILVA, outra internacionalmente famosa artista que, embora Portuguesa de nascença e criação, teve de se refugiar no Brasil e, eventualmente, tomar a cidadania Francesa devido às situações que o governo Portugues criou a ela e ao marido, o pintor Húngaro Árpád Szenes. So dois anos depois da sua morte é que se inaugurou em Lisboa a Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, enquanto que em França recebeu do governo Frances o Grand Prix National des Arts in 1966 e foi elevada a Chevalier de la Legion d’ Honneur in 1979. Morreu em França em 1992 com 74 anos.
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NÃO HÁ DUVIDA QUE PORTUGAL É UMA TERRA MADRASTA...

Nota: Com os respectivos agradecimentos ao Luís que me enviou este mail.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Gripe A atinge escola. 5 casos em colégio de Benfica levam ao encerramento do estabelecimento

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Após 4 anos de maus tratos por causa destes inomináveis, logo a seguir ao dia em que houve mais desilusões do que alegrias devido a isto, só nos faltava a ameaça séria da gripe!

domingo, 5 de julho de 2009

O ESTADO DANAÇÃO

É o estado em que ficamos ao assistir ao insólito episódio protagonizado pelo (ex) Ministro Manuel Pinho que, num lamentável erro de geografia, confundiu a Assembleia da República com a Monumental do Campo Pequeno.

Disse-se que ficou arrependido, pediu a demissão, foi aceite, foi substituído, foram pedidas desculpas públicas no imediato, ponto final, tudo arrumado, há que deixar assentar a poeira e daqui a uns dias já passámos a outra. Isto é o que é useiro passar-se na demo cracia à portuguesa, excepção feita à perseverança dos professores e uns poucos mais que não esquecem nem desistem da força da sua razão.

No entanto, desta vez parece que “a coisa” não vai passar tão depressa. O estado danação a que chegámos tem, em nosso entender, razões anteriores cujas parcelas são o somatório lógico e nada abonatório do Estado e da Nação.

Como se já não bastasse estarmos danados pelo rumo não invertido deste País a caminho do fundo, assistimos ainda em directo (para mais tarde recordar) à sua desvergonha coreográfica.

Esta atitude resulta, pelo menos, de duas razões que não serão propriamente uma novidade:

Uma, a falta de preparação e a ligeireza com que algumas pessoas da nossa praça são chamadas a ocupar cargos públicos e/ou políticos; outra (que encaixa na primeira), a leviandade com que se sacodem os problemas através de um gesto menos próprio e ofensivo.

Para além do gesto em si – que nos próximos tempos vai ser objecto de atenção nos mais variados espectros políticos, mediáticos e caricaturais – há que convir que o acaso da infeliz circunstância acabou por, em última análise, ser o melhor corolário do conjunto de maus resultados da política económica deste Governo, evitando-lhe uma indesejável remodelação a escassos meses das eleições. Com este ridículo episódio, não polémico mas patético, o Governo tirou um coelho da cartola e resolveu o assunto em pleno Parlamento com o assentimento de toda a gente, com o enfoque no gesto desastrado e subsequentes desculpas.

Mas, fica o aviso, não se (nos) iludam com este “fait divers”, não embalem para novas aventuras congéneres com outros ministérios de risco.

Não há tempo, os dados estão lançados e a decisão final é dos portugueses.

O estado da Nação para o futuro, dependerá do estado danação que tivermos.


Luís Silva Rosa
(02/06/2009)

Nota: Quanto a mim, há que tempos ando danada com esta gente!!

sábado, 4 de julho de 2009

Dialogozinho interessante

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Continuando numa de ampliações... esta entrada veio do blogue De Rerum Natura.
Para além do texto, merecem leitura os hipertextos e os comentários.


"Traímos várias gerações de crianças"


Num texto que aqui publiquei há pouco tempo, escrevi que as políticas para a educação dos vários países ocidentais se assemelham; assemelhando-se também a defesa e a oposição que encontram no quadro académico e social.

Na revista
Standpoint deste mês de Junho saiu um artigo duma senhora chamada Susan Hill, que, num determinado passo, me parece poder reportar-se à realidade portuguesa:

"We have betrayed several generations of children in many ways — by giving the teaching of skills priority over that of knowledge, by making exams easier out of a false egalitarianism, by letting them choose their own morality from a soup of political correctness, by over-emphasising the importance of the computer as if it were anything more than a useful tool, and of the internet as if it were more content-rich than books."

(“Em muitos aspectos, traímos várias gerações de crianças - demos prioridade ao ensino por competências, em detrimento dos conhecimentos, fizemos exames mais fáceis em nome de uma falsa igualdade social, permitimos que elas fizessem as suas escolhas morais no contexto confuso do politicamente correcto, enfatizámos a importância do computador, como se ele fosse mais do que uma ferramenta útil, e supusemos que a internet era mais rica do que os livros em conteúdos.”)

Esta apreciação faz-me lembrar uma outra, da autoria de Marçal Grilo, acerca da nossa própria realidade que, pela minha lógica, não se aplica só a ela:

"Preocupa-me (…) a atitude que muitos compatriotas têm em relação à escola. Eles não olham para a escola como algo que possa ser relevante para o futuro dos seus filhos, como um instrumento de aprendizagem, mas mais no sentido de a ultrapassar. Preocupam-se sobretudo que os miúdos passem e não tanto com o que eles sabem. É preciso também perceber o que se pretende com o sucesso nas escolas. Para mim, o sucesso traduz-se nos alunos saberem mais, terem maior consciência das suas capacidades e uma atitude diferente perante o mundo e a sociedade (…). A minha geração vai ficar aqui com um peso na consciência por não ter sido capaz de motivar os jovens para a educação."




Correio amarelo que me deixa verde

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Há um certo tipo de português que não se vê ao espelho, e se se vê não tem vergonha na cara, ou se a tem (tem?) dobra a espinha para que a cara só a veja a terra, ficando na posição adequada para levar um chuto ou servir de cavalgadura ao primeiro tiranete que se aproxime.

Também se podia pôr a hipótese de ser falha de memória. Mas, que diacho, há factos e há atitudes que não se esquecem nuns escassos 4 meses, a não ser que aquela doença com nome do sr. alemão já tenha virado epidemia como a da gripe suína, ou mexicana, ou lá como lhe queiram chamar.

A que se deve o desabafo?

É que não ando a achar graça, nenhuma graça, a uns mails muito reivindicativos, a aconselhar leituras e vídeos e abaixo-assinados como os que tenho recebido de pessoas que, na hora H, foram a correr, por entre uis e ais e lágrimas de crocodilo, entregar os OIs, pedir avaliação complex, vender a alma ao diabo.

Ainda se fosse só a deles... não tinha nada a ver com isso. Mas é que venderam a nossa também.
Comprometeram a nossa luta.

Desde já daqui lhes digo, quando ganharmos vou pedir desagravos com juros.

Não há pachorra para tamanha lata!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A arrogância da impunidade

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Entrevista emblemática tanto pelo entrevistado, o professor José Gil, como pelo entrevistador Mário Crespo.

Ao que se diz no vídeo acrescento apenas um comentário: espero que o homem dos chifres, por enquanto apenas ele, não receba nem mais um cêntimo dos meus impostos.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Que triste exemplo!

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Ainda não há um mês aqui fizemos um sublinhado das palavras de António Barreto sobre a importância do exemplo que os portugueses recebem dos seus dirigentes, “Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista”.
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Que triste gesto!
Que triste ministro!
Que triste desgoverno!


E tristes de nós que temos mais três meses para os aturar
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O vídeo veio do sapo, uma vez mais via Anabela Magalhães

Para não dizerem que falamos só de Educação

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Sem tempo nem energia para postes mais pessoais e criativos , por enquanto, fico-me pelas ampliações de coisas interessantes que vou encontrando aí pela rede.
Este texto publicado em diversos blogues veio directo do bilros & berloques da Inês Pedrosa Pires e é da autoria daquele comentador-jornalista-escritor que diz muuuuuuuuiiiiiiiiiito bem dos professores.

Tranquilos! Não é do hooligan da picareta!

Esqueçamos, momentaneamente, o ódio de estimação do dito comentador-jornalista-escritor porque este texto vale a pena, apesar de um pouco longo.

Fica-me, no entanto, pelo menos uma dúvida: como é que este comentador-jornalista escritor é capaz de desmontar a enfiada de ilusões sobre auto-estradas, tgvs, aeroportos e barragens e não consegue enxergar a mistificação que é a reforma "tão séria e tão exigente" da escola pública portuguesa.

Um PORTUGAL Rico e Europeu!

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa. - Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP. - Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível? Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor. Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, eram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"Progressos e Carências"

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Ampliação quase integral de uma entrada do outrÓÒlhar. Vale mesmo a pena a ver e ouvir.

“Dois Anos do XVII Governo no Desenvolvimento da Sociedade da Informação”
Ordem dos Engenheiros

“Os minutos 14 a 21 deste vídeo com António Figueiredo, APDSI, sobre o Plano Tecnológico da Educação, são de antologia” (in: Twitter)
E são mesmo!


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Adenda:

Minuto 14 – “O Ministério da Educação tem um modelo de gestão profundamente ultrapassado e tacanho. É um modelo de comando e controlo. Para o ME, os professores são uma cambada de preguiçosos, sem iniciativa. E isso é um erro completo.(…) Nós temos professores espantosos, com uma paixão pela sua missão comovente.”

Minuto 15 – “Há da parte do ministério uma inadequação completa quanto à mobilização dos professores para um projecto de mudança. Enquanto o ministério não conseguir apaixonar de novo os professores para um projecto de mudança pode meter quantos magalhães ou quadros interactivos quiser que não vai mudar o sistema [reforma pedagógica]. Os eventuais resultados positivos não se deverão ao ministério mas apesar dele.”

Minuto 17 – “O Plano Tecnológico da Educação tem uma visão tecnocrática primária, muito semelhante a alguns projectos do início dos anos 80.”

Minuto 36 – “A educação tem que ser profundamente remodelada. Há que recuperar, reconquistar e vai ser difícil reconquistar os professores, recuperar a paixão que os professores tinham pela sua missão. Eu tenho feito o exercício desde que fizemos este relatório, tenho feito o exercício de tentar ver qual é o sonho na cabeça dos professores, em várias partes do país. O sonho que neste momento está na cabeça dos professores é reformarem-se antecipadamente. É absolutamente deprimente, quando havia tantos sonhos, pelo menos em grupos muito representativos das escolas, havia paixões, havia pessoas que de manhã iam para a escola apaixonados por aquilo que faziam, apesar de saberem que aquilo era desgastante. Agora, o sonho dos professores é aposentarem-se antes do tempo”.


Vídeo datado de 24 de Setembro de 2008

O Império do Absurdo

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Ampliação, não integral mas com atalho directo para a fonte: ProfAvaliação do Ramiro Marques.

A DRELVT solicita a todas as escolas sob a sua alçada, por intermédio dos directores de turma, ao abrigo da monitorização do Despacho Normativo n.º 50/2005, de 09 de Novembro os “
dados respeitantes a todos os alunos que foram alvo de planos de recuperação, desenvolvimento ou acompanhamento”.
Veja-se só o trabalho burocrático. O que pedem eles?