segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

TRALHA QUE ATRAPALHA

Por que será que a opinião pública tem sido pouco alertada para a tralha que atrapalha? Por que será que o processo negocial, que se arrasta há quase dois meses, não inclui a questão da tralha que atrapalha?
Não há um único professor no país que não saiba qual é a tralha que atrapalha.
Até os inspectores - guardiões da tralha que atrapalha - sabem qual é a tralha que atrapalha.
Até os burocratas que trocaram a sala de aula pelas equipas de "apoio" às escolas sabem qual é a tralha que atrapalha.
E até mesmos os aposentados que integram o CCAP sabem qual é a tralha que atrapalha. Não porque conheçam a realidade das escolas - já que fugiram delas em bom tempo - mas porque ouviram falar da tralha que atrapalha.
Mas, admitindo que haja algumas almas bem intencionadas, embora ignorantes, nas equipas de avaliação externa das escolas, no CCAP, nas equipas de "apoio" às escolas, na DGRHE ou nas DRE, deixo aqui a lista da tralha que atrapalha:
Os projectos curriculares de escola. Não servem para nada: só atrapalham sobretudo porque há quem os altere todos os anos. Já contaram as milhares de horas perdidas pelas equipas e comissões permanentes de revisão dos projectos curriculares de escola e dos projectos educativos de escola?
Os projectos curriculares de turma. Servem para alguma coisa? Sim: para perder tempo.
Os planos de recuperação. Servem para quê? Socializar os prejuízos e privatizar os benefícios. Desculpabilizar e construir sucesso educativo de forma fraudulenta.
Os planos de acompanhamento. Idem.
Os planos de "melhoramento". Idem.
Os relatórios sobre os planos de recuperação e de "melhoramento" (sic). Idem. Monumentos à novilíngua e à trafulhice pedagógica.
Acabem com a tralha que atrapalha. A opinião pública compreenderá que a talha que atrapalha é nociva ao ensino.
Gostava de ouvir os responsáveis do ME a falar na redução ou eliminação da tralha que atrapalha. Não ouço. A tralha que atrapalha obedece ao plano.

In Prof blog.org – Ramiro Marques 06-01-10
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Nota: Quando nos vamos conseguir ver livres de TANTA TRALHA?

A PRESCRIÇÃO

Num País doente, será normal que os filhos ainda saudáveis procurem junto dos meios de cuidados de saúde existentes, que seja feito o diagnóstico à ou às doenças e se ministrem os necessários tratamentos com vista à possível cura.
Por isso, Portugal foi ao médico. Foi uma consulta demorada, exaustiva. Foi visto dos pés à cabeça e logo ali, mesmo sem recorrer aos meios auxiliares de diagnóstico, encontraram-lhe uma porção de maleitas.
Desde sinais epidérmicos preocupantes a quistos sebáceos e não só alojados um pouco por todo o lado, desde arranhões infectados por falta de limpeza a feridas mal curadas por desleixo e ignorância, havia um pouco de tudo, um manancial de evidências que faz as delícias de qualquer grupo de estagiários de medicina.
Contudo, olhando para o aspecto geral do paciente, concluiu-se haver algo mais, mais profundo e grave. O ar macilento com que se apresentou, facilmente deixou adivinhar que internamente as coisas ainda estão piores do que à vista desarmada.
Constatado este quadro, enviaram-no rapidamente para o estrangeiro – célebre pelos seus muitos recursos – onde, fazendo jus à sua fama, foram efectuados os exames apropriados tendo-se chegado com exactidão ao resultado que pela aparência já se antevia:
Deformação extensa da coluna vertebral provocada por vícios de postura, deficiente sistema alimentar e descompensação no exercício de forças; anemia generalizada em virtude da ingestão de alimentos pobres em ferro e uso prolongado de capilé; cataratas em fase adiantada de progressão dispensando portanto o enraizado hábito de se atirar poeira para os olhos; sistema imunitário enfraquecido devido ao uso e abuso de ópios vários; tumor cerebral de difícil acesso, a justificar parcialmente a inevitabilidade de comportamentos atípicos e desequilibrados.
Curiosamente, o coração é o órgão mais resistente até ao momento, sendo aliás o responsável pelo funcionamento – ainda que deficiente – deste belo, triste e maltratado País que dá pelo nome de Portugal.
Foi-lhe recomendada uma mudança radical de estilo de vida, essencial para a sua sobrevivência, porque, a continuar assim, não aguentará por muito mais tempo, sendo então forçoso o coma induzido para evitar uma morte certa.
Foi-lhe ainda prescrito um tratamento prolongado, sério, para levar a preceito, à base de EDUCAÇÃO, medicamento largamente testado e aplicado com êxito em diversos países.
Para quem desconhece ou para quem tem a memória curta, a educação – se administrada convenientemente – só traz vantagens:
Tomada preventivamente reforça todo o sistema imunitário evitando doenças de várias etiologias e quando, ainda assim elas aparecem (por vezes com surtos epidémicos) o organismo tem a necessária resistência para as enfrentar como um mal episódico, não dando azo aos chamados efeitos colaterais nem danificando – por vezes irremediavelmente – quaisquer órgãos vitais.
Tomada curativamente, mercê do seu complexo vitamínico e do seu potencial regenerador, vai pouco a pouco fortalecendo o paciente enfraquecido alargando-lhe o campo de acção e estimulando igualmente a força anímica.
Concluindo, a EDUCAÇÃO é um produto natural, sem qualquer contra-indicação e que, para a vida, pode e deve fazer parte da dieta alimentar das pessoas. É uma fonte de saúde, individual e pública.
Feita a prescrição, este belo, triste e maltratado País que dá pelo nome de Portugal, tem nas suas mãos a oportunidade de aviar a receita e fazer o tratamento como recomendado.
Aos portugueses, e a mais ninguém, cabe decidir.

PRECAUÇÃO: Como qualquer medicamento, a EDUCAÇÃO deve ser tomada com regras, pois o seu uso aleatório ou descontrolado pode causar efeitos indesejáveis tais como, ilusão, tonturas, vómitos, diarreia, desorientação e até manifestações de violência. Aconselha-se a sua prescrição por técnicos de reconhecida idoneidade e a aplicação vigiada pelos familiares próximos e pessoal competente nas clínicas da especialidade.

Luís Silva Rosa
(Dez. /2009)
Nota: Nada como uma boa "prescrição" para o tratamento das nossas "maleitas"!! Se não curar o corpo...pelo menos dará algum alento à alma!
Obrigada Luís...vamos tentar seguir à risca!!

domingo, 24 de janeiro de 2010

My Sweet Lord

Este vídeo é um dos que merecem ser guardados. Trata-se da interpretação da canção My Sweet Lord de George Harrison realizada por um grupo de excelentes músicos, todos amigos de George.Este concerto foi em sua homenagem, dois anos depois de sua morte.
Na guitarra acústica Eric Clapton, na guitarra elétrica o filho de George Harrison, ao piano Paul McCartney, na primera bateria Ringo Star, na segunda bateria Phill Collins, e na segunda guitarra elétrica Tom Petty, ao órgão e interpretando a primeira voz o incrível Billy Preston. Entre as vocalistas do coro esta Linda Eastman, esposa de Paul McCartney.
Também estavam presentes nesse concerto:
Bob Dylan, Ravi Shankar, Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo 'The Cream' de Eric Clapton. Todos um pouco gordos e enrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70.
Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto Beatle; foi ele que sempre tocou o piano e o órgão em todas as gravacões dos Beatles.
Simplesmente Maravilhoso!!!

video

domingo, 10 de janeiro de 2010

Brrrrr!


O tempo está gelado, tão gelado, como gelado fiquei com este acordo de princípios.

Uma vez mais, se agradece ao Paulo Guinote a partilha.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Salvar o Tâmega

Petição

Petição Anti-Barragem - Salvar o Tâmega e a Vida no Olo.

e se concordar, assine.

O Tâmega e o Olo agradecem!

Apelo daqui

domingo, 3 de janeiro de 2010

Mudança e Permanências

Pois é. Muda o ano, e só!
A desdita educativa está aí para durar. O jardim à beira-mar plantado continua à deriva. Os dias mantém-se cinzentos e tristes.
Se ao menos a copiosa água que cai do céu lavasse esta "Porca Miséria" como lava este rio, ainda que temporariamente...

Que outra atitude se pode tomar perante a desgraceira? Ignorar? Calar? Fazer de conta que está tudo "porreiro pá"?

Por isso adopto esta campanha pelo Tâmega, no sentido em que onde se lê Tâmega se leia o nome dos rios deste país, dos rios desta Terra, que urge salvar.
Perdoa-me, Anabela, pelo desvirtuar da intenção, se é que o há.

.Vou pô-la aqui também à esquerda, para ficar bem do lado do coração


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010