terça-feira, 2 de junho de 2009

O CCAP ainda mexe

Assino completamente em baixo do que diz a Fátima sobre este assunto:
  • o parecer do CCAP é tardio ;
  • só vem confirmar o que andamos a dizer desde o princípio.
.


Parecer tardio do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores



(Ler a notícia In Diário de Notícia, 1.6.2009)


Mas eu não estou a perceber qual o espanto!? Isto não é o óbvio? Tiveram que esperar até aqui para concluir que a maioria esmagadora dos professores, não possui experiência, competência, nem perfil para avaliar os colegas? Não é preciso ser expert na matéria, nem pedagogo para perceber isso. O processo de implementação de grande parte das medidas educativas aconteceu sem qualquer período de testagem e sem ouvir os intervenientes. A Avaliação de Desempenho Docente (ADD) foi, entre outras, um dos maiores abortos em matéria de educação do início do séc. XXI. Tudo foi feito ao contrário, por isso, nunca poderá produzir frutos (bons). As anunciadas melhorias na qualidade do ensino, o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes são apenas miragens de políticas educativas destrutivas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Resposta a as-nunes

.
No poste «Dia Feliz», aqui abaixo, recebemos um comentário de as-nunes, entretanto apagado não sei por quem, talvez pelo próprio autor.

Por ser paradigmático de uma certa corrente de opinião sobre os professores, julguei que o referido comentário não podia ficar sem resposta. No afã de mais uma vez esclarecer, quem muitas vezes não quer ser esclarecido, saiu-me o texto maior do que prevera.

Resolvi puxar ambos para a ribalta, para que não haja mais mal-entendidos e fique claro que só não vê quem não quer.


as-nunes disse:

O Comandante Mário Nogueira!

Vão vê-lo um dia destes bem empoleirado num galho do Poder, todo contente e satisfeito porque o resultado do seu trabalho está à vista: conseguiu mobilizar por várias vezes os Professores deste nosso Portugal.


Sou do tempo das manif a esmo, por tudo e por nada. E , pela minha experiência, constato que não é à força de manifestações consecutivas, que iremos fazer vingar os nossos argumentos de classe. Ainda que se trate do Ensino Público, na organização dos seus professores...

Se este Governo não cede mais, neste momento, lá terá as suas razões. Parece-me que muitas correcçoes haverá a fazer ao actual Estatuto da Carreira Docente e aos critérios das avalaiações, etc.
Que TODOS NÓS iremos julgar nas próximas legislativas.

(Se este comentário for publicado!?

...
A fotografia está muito bem enquadrada, com caras muito bonitas e...rendo-me à vossa força!)


.
bugsnaEDucação disse:
.
as-nunes, obrigada pelo piropo.

Antes de mais, quero que saiba que eu também sou do tempo das “manifestações a esmo”, não bem por tudo e por nada, o que significa que também sou do tempo da outra senhora (para os jovens que eventualmente lerem isto, o tempo antes do 25 de Abril. Deformação profissional, já se vê!).
Entre um e outro tempos, mesmo sabendo que não há democracias perfeitas, prefiro aquele em que agora vivemos.
Nem todos pensam como eu. Há até cada vez mais indícios de que alguns andam a cantar o “Ó tempo volta pra trás.» Sorte a deles que vivemos em democracia, ainda!

Mas, então, se não é usando o direito que nos dá a democracia de nos expressarmos livremente em manifestações, pacíficas e ordeiras, nem com abaixo-assinados, nem com moções, nem com a negociação, nem com os tribunais, nem com opiniões de gente especializada na matéria da educação, nem com iniciativas na Assembleia da República, nem com um ou outro recado tímido do Sr Presidente…, nem…e nem…, não me dirá, então, como podemos fazer-nos ouvir e fazer “vingar os nossos argumentos de classe”?

Muito grata lhe ficaria eu, os professores, os alunos, os pais, a nação. Quiçá até a tutela da educação o oiça.

Quanto a este governo lá ter as suas razões, claro que as tem.

No início desta legislatura bem nos levaram no engodo de que os sacrifícios eram para acudir à saúde financeira do país. E nós acreditámos (tansos!) e até apoiámos. Ficámos congelados nas carreiras, sem aumentos e satisfeitos connosco próprios por estarmos assim a contribuir para o bem comum!

Depois vieram com a do saneamento da educação. Aí ficámos mais atentos e fomos dizendo para os nossos botões: “bem, cansados de reformas de faz-de-conta estamos nós”. “Cada governo cada reforma, sempre sem avaliação!” “Mas lá que as escolas precisam de uma volta, precisam!”
“Venha de lá uma avaliação séria e corajosa que de vez acabe com o joio, residual mas joio”. “Tomem-se medidas para travar a indisciplina”. “Acabe-se com a rebaldaria das passagens com um ror de negativas”. “Dêem-nos as condições tecnológicas para que a escola possa competir com o mundo, e AS OUTRAS CONDIÇÕES, as de espaço digno, as de tempo, as humanas, as especializadas, para que se possa dizer, com verdade, que a escola é democrática e viabiliza o sucesso de todos os que a frequentam.

Mas, como de boas intenções está o Inferno cheio, aquela de só termos aumento no ano de eleições confesso que me cheirou logo mal.

Depois chegaram as Aulas de Substituição: “és de Português? que importa! calças uns ténis e vais dar aula de Educação Física”. O pessoal remexeu-se, adaptou-se e acatou.

O que é facto é que, por entre as correrias de aulas nossas e dos vizinhos, continuámos a cumprir as nossas funções, com tal zelo e dedicação à causa, que quando saiu o Estatuto da Carreira Docente muita gente nem deu pela gravidade da coisa. Mea culpa, mea culpa. Estou quase como a do reclame, vou inventar uma máquina para levar bofetões.

E assim se falharam os primeiros protestos, a primeira manifestação.

Depois as mudanças sucederam-se atrapalhadas e trapalhonas. Foi o Concurso para Titular, perante cujos critérios e resultados muitos acordaram. Foi o modelo de Avaliação de Desempenho Docente – nas versões complex, simplex e barafunda. Foi o Estatuto do Aluno, que inicialmente metia no mesmo saco alunos com doenças graves e os simplesmente baldas, que vem instaurar o branqueamento de faltas dos faltosos, sob pena de os professores inventarem (e corrigirem) provas atrás de provas para quem se dá ao gozo de nem as fazer. Foi o Modelo de Gestão que põe os poderes, até agora colegiais, nas mãos de uma só pessoa.

Cá para mim, devo ter-me esquecido de alguma. Cá para mim, ficaram com algumas medidas ainda na gaveta. A coisa não correu bem porque se tivesse corrido…

Foi aí que a malta reagiu e foi o que se tem visto. Protestos dos professores pelas vias acima enunciadas e discurso autista, demagógico, ofensivo por parte da tutela e do chefe do governo.

Chamaram-nos de tudo. Analfabetos por não sabermos aplicar as leis mal feitas, ou e até mesmo inexequíveis, que suas ex.ªs produziam torrencialmente. Incompetentes, por não passarmos quem se recusa a aprender, manchando assim as estatísticas a mostrar lá nas europas. Mentirosos calões e laxistas por não querermos ser avaliados. Trouxas por nos deixarmos manipular pelos Sindicatos. A última é: mentalmente destituídos por irmos a reboque dos líderes políticos que se cruzaram, estrategicamente, com a manifestação de sábado. Quando as ofensas são julgadas insuficientes, ameaçam..
.
Portanto, quanto a este governo lá ter as suas razões, quais serão elas? Porque se encapelam tanto contra os professores, não se interroga?

É que de não cumprirmos os nossos deveres profissionais por causa dos protestos nem a dama que nos tutela se atreve a acusar-nos. Ainda no sábado afirmou que as escolas estão envolvidas no processo do final do ano com toda a normalidade, ou qualquer coisa do género, que já nem posso ouvi-la quanto mais citá-la.

Pode crer que não me restam dúvidas que têm razões, porém inconfessáveis. Tenho dúvidas é que alguns as queiram ver. Já se sabe, o pior cego….

Bom, mas para que estou eu aqui com tanta explicação, o as-nunes deve saber de tudo, bem informado como, presumo que, estará pelos que lhe são próximos.

E por isso mesmo mais me espanta que, reconhecendo até erros a “julgar” nas próximas legislativas, (presumo de novo já que não percebi o seu terceiro parágrafo), venha dizer que as manifestações coisa e tal. Então, temos que comer calar até às eleições? Temos que calar antipatias ou simpatias partidárias? Soube de algum sector da manifestação que tenha feito propaganda partidária? Estavam lá todos os partidos menos o PS, pudera! MINTO, EU VI MEMBROS DESTACADOS DO PS NESTA MANIFESTAÇÃO E NO CORDÃO HUMANO, por sinal os mesmos, assim misturados com o people.

É também por ser sabedor do que se passa que me ofende por vir aqui chamar-me tolinha às ordens de um qualquer comandante. A adoptar o seu método será, então, legítimo afirmar que quem ficou em casa foi mobilizado pelo PS? Quem entregou objectivos ou pediu avaliação complex é PS?

Não funciona, pois não?

Termino afirmando que a alusão à censura de um comentário seu, pessoalmente, não me atinge. Não perfilho os métodos de outros tempos, como fica provado nesta resposta.

Mas que também fique claro que não estou para receber nesta casa, que também é minha, pessoas que me destratem e me chamem nomes.

Deixo-o com duas citações sobre a demagogia na Democracia Ateniense:

«Diferentemente de Esparta, em Atenas não havia escolas públicas, embora a educação fosse obrigatória. Quando a criança chegava aos 7 anos, cabia ao pai enviar o filho a um mestre particular.»

«Surgiu um novo tipo de líder político, o “demagogo”, que mobilizava a massa popular em oposição aos aristocratas. Ao chegarem ao poder, esses líderes governavam de forma ditatorial, adoptando medidas de apelo popular. Foram chamados de tiranos pelos gregos.»

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_democracia_em_Atenas
.


Dia Mundial da Criança



Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.
É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).
Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?
Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.
As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!
Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.Clica aqui para leres sobre esta organização.
Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.
Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).Clica aqui para os leres. Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.
Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional.

http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Sabias&ID=201

Nota: Este post é dedicado à minha filha e a todas as crianças do Mundo.
É principalmente por elas e pelo seu futuro que nós lutamos todos os dias!!

A marcha de Maio e o voto de Junho

.

.
Nota: Fui buscá-lo à Anabela. Eu sei que ela não se importa!!

Porque fui a esta manifestação

Não tenho que dizer a ninguém porque vou ou deixo de ir a manifestações.
Mas hoje apetece-me.
Apetece-me dizer o que senti quando, na Praça dos Restauradores, senti a Força da Razão.

Não pode estar tanta gente enganada durante tanto tempo!

Os 55 0u 0s 80 mil (que interessa?) que lá estiveram não podem ser todos os incompetentes/os que não querem trabalho/os culpados do insucesso dos alunos/ os arruaceiros desta classe !!!

Vi na manifestação mães e pais professores que têm os seus filhos a estudar em escolas que também têm professores que estiveram na manifestação.
Quererão estes pais professores o pior para os seus filhos?

Que escola é esta que tantos combatem e eu também não quero?

A escola do desencanto, a escola da falta de seriedade, a escola do faz de conta, a escola das estatísticas para agradar à tutela que tem que agradar à União Europeia que tem que mostrar trabalho.

A escola inclusiva, sinónimo de escola atabalhoada, onde uns não deixam aprender os outros, onde os outros aprendem coisas com os outros que não querem aprender.

A escola onde reina a indisciplina . A escola com saídas para a rua. A escola sem saídas. O engano. O logro.
O sucesso fácil aumentador de egos balofos.

A escola que não marca a diferença e vai na onda.

A escola onde este ano, (o próximo não será melhor) os professores são avaliados, não na actividade que desempenham na sala de aula, mas por cruzes num papel que , supostamente espelharão o trabalho realizado ao longo do ano. (Tanta vontade em diferenciar os melhores que o ME resolveu não tornar obrigatórias as assistências às aulas !!)

A escola onde colegas menos preparados avaliam outros colegas e se sentem bem.

A escola que não prepara os seus professores - formação contínua da treta!

A escola que tem medo dos pais - nenhuma escola deve ter medo dos pais que educam os seus filhos. Estes ajudam os professores. Dispensamos os pais que pensam que os professores têm que dar as notas que eles querem aos seus filhos que são mal-educados, que não estudam e que desafiam a autoridade do professor.

A escola que desculpabiliza o aluno e penaliza o professor. "Eu falto e ela/ele faz-me uma prova e dou por bem empregue as horas que faltei enquanto eles corrijem os trabalhos"

A escola onde só se ouve e não se fala. Não por regra, mas por comodismo. "O que é que adianta?"

Adianta sempre!

A escola onde os titulares são obviamente melhores que os não titulares!

A escola onde os professores mais novos não vão a manifestações.
"Só devemos ter medo do próprio medo"

Aqui vos deixo algumas e só algumas das razões porque eu e os outros 55 ou 80 mil (que interessa?) fomos à manifestação ontem.

Já é tarde e amanhã tenho aulas às oito e meia.

Como se disse na manifestação:

E, se isto não mudar,
havemos de lá voltar!!!

domingo, 31 de maio de 2009

Dia Feliz

Já fomos muitos mais, é certo.

Mas certo é também que hoje voltámos a encher a Avenida, aquela que tem o nome de Liberdade, ao qual hoje fizemos jus pela terceira vez.

O Sol intenso, aparentemente do lado daqueles que nestes quatro anos têm feito na educação uma política de terra-queimada, quase fazia desfalecer.
Pois podem estar seguros, o Sol e os outros, que a nossa razão não desfalece e a nossa voz não se cala. E ainda que doa continuaremos a defender a qualidade da educação.

Tivemos a brisa do nosso lado ensinando-nos que um qualquer ventinho varrerá para longe estas indignidades a que todos, professores, alunos e pais, fomos sujeitos.

Com persistência, o sol também há-de alumiar esta noite escura e triste que agora ensombra a escola. Confiemos... que ele há-de estiolar quem tentou virá-lo contra nós.

Dia feliz, pois. Duplamente feliz. Triplamente feliz.

Perto do túnel do Marquês construímos uma ponte viva de amizades blogosféricas. Mesmo sem ponto de encontro achámo-nos. Outra lição a tirar do dia: quando queremos muito os milagres acontecem.

Foi tão bom abraçar a Anabela, única e inconfundível. Quase todos os dias o fazemos virtualmente, entrelaçando as mãos através das palavras, das ideias, dos afectos. Desta vez conseguimos fazê-lo ao vivo e a cores, no meio da multidão semeada de muitos outros professores-bloggers, tenho a certeza. Oh que saudades dos ausentes: a Dudú, o Clap, a Elsa...

Toca o telefone. É a Fátima - seguida mais de longe mas com muita admiração - que vem aí. Não falta ao compromisso, a Fátima André, outro coração grande de partilhas e afectos. Nova sessão de beijos e abraços de contentamento genuíno, por estarmos juntas e por estarmos ali, de certo modo no nosso posto, como diria o Alegre.

Supremo prazer do dia: poder partilhá-las com os lírios desta casa. Ah que belo ramalhete!

De serviço à efeméride estiveram vários fotógrafos, de entre eles o amarantino Eugénio, já conhecido pelas respostas aprumadas que deu a certos deputados da "naçon". Mais uma coincidência feliz.

Aqui fica o registo, da minha máquina nas mãos já nem sei de quem, para termos a certeza que foi real.
.

E foi assim ...

.
De novo os lírios desceram a Avenida no meio de muiiiiiiiiitos milhares de professores vindos de todos os pontos do país.
E de novo um lírio foi captado pela TV (vídeo da SIC). Bem respondido Janeca!
.
.
.
.

.

.
.
Gostaram da animaçãozita das fotos? Pois agradeçam à Teresa a inspiração.
.

Manifestação de Professores - 30 de Maio



Nota: Prestem atenção ao nosso cartaz amarelo: QUALIDADE SIM.....FARSA NÃO.
Aparece ao minuto 1:11.

E...neste também, logo ao início.

Nós estamos detrás do cartaz a descansar...um pouco "estafaditas"!!

sábado, 30 de maio de 2009

É por estas e muiiiiiiiitas outras

.
Que descemos a avenida!



Recebi esta mensagem. Fidedigna e verdadeiramente inacreditável.

Toca o telefone.
- Fui convidada pela DGIDC para ir receber formação sobre o novo programa de LP – ensino básico. Depois vou dar formação nas escolas. Dão uma redução de horário de 50%. Que achas?

- !!!- Que achas?

Lá lhe disse o que achava. Que isto era Portugal e o ME no seu melhor. Com franqueza disse-lhe que achava inacreditável que uma pessoa não licenciada em Português, incapaz de enviar um e-mail – parte da formação será através de uma plataforma tipo moodle -, que nunca foi formadora, que nunca leu um livro de didáctica, que dificilmente será capaz de ler o programa na totalidade, quando mais estudá-lo, quanto mais percebê-lo, tivesse sido convidada pela DGIDC.

Esta é a DGIDC que temos e se calhar, merecemos. De certeza que há mais «formadores» deste jaez convidados. A colega está espantada: como a terão descoberto? (Concordou com tudo o que eu disse). Eu também, e muito preocupado: quem irá aparecer em Lisboa para receber formação de 2 dias? E estas pessoas vão dar formação? É fado nosso.

Faz-me tudo isto lembrar um Ministro da Educação dos anos 80 que declarou numa das suas primeiras aparições:

- Eu até já dei umas aulas de Português. E disse aonde, etc…

Regressa, Eça. Ou melhor, permanece.

Estamos aqui

.
.

Em defesa de escola pública com futuro.


Agora sim!

.
Pela segunda vez neste blogue mas sem vozes de paniiiisga!
.

.


AGORA SIM!!



Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar,
Agora sim, eu sinto optimismo,
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!!

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer,
Agora sim, só vejo gente boa,
Vamos em frente e havemos de vencer !!

Agora sim, cantamos com vontade!!
Agora sim, eu sinto a união,
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!!

Como é que se pode desistir?

.
Afinal não estava tudo contra nós!

Afinal, as vozes de pais, alunos e de outros, que nada têm a ver com a escola, que nos diziam: continuem, estão a dar uma lição de cidadania a este país! não eram tão poucos quanto alguns queriam fazer crer!


Dados globais sobre a má influência dos diversos intervenientes no processo educativo:

Professores: 23,2%
Pais e Associações de Pais: 24,4%
Sindicatos: 30,3%
Alunos: 48,4%
Governantes e ME: 56,6%


Dados relativos às chamadas classes A e B (camadas teoricamente mais abastadas e culturalmente aptas):

Professores: 23,6%
Pais e Associações de Pais: 26,1%
Sindicatos: 36,9%
Alunos: 47,1%
Governantes e ME: 61,8%


O que está pior ou melhor do que há 20 ou 30 anos atrás:

Pior:

Disciplina dos Alunos: 63,7%
Intensidade do Estudo: 40%
Métodos de Ensino: 23,5%
Formação de Professores: 20,4%
Matérias e Programas: 19,4%
Equipamentos Escolares: 14,8%

Melhor:

Equipamentos Escolares: 60%
Métodos de Ensino: 40,7%
Formação de Professores: 39,9%
Matérias/Programas: 39,4%

Intensidade do Estudo: 27%
Disciplina dos Alunos: 13,9%


Dados da Sondagem publicada na Visão de 28 de Maio de 2009

esquematizados na Educação do meu Umbigo

Vozes que dão razão à nossa voz

.
IMPERDÍVEL leitura.


Só é pena fazer mal aos olhos ler em andamento
....



Filósofo José Gil diz que o Ministério da Educação “virou todos contra todos”
.

De novo, um sábado em Lisboa

.
.... por causa dos erros, das difamações, da incompetência...

Quem pode esquecer estas más recordações?

.

Voa, voa! Para Lisboa

.
.
Da mão do Antero Valério

Não vais????

.
.
Roubo de post em cadeia: de http://clapclapcalppp.blogspot.com/ para http://anabelapmatias.blogspot.com/ e de lá para aqui.

Bendita partilha blogosférica!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vamos lá à Planificação

.
Manifestação de 30 de Maio - Locais de concentração e percursos

Já somos muitos milhares.
Do Norte, do Centro, do Sul, de toda a área da Grande Lisboa crescem as inscrições nos autocarros e a organização dos professores e educadores nas escolas para virem todos juntos para a grande manifestação.
Porque vamos ser muitos milhares convém ter em conta os locais de concentração na zona do Marquês de Pombal:

Locais de concentração:
a) Os docentes provenientes do Norte e Centro concentram-se no Parque Eduardo VII.

b) Os docentes provenientes da área da Grande Lisboa e do Sul concentram-se na Rua Joaquim António de Aguiar (sentido descendente, é a rua que liga o Marquês às Amoreiras).

O percurso da manifestação terá a seguinte orientação:
Ordem de entrada na Manifestação: 1º Sul; 2º Grande Lisboa; 3º Centro; 4º Norte. (Madeira e Açores a ver no local)

A cabeça da manifestação sairá do final da Rua Joaquim António Aguiar / Praça Marquês de Pombal. Quando todos estiverem já na Avenida da Liberdade, deslocar-se-ão os docentes do Centro e do Norte, desde o final do Parque Eduardo VII, para a Avenida da Liberdade.
O desfile termina com uma concentração na Praça dos Restauradores.

Indicações para os autocarros:
Autocarros provenientes do Sul e da Grande Lisboa (via A2 - Ponte 25 de Abril) deverão dirigir-se em direcção a Marquês de Pombal - Avenida Duarte Pacheco - Rua Joaquim António de Aguiar, onde descarregam os docentes e seguem, pela Rua Artilharia 1, para a Alameda Cardeal Cerejeira, onde estacionam. No regresso os professores procuram os autocarros na Cardeal Cerejeira. (Nota - A Alameda Cardeal Cerejeira é a rua do Alto do Parque Eduardo VII, onde está a bandeira gigante).

Autocarros provenientes do distrito de Santarém dirigem-se, via Eixo Norte / Sul, para a Praça de Espanha, sobem a Avenida António Augusto de Aguiar e logo a seguir à lateral do Corte Inglês cortam à direita para a Alameda Cardeal Cerejeira. Os docentes dirigem-se depois a pé para a Rua Joaquim António de Aguiar, descendo o Parque Eduardo VII.

Autocarros provenientes do Norte e Centro deverão descarregar os docentes junto ao Marquês de Pombal e dirigirem-se para a Avenida da Liberdade, Restauradores, Rossio, Rua do Ouro, Rua do Arsenal (aberta nesta altura excepcionalmente) e daí para a Avenida 24 de Julho para estacionamento.
No regresso os professores vão ter com os autocarros, pelo mesmo percurso. O regresso destes autocarros far-se-á obrigatoriamente pela Avenida de Ceuta, que dá ligação ao Eixo Norte - Sul e à 2ª Circular (saídas para a A1 e A8).

Notas: Não esquecer que a Avenida da Ribeira das Naus está encerrada ao trânsito (é a avenida/rua junto ao rio no Terreiro do Paço) pelo que a aproximação a Lisboa não deverá ser feita pelo IC2 e eixo junto ao Tejo.

Convém que quem vem do norte e centro utilize a A1 ou a A8 e faça a aproximação ao Marquês de Pombal pelo eixo central (Campo Grande, Entrecampos, Saldanha, Marquês de Pombal). Em alternativa poderão dirigir-se ao Eixo Norte / Sul e sair para a Praça de Espanha e depois seguir pela Avenida António Augusto de Aguiar e descer para o Marquês.

Todos os passageiros devem ficar com o número de telemóvel do responsável do autocarro e do motorista.A Manifestação começa às 15h. Convém chegar antes.

Encontramo-nos todos AMANHÃ!

MANIFESTO CONJUNTO



.


Encontramo-nos Sábado

1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.

2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.

3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.

Subscrevem:


Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Educação SA (Reitor), O Estado da Educação (Mário Carneiro), Professores Lusos (Ricardo M.), Outròólhar (Miguel Pinto), O Cartel (Brit.com, Advogado do Diabo) ...

E ainda:

Pérola de Cultura (Helena Feliciano), Escola do Presente (Safira), Anabela Magalhães, Bilros & Berloques, Sinistra Ministra, Revisitar a Educação (Fátima André), Sexo Grátis, Tempo de Teia, O Vento que Passa, Bioterra, Catarse, Mais3KD , Fénix Vermelha , Terras Altas, pé-ante-pé , Olhares, Olhai os lírios da Campos,

Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)


Adenda: lista actualizada de blogues subscritores no Movimento Escola Pública

e destaque no Público


" Mais uma razão para nos encontrarmos no sábado"

.
.
Esta semana ocorreu uma morte trágica que trará consequências nefastas no futuro próximo.

No final desta semana será o enterro do sistema democrático escolar.
Com a nomeação dos directores pelas escolas do país, estão ditadas as exéquias do sistema democrático de eleição do órgão executivo da escola.

Tremendamente enlutado e angustiado, assisti à concretização das profecias que sempre fiz acerca do actual modelo de escolha do órgão executivo: manipulação, pressão, coacção, manobras nos bastidores, sobre os membros do conselho geral, numa escola secundária da região norte, para influenciar o seu voto. Como são poucos comparados com o universo de eleitores no sistema antigo, são muito mais permeáveis à pressão e manipulação. A maioria dos membros (mais de metade) são externos à instituição escolar, desconhecendo em absoluto o seu funcionamento pedagógico e burocrático; votam em função de critérios de carácter pessoal e/ou politico-partidário.

A direcção regional promulga os resultados em 24h…!
Apenas 21 pessoas determinam o modelo de gestão de uma escola; todos os outros membros da comunidade educativa são desprezáveis, tornando-se meros funcionários.

Fica definitivamente confirmado que a história repete-se: regressou-se a um modelo que existiu há mais de 35 anos… O túnel está escuro e pressinto que vai demorar muito tempo até ver luz no seu fundo…

Not only TV but also... RadioStar!!!

.
Primeiro estreou-se na TV.
Com uma atitude calma e segura usou da palavra com clareza, incisão, correcção e desenvoltura, revelando muita fotogenia e presença de espírito.

Logo depois passou à bloguice.
Aprendeu as técnicas básicas num ápice, e o que não lhe ensinam experimenta e aprende por si própria, pois não é isso que faz um verdadeiro professor: aprender toda a vida?
Aventurou-se pela blogosfera e é vê-la por aí, neste jardim e nos alheios, colhendo informação, trocando ideias, ampliando e partilhando opiniões, recebendo com gentileza as visitas, dando conta dos aspectos positivos que ainda vamos tendo nesta vida de loucos, como um passeio pela nossa Estrela, sua homónima, ou trocando mimos com os seus meninos.

Agora podemos ouvi-la também na rádio, num animado diálogo com os políticos de carreira em campanha lá na mansão escolar, tratando um tema de vital importância: as relações dos jovens com a política.

Ora clique e oiça: http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=26&t=Candidato-do-CDS-PP-visitou-escola-secundaria-na-Covilha-e-percebeu-que-alunos-pouco-ligam-a-politica.rtp&article=222862

Está visto, temos comunicadora para as curvas e cabeça bem feita (quem foi que disse: antes uma cabeça bem feita, que uma cabeça bem cheia? Ai esta minha memória!) para escalpelizar problemas e buscar soluções.

Já adivinharam de quem falo, não é verdade?

Evidentemente, da STAR que alumia o nosso jardim.

Parabéns à entrevistada, pela qualidade das prestações. Parabéns à professora pelas evidências de excelência. Parabéns à companheira de luta pela coragem e coerência. E, the last but not the least, PARABÉNS À QUERIDA AMIGA, pela pessoa humana e solidária que é.

Não te deixo lírios, deixo-te uma rosa que está mais de acordo contigo.