Mostrar mensagens com a etiqueta Bênçãos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bênçãos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nuno Crato, novo Ministro da Educação


É bom de mais. Espero que haja coerência... Deixo a sinopse do livro sobre o "eduquês", que li, e no qual me revi.

Sinopse
O ‘Eduquês’ em Discurso Directo disseca com rigor e impiedade os lugares comuns em educação. Mostra o vazio dos conceitos que têm dominado a pseudo-pedagogia do laxismo e da irresponsabilidade. Explica a ideologia frouxa que está por detrás da linguagem mole e palavrosa a que se tem chamado eduquês.
Depois de ler este livro, ninguém pode continuar a aceitar acriticamente expressões tão comuns como «aprender a aprender», «ensino centrado no aluno» ou «aprendizagem em contexto». Percebem-se as ideias nocivas por detrás dessas expressões aparentemente inócuas.
Minuciosamente documentado com delirantes citações de responsáveis pela política educativa, apoiado em referências críticas da psicologia e da pedagogia, este livro não deixa pedra sobre pedra no edifício ideológico do eduqês.
Nuno Crato é um professor de matemática preocupado com a educação. Armado de uma vasta cultura científica, de uma experiência de docência em vários países e de fundamentadas preocupações filosóficas, empreende neste livro a primeira crítica sistemática da pedagogia romântica e construtivista que em Portugal ficou conhecida como eduquês.
É a primeira obra no género no nosso país. Destina-se a professores, pais e todos os que se preocupam com o futuro. O ensino é um problema demasiado sério para ser confiado exclusivamente aos teóricos da pedagogia. O ‘Eduquês’ em Discurso Directo de Nuno Crato


Críticas de imprensa
"Este livro é urgente, é importante, é fundamental. Enquanto Nuno Crato e outros professores e intelectuais deste calibre não tomarem as rédeas da educação no nosso país, continuaremos um país rasca - bom para poucos, mas à custa de muitos."
Desidério Murcho, Público, Mil Folhas

Retirei a informação do site da WOOK.

domingo, 5 de junho de 2011

PSD ESMAGA PS

O povo Português "despediu" Sócrates POR JUSTA CAUSA....

VIVA PORTUGAL! VIVA O BOM SENSO E... A VERDADE!!


domingo, 8 de maio de 2011

Santana Castilho: confirmo a minha participação no programa eleitoral do PSD

08 Maio, 2011 Posted by prof ramiro marques

A propósito da publicação do livro O Ensino Passado a Limpo (Porto Editora), prefaciado por Pedro Passos Coelho, o ProfBlog quis ouvir Santana Castilho sobre as medidas para melhorar a qualidade do serviço educativo.

ProfBlog - A assinatura do prefácio ao livro por Pedro Passos Coelho pode ser interpretada como um apoio do líder do PSD às propostas nele incluídas?

Santana Castilho - Pode. Mas é melhor ler o prefácio.

ProfBlog - Pode indicar quais são as cinco medidas prioritárias que propõe no livro?


Santana Castilho - (1) Assumir a definitiva e total autonomia das escolas. O paradigma tradicional de gestão do sistema está esgotado. O poder tem que confiar nos professores e entregar-lhes a responsabilidade efectiva de gestão das suas escolas. Como corolário óbvio, serão extintas as direcções regionais de educação e proceder-se-á à adequação consequente da estrutura orgânica do Ministério da Educação. As valências centrais limitar-se-ão à definição das políticas de natureza nacional, à supervisão, ao controlo da qualidade e aos instrumentos de avaliação e relativização dos resultados. Deste enunciado genérico emana a imperiosa necessidade de despolitizar todos os serviços técnicos. Há que ganhar uma estabilidade de funções, que persista para lá das mudanças dos políticos, protegendo a administração superior da volatilidade política.


(2) Reformar a legislação vigente depois de a reduzir ao essencial e republicá-la livre do carácter prolixo e indecifrável que a caracteriza. Em Portugal legisla-se muito e mal. Mas o expoente máximo do dilúvio legislativo reside nos normativos que regulam a administração da Educação. Não se trata de prosseguir na mesma via. Trata-se de extrair o necessário do que se encontra publicado e de o ordenar em códigos temáticos que possam ser usados e facilmente entendidos por todos. E trata-se, depois, de mudar a cultura organizacional, pondo cobro à demência legislativa e tornando a estabilidade norma.

(3) Conceber um modelo de avaliação do desempenho docente que obedeça aos seguintes princípios: o quadro legal que venha a ser definido tratará autonomamente a avaliação do desempenho e a classificação do desempenho; o modelo de avaliação e classificação do desempenho será desenvolvido com a colaboração estreita dos actores a quem se destina, substituindo a lógica da imposição pela lógica da aceitação; o modelo de avaliação e classificação do desempenho das escolas e dos professores será sujeito a um sério escrutínio técnico, de natureza pedagógica e científica, por parte das associações representativas da comunidade educativa, de modo a garantir-lhe credibilidade e exequibilidade; o modelo de avaliação e de classificação do desempenho não será universal, isto é, não será o mesmo para contextos científicos e pedagógicos diferentes; a avaliação do desempenho privilegiará o desempenho da Escola, enquanto somatório do desempenho dos seus actores; a avaliação do desempenho dos docentes far-se-á tendo como referencial obrigatório o quadro de desenvolvimento da escola a que o docente pertence e não uma multiplicidade de percursos e objectivos individuais dos docentes que a integram; a avaliação do desempenho visará a gestão do desempenho, isto é, terá como resultado prioritário a determinação dos obstáculos ao sucesso do ensino e a sua remoção, numa lógica formativa; a classificação do desempenho referir-se-á a ciclos temporais bem mais dilatados que o anual, manifestamente insuficiente para gerar alterações observáveis relevantes e de forma a não supor cargas incomportáveis de procedimentos administrativos, sendo que, no que toca a consequências na progressão na carreira dos docentes, tais ciclos temporais serão os da duração de cada escalão profissional; a classificação do desempenho revestirá uma lógica externa preponderante, removendo definitivamente da cultura organizacional das escolas os malefícios da classificação inter-pares; a avaliação e a classificação do desempenho serão consequentes, num quadro de correspondência bem definida entre autonomia e responsabilidade; a avaliação e a classificação do desempenho passarão a constituir referenciais dominantes da acção de supervisão formativa da Inspecção-Geral da Educação e instrumentos axiais de uma política de garantia da qualidade do ensino.

(4) Alterar o modelo de gestão das escolas, compatibilizando-o com o novo paradigma de autonomia, devolvendo-lhe a democraticidade perdida, adequando a natureza dos órgãos às realidades sociais existentes e abandonando a lógica concentradora do poder num só órgão.

(5) Auditar do ponto de vista financeiro, pedagógico e científico o programa Novas Oportunidades. Reapreciar e reformar os programas EFA E CEF.

ProfBlog - Confirma a sua participação na elaboração do programa eleitoral do PSD para a Educação?

Santana Castilho - Confirmo

ProfBlog - O seu livro coloca a nu a fragilidade das políticas educativas dos últimos seis anos. Pode indicar quais foram as três medidas mais gravosas?

Santana Castilho - A imposição do modelo de avaliação do desempenho, a alteração do regime de gestão das escolas e toda a política de rede escolar, conducente à criação dos mega agrupamentos.

ProfBlog - Quais as três primeiras medidas educativas que o próximo governo deve tomar?

Santana Castilho - As 3 primeiras das 5 anteriormente citadas.

Para saber mais
Excerto do Prefácio de Pedro Passos Coelho

Nota: Gostei muiiiito de ler isto. Muito bem!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Corporativismo, Hum?


 Pois é, sabe do convento quem lá está dentro!

Associações de pais: Revogação da avaliação de professores é "útil" para haver paz nas escolas

 O dirigente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Joaquim Ribeiro, considerou "útil" a revogação da avaliação dos professores, afirmando que vai ajudar a que haja "paz e sossego" nas escolas.

Ler mais aqui.

quarta-feira, 23 de março de 2011

JÁ FOI!!

FINALMENNNNNTE!! O SR. ENGENHEIRO FOI.....
JÁ DEVIA TER IDO HÁ MUITO TEMPO!!!

HOJE ATÉ ME NASCEU UMA ALMA NOVA!!

VIVA PORTUGAL!!

quinta-feira, 17 de março de 2011

DEIXEM-ME TER VIDA PRÓPRIA

Viver numa terra pequena já não é sinónimo de vida tranquila. O tempo já não se alonga para abarcar tudo o que temos de fazer no dia-a-dia. Olhamos para trás com saudade mas ... o tempo não volta atrás.
O que mudou na cidade?! Nada, rigorosamente nada. A vida na cidade corre serena como o rio que a embeleza. Alteraram-se percursos de vida e ...as pessoas mudaram.
A estrada da vida é para a frente e é demasiado curta e, o dia de hoje já é passado. E, se queremos avançar, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.
Na escola, onde se devia falar de alunos, fala-se e vive-se avaliação de professores. É indicado um caminho a seguir, por alguém sem nome e sem rosto, cheio de labirintos, papelada e múltiplas tarefas para o professor desempenhar, num verdadeiro caminhar por um túnel sem luz e sem fim à vista em cima de um iceberg. Para não falar da delirante teia burocrática que acompanha todo o percurso. E, num perfeito desnorte, todos seguem pelo mesmo caminho. Alguns vão dando passadas largas, carregados de papelada, mas felizes porque esta caminhada veio preencher um qualquer vazio pessoal e íntimo. Outros nem por isso, mas concordam como sonâmbulos em seguir o mesmo caminho resignados na fila. Os que fazem ouvir a sua voz, vão ficando sozinhos e impotentes. Eles bem tentam compreender as razões profundas e intimas de tal resignação, gritando-lhes que aquele não é o melhor caminho, mas sem resultado! Dá vontade de trazer para nós a força e a vontade de dizer não, que a juventude desfilou e exibiu nas ruas do Cairo. Está tudo louco! Chega, vamos mudar! Estamos a repetir a história para quê? Foi para isto que marchámos em Lisboa? O que aconteceu de tão relevante para haver esta radical mudança de atitude?
E há gente contente!
Como calço quase sempre sapatilhas, consigo andar bem de costas e de frente e até de lado, só não vou em pino, porque a idade já não convida a tal, pelo que vou acompanhando a fila e ouvindo as pessoas. E depois move-me uma força interior, que não consigo explicar, quando sinto injustiças, alguém triste, alguém sem voz. E a minha garganta aclara-se e livremente sai o que me vai na alma, por vezes, até mal interpretada. Os professores estão desmotivados, frustrados, e cada vez se sentem a mais, como se estivessem a ver um filme de terror ou de drama, da sua vida actual e futura!
E há gente contente!
Quase não temos tempo para nos encontrarmos uns com os outros, deitar conversa fora ou até rir, sem que tenhamos que nos preocupar que falta fazer o documento A ou B. Há uns anos atrás estes documentos serviam para mostrar com orgulho: olha o que fiz para a turma X! Oh, que interessante, empresta-me! Agora o discurso é: olha o que tenho que fazer para entregar ao relator e/ou coordenador! E o outro: isso serve para quê, não lembra ao diabo?!
Bem diferente este partilhar de experiências que sempre enriqueceu o trabalho de um professor e assim deveria continuar.
E há gente contente!
Mas o que mais me preocupa é a desconsideração cada vez maior relativamente à profissão, não do ministro A ou B, ou sequer da opinião pública que é sempre mordaz, mas a que já estamos habituados. Não, agora é dentro de portas, entre colegas! Criou-se um clima de competição que está a deixar moribundo o espírito de partilha entre pares, que sempre existiu, e que provoca um crescendo de conflitualidade dentro da escola. O ambiente crescentemente asfixiante, quer de preocupações quer de papelada, está a cobrir-nos quais mineiros no Chile, e mineira é uma das profissões que eu nunca escolheria por ser claustrofóbica. E vamos sufocando e trabalhando. Exigem-nos versatilidade a dominar todas as ferramentas do office, para além da quase obrigação de verificar, com frequência diária, o correio electrónico.
E há gente contente!
E alguns professores apenas perguntam: Tenho de pedir desculpa por querer ter vida? Tenho de pedir desculpa por ter marido/mulher e filhos que precisam de mim! Tenho de pedir desculpa por adorar visitar os pais ou outros familiares! Tenho de pedir desculpa por querer ler um livro, assistir a um filme, despreocupada e sem remorsos! Tenho de pedir desculpa por querer dedicar tempo a mim! Tenho de pedir desculpa por não querer trabalhar aos fins-de-semana para a escola! Tenho de pedir desculpa por ter filhos pequenos que reclama a mãe/pai para a brincadeira! Tenho de pedir desculpa por o marido/mulher querer dar um simples passeio num fim de tarde bonito. Não, não, não! Não devo pedir desculpa.
Mas há gente contente!
Quero ter todo o tempo do mundo para enriquecer a minha pessoa com outras vivências, que não o trabalho.
Como podemos compreender e relacionarmo-nos com os jovens com quem convivemos se não partilharmos nada com eles? O facto de termos vida para lá da escola, alarga-nos horizontes e a nossa história de vida torna-se mais rica, mais diversificada e mais feliz, o que será uma mais-valia para os alunos colherem referências que poderão vir a ser úteis na sua vida.
Mas há gente contente!
O tempo para ensinar já não é o mesmo. Os professores andam sobrecarregados de trabalho e já não têm o tempo, nem a serenidade, para o que é mais importante: as aulas e a disponibilidade para os alunos. Claro que não descuram esta tarefa, mas têm que ir buscar o tempo que lhes falta ao seu tempo livre. A escola não pode vir em primeiro lugar em relação à pessoa e à família! Mas agora está tudo invertido!
Sente-se também o medo. Sim, é verdade. O medo está instalado. Noto-o, sinto-o, sussurram-no.
E medo de quê? De gritarem alto o que lhes vai na alma, de terem que fazer tudo o que lhes é pedido sem perguntar porquê? E eu apenas posso fazer isto, escrever também o que me vai na alma e motivar a que falem até que a voz lhes doa.
E há gente contente!
Revejo-me no testemunho de um autor, que não lembro o nome, ao afirmar: Eu não venci todas as vezes que lutei. Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar.
Por isso continuarei a dizer bem alto:
DEIXEM-ME PENSAR POR MIM! DEIXEM-ME SER FELIZ! DEIXEM-ME TER VIDA PRÓPRIA!

Março 2011

Helena Varela

Publicada por Octávio V. Gonçalves
Nota: Um testemunho exemplar que nos deve encorajar a continuar a RESISTIR.

domingo, 25 de abril de 2010

António Barreto em entrevista ao DN/TSF

"As revoluções são sempre incompletas, sempre"

(...)

Concretamente, em relação à educação, o que tem a dizer?

Em relação à educação, o que está no haver é a universalização. Todas as crianças, todos os jovens vão à escola, a escolarização é completa, a rede escolar cobre o País inteiro, toda a gente tem acesso à educação e à escola, não há barreiras definitivas. O apoio social é considerável, não é muito grande, mas é considerável, há bolsas de estudo, até mesmo para o ensino secundário e ainda mais no ensino superior. Isto é o que está no haver, está conseguido. Parece um lugar-comum, que é uma coisa simples. Não é. Para Portugal, não é. Portugal puxou o analfabetismo e a falta de educação até muito tarde, só nos finais nos anos 60, meados, nos finais dos anos 60, ainda no antigo regime, é que começou a haver qualquer coisa no sentido de estimular, fomentar a educação. Recordo que o programa do eng. Veiga Simão, quando foi ministro do Marcelo Caetano, era democratizar a educação. A democratização da educação começou ali. Mas, de facto, foi depois do 25 de Abril que as coisas atingiram a dimensão que atingiram. O que está no deve? Que os princípios inspiradores – a teoria geral, a estratégia, a organização filosófica, cultural e política da educação – deram errado. As modas efémeras, as modas pedagógicas, a inversão de tantas funções… o facto de hoje se dizer em Portugal – e creio que noutros países, não é um facto só português – “o importante são as competências, não é saber.” Isto a meu ver é um erro. Há quem diga que é mais importante uma pessoa saber ler o horário do comboio ou a bula do medicamento do que ler Camões ou Platão, isto é outro erro. A democracia cultural e da educação é dar a toda a gente Platão, Aristóteles, Camões, seja o que for. Isso é que é saber. Substituir por competências é um erro. Dizer que na sala de aula são todos iguais, professores e alunos, é outro erro. Dizer que aprender é um prazer e não um trabalho e um esforço é outro erro. Estes princípios – dizer que a sala de aula é um sítio de aprendizagem, não é um sítio de ensino – são outro erro. São estas inversões nos princípios que presidem à educação que a meu ver deram errado. E deram errado, vejam-se os resultados.

Texto integral aqui, via A Educação do meu Umbigo

terça-feira, 6 de abril de 2010

"Tornar-se Pessoa"

Este comentário do Luís, nosso dedicado comentador e colaborador, não podia ficar nas traseiras do jardim. Merece ser lido e admirado aqui na entrada principal. Não é, estrelinha?

Bem-haja, Luís, e parabéns pela sua escrita saborosa e certeira.
Persistiremos no sonho, mesmo que às vezes não o sonhemos tão colorido.


A tarefa é grande, pesada e difícil. Mas, apesar das lágrimas, não podemos desistir.
O meu modesto contributo para o alento que carecemos: TORNAR-SE PESSOA



Ser pessoa é tão difícil
É ser um ser tão diferente
É um estudo continuado
Que nunca está acabado
Seja homem ou mulher
É busca de perfeição
Na humana condição
de não ter o que se quer

Junta o sentir à razão
Num grande aperto de mão
Logo surgem os cansaços
Depressa se quebram os laços

O ser humano é assim
Às vezes quebra e insiste
Outras até desiste
E nunca atinge o seu fim

Embora se mude sempre
Até sem ter que mudar
Decerto pouco se alcança
Ao se deixar de sonhar

E quem sonhar com a razão
Mesmo que isso lhe doa
É com certeza diferente
Dá novo aperto de mão
Deixando assim de ser gente
para se tornar PESSOA!

Luís Silva Rosa

sábado, 3 de abril de 2010

Não me apetece fazer anos...

Em tempo de reflexão pascal, atrasada e desnaturada me confesso!

Há mais de um mês que me enviaram flores, me dedicaram música me enviaram de longe os parabéns... e eu? nada!
Foi um aniversário miserável: sem energia e sem humor, enfiada em vale de lençóis com um vírus A, ou B, ou C, por companhia; lá fora uma invernia terrível. Apetecia-me lá fazer anos!

Entretanto, a virose deu de frosques, mas a vida não deu tréguas: o tempo a esgotar-se em coisas com pouco sentido, a escola uma loucura; um país mais decadente do que eu; um mundo de vómito! Continua a não me apetecer fazer anos!

Para os queridos amigos Reverendo, TVStar, Anabela, Dudú e Em@ um abraço e um muito abrigada, mesmo!

Boa Páscoa e bom repouso. Sobretudo, sem pensar demasiado no que nos espera no terceiro período...

terça-feira, 23 de março de 2010

O professor é a ALMA do processo educativo



Nota:Obrigada! Obrigada! Obrigada!

segunda-feira, 15 de março de 2010

"HONESTIDAD"



Nota: Muiiiiito bem "nuestros hermanos"!! Excelente filme para ensinar e responsabilizar OS PAIS. ADOREI!!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Que geração estamos a criar?

Quando um aluno entra na escola às 8h e sai às 20h, tem pai/mãe em média 3h por dia. Que geração estamos a criar?

PUBLICO.PT
Contra a escola-armazém
Daniel Sampaio

Merece toda a atenção a proposta de escola a tempo inteiro (das 7h30 às 19h30?), formulada pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). Percebe-se o ponto de vista dos proponentes: como ambos os progenitores trabalham o dia inteiro, será melhor deixar as crianças na escola do que sozinhas em casa ou sem controlo na rua, porque a escola ainda é um território com relativa segurança. Compreende-se também a dificuldade de muitos pais em assegurarem um transporte dos filhos a horas convenientes, sobretudo nas zonas urbanas: com o trânsito caótico e o patrão a pressionar para que não saiam cedo, será melhor trabalhar um pouco mais e ir buscar os filhos mais tarde.
Ao contrário do que parecia em declarações minhas mal transcritas no PÚBLICO de 7 de Fevereiro, eu não creio à partida que será muito mau para os alunos ficar tanto tempo na escola. Quando citei o filme Paranoid Park, de Gus von Sant, pretendia apenas chamar a atenção para tantas crianças que, na escola e em casa, não conseguem consolidar laços afectivos profundos com adultos, por falta de disponibilidade destes. É que não consigo conceber um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem.
O meu argumento é outro: não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez...) que substituam a família? Se os pais têm maus horários, não deveriam reivindicar melhores condições de trabalho, que passassem, por exemplo, pelo encurtamento da hora do almoço, de modo a poderem chegar mais cedo, a tempo de estar com os filhos? Não deveria ser esse um projecto de luta das associações de pais?
Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo. A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens. Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida. Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional.
A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo. Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.
Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais.
© Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA
Nota: Por acaso, desta vez, até concordo com Daniel Sampaio!! Mas...quem é que ouve estas opiniões?! Parece que só alguns!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fernando Nobre

Fernando Nobre anuncia sexta feira candidatura à Presidência da República
O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, vai candidatar-se à Presidência da República, confirmou à Lusa fonte ligada à candidatura.
Lusa

O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, vai candidatar-se à Presidência da República, confirmou à Lusa fonte ligada à candidatura.

O anúncio será feito sexta feira, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, às 20h00m

Fernando Nobre encontra-se actualmente no Senegal. Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951, mudando-se para o Congo com 13 anos.Três anos depois foi para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, partindo depois para Portugal.

Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia, Fernando Nobre foi administrador dos Médicos Sem Fronteiras - Bélgica e fundou, em Portugal, a AMI - Assistência Médica Internacional, à qual ainda preside.

Como cirurgião participou em mais de 250 missões de estudo, coordenação e assistência médica humanitária em mais de 70 países de todos os continentes.

Pai de quatro filhos, Fernando Nobre participou na Convenção do PSD, em 2002.

Quatro anos depois, foi membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da candidatura de Mário Soares à Presidência da República, em 2006.

Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, em Junho de 2009, foi mandatário nacional para a campanha do Bloco de Esquerda.

Ainda em 2009, foi membro da Comissão de Honra da candidatura de António d'Orey Capucho à presidência da Autarquia de Cascais, em 2009.
Nota: Já temos um homem NOBRE em quem votar!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)

Especialistas reunidos em Espanha

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.

Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa.

'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.

Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.

A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.

'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.

'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

Nota: Aí está o que temos vindo a dizer,....de há muito a esta parte!!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

A todos os que vêm sentir o perfume intermitente destes Lírios da Campos desejo um Feliz Natal.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

VIDEO PARA MEDITAR



Nota: Vejam até ao fim. Vale a pena.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aniversário

Faz hoje anos a amiga blogosférica, a poeta de alma africana-alentejana que em mim evoca o Cesário.
Parabéns Dudú.
Que cumpras muitos mais, com saúde, amor e tranquilidade.

O meu desejo era enviar-te flores, cheirosas, carnudas, vivazes.
Deixo-te estas flores virtuais e muitos beijinhos.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quem deve receber prendas hoje, quem é ?

Há já dias que a Anabela Magalhães, do blogue homónimo, nos brindou com o prémio " Em Defesa Do Nosso Rio" por termos ampliado, aqui no jardim, a desgraceira do seu/nosso Tâmega.
Este é o selinho que nos endereçou:


Mais faríamos se não andássemos tão atolados noutra sorte de lodos pestilentos, os da educação, que nos sugam tempo e energia.
Mais e Melhor é nosso dever fazer pelos nossos rios, serras, cidades, pela nossa Terra que tão maltratamos.

Porque estávamos atrasados no agradecimento e, principalmente, porque quem merece prendas hoje é quem nos premiou, aqui fica o brinde à saúde do escorpião azul:

Por muitos e bons!

domingo, 25 de outubro de 2009

Poesia no jardim

Não é só com as pandemias gripais que há que ter cuidados.
Neste tempo armadilhado de loucura e perversidade é necessário buscar alguns momentos profilácticos.
Hoje apeteceu-me poesia, daquela que ilumina o caminho. Encontrei-a no blogue Ler é Viver da Dudú.


Caminho

Afasto as areias
que encontro no caminho,
devagar, de mansinho.
Vou precisar delas
na minha vinda,
onde enfileiradas
me indicam
onde colocar o passo,
e convictas,
me marcam o lugar,
onde o meu ser tem espaço.
Maria Eduarda

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Carinhos blogosféricos

.
Para além de ingratidão isto já se está a tornar má-criação. É que nem referimos, quanto mais agradecermos, os mimos que recebemos. Creiam, amigas, que tem sido porque o tempo não dá para tudo e, no nosso caso, é preciso reunir os condóminos...
Comecemos, pois, por agradecer porque as nomeações têm que ficar, ainda, para mais tarde.


A Anabela Magalhães, visita e inspiração diárias cá do jardim, e a Eduarda Martins, ela própria musa do seu/delas Ler é viver presentearam-nos com este BLOGUE DE OURO que distingue mulheres bloggers.


Tão incansável na partilha como na intervenção, a Anabela dedicou-nos também o Prémio Lemniscata, com a justificação de que o Olhai "é ainda um bebé... mas que luta de carago!".
Este selo " foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores." Quanta honra para este humilde e bravio jardim!

O significado de LEMNISCATA: “curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante.”
Lemniscato: ornado de fitas do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores(In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora).
Acrescento que o símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente.
Texto da editora de "Pérola da cultura".

Hoje, a Isabel Preto, comentadora recente cá da casa e dona do Histórias con(m)Vida, deixou-nos os parabéns e este miminho:
"O Premio Internazionale UTOPIE CALABRESI inspira-se nos valores do Humanismo, entendendo-se por isso “tudo o que é digno do homem e o torna civilizado, elevando-o acima da barbarie”. Este “selo” foi criado com o objetivo de premiar os blogs que promovem conhecimento livre, cultura e arte, tolerância e aceitação da diferença, amizade e solidariedade entre os povos..."

Para todas vai um grande abraço mais o nosso beirão BEM-HAJA pela vossa companhia !
.