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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mãe Pátria / Mãe Pobre

Mãe Pobre
 
Terra Pátria serás nossa,
Mais este sol que te cobre,
Serás nossa,
Mãe pobre de gente pobre.

O vento da nossa fúria
Queime as searas roubadas;
E na noite dos ladrões
Haja frio, morte e espadas.

Terra Pátria serás nossa
Mais os vinhedos e os milhos,
Serás nossa,
Mãe que não esquece os filhos.

Com morte, espadas e frio,
Se a vida te não remir,
Faremos da nossa carne
As seraras do porvir.

Terra Pátria serás nossa,
Livre e descoberta enfim,
Serás nossa,
Ou este sangue o teu fim.

E se a loucura da sorte
assim nos quizer perder,
Abre os teus braços de morte
E deixa-nos aquecer.


Uma das Heroicas de Fernando Lopes-Graça interpretadas pelo Coro Misto da ESART, hoje 10 de Junho, nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Castelo Branco.

Bom gosto na escolha de repertório! Ora oiça:



Mas excelente, mesmo, foi o discurso de António Barreto, como nos tem vindo a acostumar, ainda não disponível na net.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dia Mundial dos Professores


«Comemora-se esta terça-feira, 5 de Outubro, o Dia Mundial dos Professores. Este dia assinala a data em que, em 1966, OIT e UNESCO aprovaram a declaração sobre a condição de professor, importante documento que, infelizmente, em muitos aspectos, continua por cumprir, nomeadamente no nosso País.»

in Sala dos Professores

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Onde é que eu estava no 25 de Abril?

Naquele 25 de Abril de 1974, luminoso e quente como o deste ano, acordei sobressaltada com o Trim áspero da campainha da porta – não havia telemóveis, eram raros os telefones e as máquinas em geral.
Era a vizinha do 1º andar que, mais ou menos aos gritos, anunciou:
– Ai Senhora Dona L…, anda uma revolução lá por Lisboa!!!

Dei um pulo da cama e, numa excitação incontida, galguei as escadas até à Dona S... pedindo mais informações. Só consegui saber que as rádios transmitiam apenas música.
De repente, lembrei-me da "Grândola", antecedida pela leitura emocionada e emocionante da primeira quadra, que ouvira na Renascença nessa mesma madrugada. Será que tinha alguma coisa a ver com a dita revolução?
A minha mãe continuava gelada, no patamar superior. Toda a família do lado materno vivia na capital e o seu coração apertava-se de angústia.

Ligámos a rádio e ouvimos uma música tipo marcha militar. Na TV - a preto e branco e sem comando, apenas ainda com dois programas e a emitir a partir da tarde, nem sombra da Mira técnica. Só uma multidão de moscas freneticamente piscando num fundo esbranquiçado.


Poucos minutos depois estava na rua. O ambiente era o mesmo de sempre: tranquilo e pacato, típico de uma vila da província.
Ao cimo da rua, o posto da PSP também não aparentava quebra da normalidade.
Na avenida Salazar, o movimento era intenso por ser dia da Feira anual. Mas, junto ao Colégio de Santo António, um monte de gente concentrava-se perto da entrada. As portas estavam fechadas enquanto um contínuo, o Sr António, empoleirado numa escada, pintava de branco uns dizeres escritos a tinta vermelha, algo familiares, obra nocturna do activo núcleo do MRPP local: ABAIXO A GUERRA COLONIAL!... e quejandos.

Eu andava no último ano do curso complementar do liceu, antigo 7º ano, e tinha 17 anos.
Mas no Fundão, aos 17 anos, quase todos entrevíamos o que era a resistência ao regime.


Basta mencionar o nome dos irmãos Paulouro, Armando e António, e o do Jornal do Fundão, sob a batuta deste último. Basta lembrar o sussurrar da frase "está cá a PIDE!"! por entre o caloroso e comovido aplauso às intervenções da intelectualidade portuguesa, e até internacional, no Encontro Nacional de Teatro realizado um par de anos antes.

Desde pequena que via as ramonas da polícia de choque estacionadas à minha porta sempre na noite de 1 de Dezembro quando, a coberto da Restauração, o povo saía à rua e, já que mais não fosse, afrontava a proibição de ajuntamentos e manifestações.

Houve também uma extraordinária professora de inglês no 5º ano, com quem falávamos dos livros, da música, da vida, da liberdade. Com ela fazíamos sessões de leitura e debate da poesia proibida, copiada à mão em folhas de papel Bíblia, e ouvíamos as músicas do Zeca, do Adriano, do Cília, do Zé Mário Branco, recopiadas em cassetes, roufenhas de tanto ouvidas.

E no ano anterior, durante a preparação da nossa récita de pré-finalistas, tinha havido um lápis azul esquartejando poemas como o "Cântico Negro" e o "Tu Piedade", mais aquele murro no estômago quando, ao telefonar para casa do Zeca – Oh, santa ingenuidade adolescente! queríamos convidá-lo para cantar – me respondeu a mulher, com a voz mais natural deste mundo: "O Zeca está preso. É todos os anos assim por alturas do 1º de Maio...".

A manhã do 25 de Abril de 74 foi mesmo, para muitos de nós então, a luz ansiada, a aurora tão apetecida.


Estamos a precisar de outra.

Então e hoje
Elsa Duarte
Imagens da Net
Texto inicialmente publicado aqui.

domingo, 25 de abril de 2010

António Barreto em entrevista ao DN/TSF

"As revoluções são sempre incompletas, sempre"

(...)

Concretamente, em relação à educação, o que tem a dizer?

Em relação à educação, o que está no haver é a universalização. Todas as crianças, todos os jovens vão à escola, a escolarização é completa, a rede escolar cobre o País inteiro, toda a gente tem acesso à educação e à escola, não há barreiras definitivas. O apoio social é considerável, não é muito grande, mas é considerável, há bolsas de estudo, até mesmo para o ensino secundário e ainda mais no ensino superior. Isto é o que está no haver, está conseguido. Parece um lugar-comum, que é uma coisa simples. Não é. Para Portugal, não é. Portugal puxou o analfabetismo e a falta de educação até muito tarde, só nos finais nos anos 60, meados, nos finais dos anos 60, ainda no antigo regime, é que começou a haver qualquer coisa no sentido de estimular, fomentar a educação. Recordo que o programa do eng. Veiga Simão, quando foi ministro do Marcelo Caetano, era democratizar a educação. A democratização da educação começou ali. Mas, de facto, foi depois do 25 de Abril que as coisas atingiram a dimensão que atingiram. O que está no deve? Que os princípios inspiradores – a teoria geral, a estratégia, a organização filosófica, cultural e política da educação – deram errado. As modas efémeras, as modas pedagógicas, a inversão de tantas funções… o facto de hoje se dizer em Portugal – e creio que noutros países, não é um facto só português – “o importante são as competências, não é saber.” Isto a meu ver é um erro. Há quem diga que é mais importante uma pessoa saber ler o horário do comboio ou a bula do medicamento do que ler Camões ou Platão, isto é outro erro. A democracia cultural e da educação é dar a toda a gente Platão, Aristóteles, Camões, seja o que for. Isso é que é saber. Substituir por competências é um erro. Dizer que na sala de aula são todos iguais, professores e alunos, é outro erro. Dizer que aprender é um prazer e não um trabalho e um esforço é outro erro. Estes princípios – dizer que a sala de aula é um sítio de aprendizagem, não é um sítio de ensino – são outro erro. São estas inversões nos princípios que presidem à educação que a meu ver deram errado. E deram errado, vejam-se os resultados.

Texto integral aqui, via A Educação do meu Umbigo

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Quase em cima da passagem...

Não quero acabar este 2009 de má memória sem desejar a todos os portugueses, em especial aos professores e alunos, e ainda mais em particular aos nossos visitantes e às outras flores deste jardim um

Celente 2010!
será? será? será?

domingo, 27 de dezembro de 2009

Parabéns, Reverendo Bonifácio!

Reverendíssimo,
Na impossibilidade de falar a língua dos da sua espécie, encontrei no "Tube" um seu igual a cantar em língua humana, ainda que inglês.

Que tenha um dia feliz, muito feliz, na companhia de quem mais desejar. E que se repita por muitos e melhores anos do que este que vivemos.

Um afago carinhoso nesse pêlo lustroso e fugidio.
.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Parabéns TVStar

Para ti, querida amiga,
uns parabéns swingados, a convidar a um pezinho de dança,
mais o desejo de coisas muuuuuuuuuuuuuuuito boas!





Um abração e muitas beijocas

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Parabéns!

Ontem recebemos, na caixa de comentários, a visita da Fátima André, editora do Revisitar a Educação, para nos deixar este mimo comemorativo do segundo aniversário do seu blogue:


A Fátima é uma doce professora que conhecemos ao vivo e a cores no Dia Feliz da Manifestação de 31 de Maio. O seu blogue espelha essa doçura, sempre cheio de boas dicas e sugestões de leitura, com um tom muito positivo sem fechar os olhos ao que está menos bem.

(É esta diversidade do mundo e da blogosfera que nos enriquece...)

Muitos parabéns, Fátima! Que continues o bom trabalho de partilha por muitos e bons anos!
Bem-hajas pelo selinho.

domingo, 14 de junho de 2009

MALHAS QUE A RAZÃO TECE

.

Ontem também foi dia de outro António, por sinal também Fernando, a quem pedi um verso emprestado para transformar e utilizar no título desta entrada.

Pois a propósito desta declaração de uma intenção tomada em consciência e coerência


o que a razão e o coração me segredam por estes dias é o poema do mesmíssimo Fernando António que aqui deixo.

Mensagem
QUINTO / NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

Fernando Pessoa
(Continua amanhã)

EFEMÉRIDE À PORTUGUESA

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Ai, meu rico Santo Antoninho,
tu não vês como está a escola?
Já nem mesmo um milagrinho!
Nem mesmo com a tua cola!

Santo António milagreiro,
colador da cacaria,
foi por causa do dinheiro
que a tutela fez porcaria.

Se te tivesse devoção,
pedia-te que, no fim deste ano,
acabasses com a avaliação.
pusesses fim a tanto engano.
Imagem roubada aqui.

Sei bem que, à boa maneira da nação, estou atrasada. Mas vida de professor não se compadece com efemérides, obrigando a uma rigorosa disciplina para despachar o que é mais urgente, seja sábado, domingo ou feriado.
Finalmente, já quase livre de correcções e do preenchimento de grelhas e demais papeluchos, vim terminar o rascunho sobre Santo António, há dias iniciado e guardado.

Se tivesse que ter um santo da minha devoção, Santo António seria o escolhido.

Não tanto por ser quem o santo foi, muito mais por fazer parte do altar da minha infância, quando as memórias eram ainda poucas e muitos os familiares ainda vivos. Um tempo distante em que fazíamos o caminho inverso de outros portugueses - os que abalavam de Lisboa para as suas "terras-natais da província" - e rumávamos à capital, berço da parte feminina da família, no fito de partilhar o Santo António com a parentela do ramo materno. Para a meia dúzia de garotos, que éramos à época, sair à noite e viver a festa nas ruas da grande cidade, no meio da multidão, era um acontecimento único no ano.

Então, pouco me importava quem era este António, baptizado Fernando ao nascer, ou se era de Lisboa ou de Pádua. Estou em acreditar que se o santo cá voltasse, responderia ao exacerbado bairrismo que não é de ninguém mas é de todos, incluindo as árvores, os pássaros e os peixes, seus irmãos pelo preceito franciscano.

Queria eu lá saber da outra vida de António, o doutor e pregador da Igreja, que atraia multidões com a sua palavra.
Conhecia, isso sim, o santo popular e um tanto brejeiro, aquele que partia as bilhas às moças para depois fazer o milagre de colar os cacos.

Hoje sei que nem Santo António, com todo o seu suposto poder taumatúrgico, seria capaz de colar os cacos da escola pública portuguesa!

Ali no alto te deixo, Santo António, um manjerico virtual com umas quadras de pé-quebrado. A ti eu confesso a saudade da alegria daquele tempo acabado e o esforço dispendido para casar a rima com a verdade.


Adenda às 17:15

A poeta cá de casa, já com obra feita e publicada aqui, pegou no mote e deixou escondidas num comentário estas quadras que estavam mesmo a pedir: transplanta-nos!

Ai meu rico Sto. António!
Meu rico Sto. Antoninho!!
Tira esta Ministra de lá;
Ajuda-nos... um bocadinho!!

Nós vamos a todas as "marchas"
Pela Escola Portuguesa,
Havemos de conseguir!...
Move-nos essa certeza.


Boa TVStar! Mais alguém se abalança?
.
Adenda às 19:53 (TVStar)
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A Isabel Preto abalançou-se mesmo... e muito bem!!
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Oh meu rico Santo António!
Santo da minha devoção...
Pedimos uma benção:
Acaba com esta traição!
.
Os professores não merecem...
Nem tão pouco Portugal!
Santo António acabai
Com a raíz de todo o mal!
.
Livra-nos da Minsitra!
Mais a sua seita sinistra!
Santo António, por favor,
Tirai-nos deste torpor!
.
Isabel Preto 14 de Junho de 2009 17:47
.
E está lançado o desafio!! Obrigada Isabel!
Quem se segue?!


Adenda às 21: 55

Seguem-se as quadras do Luís Silva Rosa

Já falei com Santo António,
Com São João e São Pedro
Que com um simples neurónio
Descobriram o segredo:

É ter força de vontade
Trabalhar até ao rubro
Pra conseguir apear
Esta maltosa em Outubro!

Bem-haja Luís.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

10 de Junho num mundo perfeito

.

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Machinima de Hugo Almeida, de novo pela mão da 3za

Dia de Camões, Dia de Portugal

.
Cá nesta Babilónia, donde mana
Matéria a quanto mal o mundo cria:
Cá onde o puro Amor não tem valia,
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;

Cá, onde o mal se afina, e o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
Cá, onde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome vão a desengana;

Cá, neste labirinto, onde a nobreza
Com esforço e saber pedindo vão
às portas da cobiça e da vileza;

Cá neste escuro caos de confusão,
Cumprindo o curso estou da natureza.
Vê se me esquecerei de ti, Sião!


Luís de Camões , Rimas - ed. de 1616
Em Camões:Babilónia=mal presente; Sião=tempo passado

Com admiração e agradecimento a Amélia Pinto Pais
pelo valeroso trabalho no seu AO LONGE OS BARCOS DE FLORES

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Heróis do Nosso Reino, Heróis da Nossa Escola

Foram muitos os heróis e heroínas que tornaram este projecto realidade!

A História dum Sarau






A História de um Sarau

“Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce”.

E nasceu… Fruto dum trabalho de pesquisa, pensado, repensado, alterado, reiniciado vezes sem conta, até à redacção final, que é difícil de situar no tempo, dado que no próprio dia do Sarau houve ajustes.
Texto escrito.
Apresentação do tema à escola. Pouco entusiasmo.
Mas é sempre assim no início, diz a nossa experiência de treze anos.
Quem vamos então chamar para fazer o quê? Colocam-se cartazes e começam a surgir, a medo, os primeiros actores e actrizes.
Contactamos alunos, professores, funcionários, a APAE. Este quer, aquele não, o outro talvez.
O cenário
Quem mais se não os colegas de artes? A Ana Fidalgo e todos os que lhe deram apoio – José Manuel Pereira e João Boléo com os cartazes e convites. As criadoras do cenário, Joana e Katy, e toda a equipa que o pintou do tamanho do Teatro!

Distribuição de papéis.
Eu não quero ser Mouro. O outro não quer ser pobre. Todos querem ser herói e heroína.
O sonho começa a tomar forma.

Como é que os vamos vestir?
Tanto herói, tanta gente, tanta roupa, tantos adereços!
A roupa! As viagens à Brimtêxtil, as horas passadas a escolher os tecidos, a combinar as cores, a dar sugestões à D. Cristina e a aceitar as sugestões dela, a ver livros que representam a época – preciosa ajuda dos alunos do 7º Ano e da colega Isabel Lino. Olhem que a cruz do D. Afonso Henriques é diferente da cruz do D. Nuno Álvares Pereira! “Está bem!”

Distribuição e ensaios das cenas
A professora Ana Paula Rocha, coordenadora do Clube de Teatro, fica com a cena dos Descobrimentos por sua conta. Mais roupa, mais adereços, mais sugestões à D. Cristina. Vestir tanto nativo não é tarefa fácil!

Oh! Mamma Mia!

Mais roupa, encomendas de tecidos de Coimbra, mais D. Cristina.
E o Pedro. O da dança. O professor. O divertimento e a boa disposição. Os ensaios, destruidores de qualquer tensão e alento para mais uma semana de trabalho.
Mais Mamma Mia, a professora Regina e o 12º A. E novamente o HAKA MELO. Pegou.

Quartas-feiras à tarde:

Ensaios dos e com os heróis do nosso reino:
Não é assim! Mais entusiasmo! Mais garra!
Mostra que estás apaixonado por Inês!
“Mata - a” com mais força!
Onde é que anda o Infante? “ Não pode vir, tem teste amanhã.”
E a Padeira de Aljubarrota? “ Tem aulas no conservatório”.
Calem-se, caramba!
Raios partam, que isto nunca mais tem jeito!
Tenha calma, stora!
Toda a gente à espera de ver a prof. Maria José cair para o lado de cansaço. Não caiu!

A Música
Ó Maria, a música tem que ser contigo! Tem sido sempre e desta vez é também! Olha e já agora escolhe também os troféus para os Melos.

Os Melos
Quem vai levar as estatuetas?
Este ano, decidimos inovar. Nada de nomeações. Só vencedores. Mais músicas para escolher. A Ana Baptista faz-nos as gravações e põe tudo em computador. Impecável a rapariga.

Dia 6, 7 e 8 – O Teatro - Cine

Dia 6
– Montagem do cenário e do som
Que raio se passa com o cenário? Encolheu no caminho. Temos que o segurar com alfinetes de dama. Estávamos a ver a hora em que rasgaria e viria por ali abaixo no meio de uma cena qualquer. Mas não. Firme e seguro todo o espectáculo!
E o som? Hoje não pode ser. Só amanhã. Temos que ir trocar os micros novos comprados hoje. “Gaita!”
Aproveitamos as falhas para afixar o plano do sarau, distribuir as personagens das cenas pelos camarins e aí colocar o guarda-roupa referente a cada uma.

Dia 7 – Nem querem pensar. Tudo mal do princípio ao fim. O som, a afinação dos instrumentos musicais, os ensaios, os atrasos, os enganos, a falta de adereços e os nervos, e os nervos, e os nervos….
Onde é que nos viemos meter?

Valiam o esforço do Bruno, do Edgar (sempre presente!), da Ana e do Fabrice. Profissionais da coisa.

Dia 8, durante o dia

As coisas começam a desenvolver. As vozes já se ouvem, os instrumentos estão afinados, as falas saem quase certas. Tanto barulho, tanta excitação, o apelo do palco para aqueles que nunca o tinham pisado… Saiam daqui, caramba! Fora de cena quem não é de cena! - diz a professora Ana Paula Rocha
Pela primeira vez, durante todo o ano, temos a percepção do espectáculo como um todo. Não sabemos se irá resultar. Temos, no entanto, a sensação que demos o nosso melhor.

O espectáculo

Casa cheia. Pouco barulho na sala. As cenas fluem. (Será possível?!)
Os risos, os aplausos, a sala ao rubro com o Mamma Mia e com os Melos.
Dever cumprido.
As coordenadoras do Clube Criar Laços – Leonor Lobo e Maria José Soares – agradecem a todo o pessoal da Campos Melo - alunos, professores, funcionários (em especial a D. Cristina Quinaz e o Sr. José Nuno), Associação de Pais - que acreditou em nós e tornou possível a concretização deste projecto. BEM HAJAM!

Agradecemos ainda a:
Pedro Nascimento (professor de dança), Grupo Etnográfico da Campos Melo, Karateca Ricardo Cunha, Oficina do Som, Oficina do Cabelo, Clínica de Estética Patrícia Lopes, Oriental de S. Martinho e Belo Coro.
O nosso Muito Obrigada ao Conselho Executivo pelo apoio prestado.
Maria José Soares e Leonor Lobo

sábado, 9 de maio de 2009

PARABÉNS À NOSSA BUGS!!

PARABÉNS QUERIDA BUGS, pelo tão merecido Melo!!
Por seres quem és, exemplarmente correcta, trabalhadora e defensora dos teus princípios!!
Temos muito orgulho em seres a nossa fundadora, orientadora e "formadora" deste Blogue!!
Obrigada por seres como és!!
ABRAÇO!!

PARABÉNS À NOSSA MADRINHA!!

PARABÉNS À NOSSA MADRINHA, que com muita dignidade e elevação ganhou um Melo, ontem no Sarau Cultural da nossa Escola.
Um grande beijinho para ela, de quem temos muito orgulho, por ser uma colega duma correcção, delicadeza, sabedoria e simpatia exemplares!!
Os Lírios honram-se em tê-la como Madrinha!!

PARABÉNS AO NOSSO JNAVE!!

PARABÉNS AO NOSSO JNAVE, pelo Melo recebido ontem no Sarau da nossa Escola!!
Obrigada por tê-lo dedicado aos 29 resistentes!!
Que a coragem não lhe falte nunca e que possa enaltecer os que com ele lutam pelos seus princípios e em defesa da sua dignidade!!

sábado, 25 de abril de 2009

Trova do vento que passa

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Este poema de Manuel Alegre simboliza a esperança pela Liberdade e foi cantado por Adriano Correia de Oliveira. O cantor era um amigo do poeta e companheiro das lutas estudantis em Coimbra.
Anos antes, o convívio entre os dois possibilitou a criação de um poema-cantiga que ficou na história da resistência à Ditadura.
*Conta-se que numa noite, em plena Praça da República em Coimbra, Manuel Alegre exprimia a sua revolta:
«Mesmo na noite mais triste/ Em tempo de servidão/ Há sempre alguém que resiste/ Há sempre alguém que diz não».
E Adriano Correia de Oliveira disse «mesmo que não fiquem mais versos, esses versos vão durar para sempre». Ficaram.
António Portugal compôs a música . «E depois o poema surgiu naturalmente». Tinha nascido a Trova do vento que passa.
Três dias depois vieram para Lisboa, para uma festa de recepção aos alunos na Faculdade de Medicina. Manuel Alegre fez um discurso emocionado, depois Adriano Correia de Oliveira cantou e quando acabou de cantar:
«foi um delírio, teve de repetir três ou quatro vezes, depois cantou o Zeca, depois cantaram os dois. Saímos todos para a rua a cantar. A Trova do vento que passa passou a ser um hino».

*Eduardo M. Raposo, Cantores de Abril – Entrevistas a cantores e outros protagonistas do Canto de Intervenção, Lisboa, Edições Colibri, 2000


Parece impossível


É de se ficar estarrecido com a ignorância patente no vídeo…


Razão tinha o Brecht:


"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht (1898-1956)

e o Eça:


"ORDINARIAMENTE, todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo, em Portugal, são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidade e interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"


Eça de Queirós, 1867, in "O Distrito de Évora".




quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sobrevivemos! 30 dias já cá cantam...

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Ontem foi dia de anos hoje é dia de MÊS. Os lírios completaram o seu primeiro mesito de vida.

Por enquanto tem sido muito copy/past, seja porque às vezes não há tempo, seja porque ainda não encontrámos o ritmo da escrita ou não conseguimos libertar as palavras que nos afogam, seja porque as nossas fontes são tão irrepreensíveis que é difícil dizer as coisas tão bem como nelas se dizem, seja...

O caminho faz-se caminhando, vamos fazer melhor?!?
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Glitter Para Orkut