sábado, 5 de fevereiro de 2011

Retrato de uma geração, ou não.

Parva que eu sou!
Deolinda, a quem já chamam a nova versão do Zeca.

Quem fica mal no retrato é quem nos trouxe/traz para este abismo - de algum modo todos os nós.
De entre os muitos comentários no Tubes, selecciono este porque, Oh, como me  revejo nele!
.
sou"maezinha" de duas criaturas fantásticas desta geração inteligente, culta e competente. Que desperdício! Quem perde é este desgraçado país! (até os "pais"já são todos contratados!) Esta letra é inteligentíssima pela sua simplicidade. Parvos, pequeninos, poucochinhos, são estes políticos que não veem que já ninguém lhes dá crédito. Muito bem, Deolinda! A vossa canção é emocionante para os pais que acham que é pela cultura que se deve investir nos filhos. Não desistas, geração da casinha dos pais.



Música e letra: Pedro da Silva Martins

Sou da geração sem-remuneração
e nem me incomoda esta condição...
Que parva que eu sou...

Porque isto está mau e vai continuar
já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou....

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração casinha-dos-pais
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou...

Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou...

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração vou-queixar-me-pra-quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou...

Sou da geração eu-já-não-posso-mais-Que-esta-situação-d­ura-há-tempo-de-mais!
e parva eu não sou!!!

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...


Ouvir mais na casa dela .

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Grito de alma

A minha profissão está a perder alma. A escola está a perder alma. Eu estou a perder
alma. Cada novo diploma legal (e são tantos) acrescenta mais um tanto de burocracia
à profissão, com o argumento do rigor.
Escolhi a minha profissão. Escolhi ser professora. E escolhi assim porque encontrei
alma nesta profissão, na relação com os alunos, na relação com as famílias e também
na relação com os outros professores. Olhar para cada criança ou jovem como um ser
único e estabelecer com ela(e) uma relação que vai para além do vocabulário e das
estruturas gramaticais do Inglês que ensino, mas que é fundamental para a sua
aprendizagem. Ser procurada pelos alunos, particularmente nos seus momentos maus,
nos seus problemas, relacionados ou não com a escola, quando se conquistou a
confiança deles. Ajudá-los a resolver os problemas quando é possível, ouvi-los, pelo
menos, quando mais não se pode fazer.
Estabelecer uma relação com as famílias como directora de turma. Conhecer, assim,
melhor, cada aluno, e conquistar a confiança e criar laços com os pais, fazendo com
que haja clima para analisar os problemas dos seus educandos e encontrar estratégias
de resolução em que a família, os alunos e os professores entrem, cada um de acordo
com as suas responsabilidades e o seu papel. Atendimentos, reuniões de pais e alunos,
projectos desenvolvidos para além do horário, da remuneração e do reconhecimento
de quem não as/os vive(u), nas horas de alma e com alma. Fazer de cada turma uma
família com alunos, mas também com pais e professores, em que a escola é, de facto,
uma segunda casa, não apenas nem sobretudo pela quantidade de tempo que se lá
passa, mas pela sua qualidade.
Ser professor é ter uma profissão eminentemente relacional, que se constrói na
vivência da relação. Não estou a esquecer-me da necessidade do conhecimento
científico do professor e da necessidade de ele saber trabalhar esse conhecimento do
ponto de vista pedagógico, para que os alunos possam aprender. Estou apenas e tãosó
a salientar a importância da dimensão humana e relacional do processo de ensinoaprendizagem
e, consequentemente, da profissão docente.
A minha profissão está a perder alma. A escola está a perder alma. Eu estou a perder
alma. Cada novo diploma legal (e são tantos) acrescenta mais um tanto de burocracia
à profissão, com o argumento do rigor. São fichas e papéis para tudo e... para nada:
para as faltas dos alunos, contadas das mais diversas formas e nos mais variados
Armanda Zenhas Mestre em Educação, área de especialização em Formação
Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em
Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e
Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério
Primário (Porto). É PQND do 3.º grupo da Escola EB 2,3 de Leça da Palmeira
e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.
documentos; para informar os pais sobre tudo e mais alguma coisa, com prazos
reduzidíssimos; para justificar cada negativa que se dá; para fazer planos de
recuperação de cada negativa que se dá; para tomar medidas disciplinares; para as
justificar; para...; para...; para... São reuniões atrás de reuniões para tratar de mais
burocracias, em que o tempo é sempre mais longo do que o previsto (mas não
remunerado) e os assuntos que verdadeiramente interessam, aqueles que têm alma, já
não têm tempo de ser abordados. Convencemos os pais dos alunos de que devem
passar tempo com os seus filhos, após a escola, e nela permanecemos nós, depois do
horário das aulas, em reuniões sem fim, com os filhos à espera, na ama, sozinhos em
casa, ou com alguém que não nós. Tudo isto, sem que tenha diminuído o número das
outras tarefas. Essas, aquelas em que eu encontro alma, vão perdendo espaço e valor.
Entra-se numa sala de professores e só se ouve: "Já não tenho tempo para preparar
aulas como gostava. Agora, reutilizo as coisas que fui fazendo ao longo dos anos.",
"Já não consigo tempo para ir às livrarias e nem sequer para ler.", "Não consigo nem
um bocadinho para pesquisar na net coisas novas.", "Não tenho tempo para a família
e nem para mim." E logo depois, também se ouve: "Não foi para isto que vim para
professor." Olha-se à volta e vêem-se colegas de profissão, um pouco mais velhos,
sempre dedicados ao trabalho, de corpo e alma, respeitados na escola e a ela fazendo
imensa falta, calculando o que perdem com uma reforma antecipada. Querem ir
embora enquanto a burocracia não lhes rói a alma e acabam por o fazer, de lágrimas
nos olhos, enquanto muitos outros já partiram mesmo.
Por mim, tenho vindo a procurar não perder a alma, aguentando o tal trabalho
relacional, invisível, não reconhecido nem remunerado, acumulando-o com o
obrigatório, cada vez mais burocrático. Também eu penso, digo e repito cada uma das
frases que ouço aos outros. E, por incrível que pareça, até já me apanhei a pensar
"Quem me dera ser mais velha!". Na verdade, nunca me quis imaginar na reforma,
como muitos destes dedicados professores também não. Mas entre a alma/saúde
mental e esta burocratização crescente da escola, então há que salvar o principal. Vejo
os meus colegas partirem ou preparem-se para a partida. Quando tal acontecia, em
tempos não muito remotos, todos se sentiam nostálgicos e a partida era discreta. Hoje
há efusivos parabéns a quem conseguiu e uma inveja (mal) calada de quem tem que
ficar.
Estas palavras são as lágrimas que não choro e que transcrevo para a solidão do papel
para que ajudem a fortalecer uma alma-professora que luta por si própria, pela sua
sobrevivência, e pela escola-alma com verdadeira alma, mesmo alma.
Armanda Zenhas 2010-07-14

http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?
contentid=4CA5C2DE5F3245AFE04400144F16FAAE&opsel=2&channelid
in educare

Nota: Este é o meu estado de alma e de certeza o de muitos colegas. Obrigada colega, por descrever tão bem os nossos sentimentos e o nosso dia a dia.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mega aqui, Mega acolá

 «Eles Já Andarem Por Aí…
… a preparar os megas. Há reuniões meio descentralizadas, por aqui e por ali, com metodologias e apresentações diversas. Aqui prometem que não há, ali que só há se estiverem de acordo, que era bom um mega nos concelhos mais pequenitotes, em outros casos garante-se que escapam… não dá para perceber o quadro geral. Para a imprensa estas reuniões quase passam despercebidas. Mas a coisa merece atenção até porque nesta segunda vaga, a coisa vai avançar de mansinho e, quando dermos por isso, temos uma rede escolar do género huge is beatiful.»

poste descaradamente furtado ao Paulo Guinote

Imagem daqui

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Prós e Contras....Uma Aventura a não perder!!

Uma Aventura na Escola e....na TV...hoje!!

Pergunta : Como é que se vai resolver o problema da educação?
Resposta de IA:....Em conjunto com os professores e as escolas e as famílias...incentivando os nossos jovens e crianças a estudar!!! Ahhhh...tão lindo!! Que "kida"!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Os Lírios estiveram lá!!! Eis a prova!!





Estivemos lá...com muito orgulho, continuando a lutar por um ensino VERDADEIRO e sem burocracias vazias de sentido.

Eu sou o PM (Rui Unas feat Claudia Semedo ou José Socrates feat Rihanna)

Para rir, já que as lágrimas não pagam dívidas e o sorriso cria ânimo para prosseguir o caminho.



Apontado pela Bea, via Anabela Magalhães.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

VAMOS "CUMPRIMENTAR" A MINISTRA AMANHÃ?

OLÁ LÍRIOS "ADORMECIDOS"(onde eu própria me incluo)!!
AINDA TÊM FORÇA PARA IR "CUMPRIMENTAR" A MINISTRA, AMANHÃ (28-01-11)?!
Às 16.00 na Escola Quinta das Palmeiras.
DEIXEM NUM COMENTÁRIO A VOSSA DISPONIBILIDADE.
VAMOS REFLORIR ESTE JARDIM E REAVIVAR A LUTA?

Vamos dar um berr0? (Ou dois ou três....os que forem precisos!!)


Embora a situação actual não seja para rir...não podemos perder o sentido de humor!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal 2010

Apesar da(s) crise(s)... Feliz Natal!
Para quem possa tê-lo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Parabéns, Querida Amiga e Companheira!


Nossa Star da TV e estrela aqui do jardim,

Desejo-te um dia
feliz, com muuuuuito relaxxxxx, junto dos que amas e te amam.

Dedico-te esta vibração de dança, beatleana, um pouco louca.



(Se isto era loucura, eu quero ser doida, varrida!)

Um abração e muitas beijocas

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem Mais e Sem Mas

sábado, 9 de outubro de 2010

Sorriso amarelo

De fonte segura (mas é segredo de estado):
 

Depois do átomo e da descoberta do neutrão, do protão, do fotão, do electrão, do quark, do fermião, do busão, do gluão, José Sócrates Pinto de Sousa acaba de descobrir o pelintrão, um corpo sem massa nem energia que suporta toda a carga.


Com esta descoberta Portugal, para o próximo ano, será um forte candidato ao Prémio Nobel em Física.


Recebido por mail. Obrigada JL Pereira

Petição


Pelo "Fim da atribuição, antes dos 65 anos, das pensões de reforma aos detentores de cargos públicos e políticos, bem como a sua acumulação."


Se concorda, assine aqui.

Via Anabela Magalhães

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eu também renuncio

Ampliação da ampliação feita em A Educação do meu Umbigo da Renúncia da 4ª República.



Eu renuncio!
Neste momento de aflição em que todos temos de dar as mãos e deixar de olhar só para o nosso umbigo, correspondo ao apelo de quem nos governa e de quem apoia quem nos governa, faço pública parte da lista do que o Estado criou e mantém para minha felicidade, e de que de estou disposto a patrioticamente prescindir.
Assim:
Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;
Seria fastidioso alongar-me nas coisas que o Estado criou para o meu bem estar e que me disponho a não mais poder contar. E lanço um desafio aos leitores do 4R : renunciem também! Apoiemos todos, patrioticamente, o governo a ajudar o País nesta hora de aflição. Portugal merece.

Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e áquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;

Renuncio a ter um sector empresarial público com a dimensão própria de uma grande potência, dispensando-me dos benefícios sociais e económicos correspondentes;

Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;

Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;

Renuncio ao PRACE e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;

Renuncio ao direito de saber o que propõem os partidos políticos nas campanhas pagas com milhões e milhões de euros que o Estado para eles transfere, conformando-me com a falta de propaganda e satisfazendo-me com a frugalidade da mensagem política honesta, clara e simples;

Renuncio ao financiamento público dos partidos políticos nos actuais níveis, ainda que isso tenha o custo do empobrecimento desta democracia, na mesma mesmíssima medida do corte nas transferências;

Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;

Renuncio a mais submarinos, a mais carros blindados, a mais missões no estrangeiro dos nossos militares, bem sabendo que assim se põe em perigo a solidez granítica da nossa independência nacional e o prestígio de Portugal no mundo;

Renuncio ao sossego que me inspira a produtividade assegurada por 230 deputados na Assembleia da República, estando disposto a sacrificar-me apoiando – com tristeza – a redução para metade dos nossos representantes.

Renuncio, com enorme relutância, a fazer o percurso Lisboa-Madrid em 3h e 30m, dispondo-me - mesmo que contrariado mas ciente do que sacrificio que faço pela Pátria – a fazer pelo ar por metade do custo o mesmo percurso em 1 h e picos, ainda que não em Alta Velocidade.

Renuncio ao conforto de uma deslocação de 50 km desde minha casa até ao futuro aeroporto de Lisboa para apanhar o avião para Madrid em vez do TGV, apesar da contrariedade que significa ter de levantar voo e aterrar pertinho da minha casa.

Renuncio a mais auto-estradas, conformando-me, com muito pena, com a reabilitação da rede nacional de estradas ao abandono e lastimando perder a hipótese de mudar de paisagem escolhendo ir para o mesmo destino entre três vias rápidas todas pagas com o meu dinheiro, para além de correr o triste risco de assistir à liquidação da empresa Estradas de Portugal.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A campanha de descredibilização continua

Ainda não se fartaram de malhar nos professores!

Ora veja-se o expertismo: Os professores, responsáveis pela crise orçamental ?

Oxalá haja outros Paulos a desocultar estes mistérios...

Óbvios agradecimentos ao infatigável Paulo Guinote.

Ontem também foi

dia de comemorações dos 100 Anos de Republica.

Certamente que a sua decrepitude não se deve à idade. Antes sim a maus exemplares como este deputado da nação, e este barão do PS e arredores, ou ainda o mais alto magistrado da República que se presta a tais papéis, anda meses e meses a dizer tabus, e nunca é bem interpretado, coitadinho. Snif, snif.

Já para não falar no inominável, que não Voldemort.

Quase me apetece a monarquia. Quase.
Que tal esta?





Óbvios agradecimentos à infatigável Anabela Magalhães .

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dia Mundial dos Professores


«Comemora-se esta terça-feira, 5 de Outubro, o Dia Mundial dos Professores. Este dia assinala a data em que, em 1966, OIT e UNESCO aprovaram a declaração sobre a condição de professor, importante documento que, infelizmente, em muitos aspectos, continua por cumprir, nomeadamente no nosso País.»

in Sala dos Professores

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Setembro chegou!! Ai! Ai!

Pois é…cá estamos nós de volta ao trabalho!!
Aí vêm as reuniões, as grelhas, as planificações, as actas, os PCTs, os Dossiers, os critérios, as ASs, os testes Diagnóstico….ah é verdade…e as aulas!!!
Bom Ano Lectivo!! Muita energia e ânimo para todos!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

BOAS FÉRIAS!!

Ahhhhh!!! Finalmente!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Açores - Terra de Encanto









AÇORES

Nove ilhas de beleza deslumbrante,
Surgidas do profundo mar imenso,
Que o mundo conheceu porque o Infante
Tornou o nevoeiro menos denso.

Encostas de mosaicos verdejantes
Elevam-se, rumando ao infinito,
Hortênsias, feitas sebe, são constantes,
Tornando o colorido mais bonito.

Ali, onde gigantes residiram,
Os cumes das montanhas que explodiram,
Tornados em lagoas de beleza,

Relembram aos herdeiros dos atlantes
Que até já os primeiros navegantes
Sabiam respeitar a Natureza.

Vítor Cintra
Nota: Visitar os Açores é......emocionar-se com a Natureza!! Linnnndo!!