sábado, 16 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Carta aberta à ministra da Educação
13.05.2009, Santana Castilho
É tempo de lhe dizer, com frontalidade, e antes que o ruído da campanha apague o meu grito de revolta, como a considero responsável por quatro anos de Educação queimada. Este qualificativo metafórico ganhará realismo à medida que aqui for invocando os falhanços mais censuráveis, alguns apenas, dos muitos que fazem de si, politicamente, uma predadora do futuro da escola pública. Se se sentir injustiçada, tenha a coragem de marcar o contraditório, cara a cara, onde e quando quiser, perante professores, alunos, pais e demais cidadãos votantes. Por uma vez, sairia do ciclo propagandístico em que sempre se moveu.
A senhora ministra falhou estrondosamente com o sistema de avaliação do desempenho dos professores, a vertente mais mediática da enormidade a que chamou estatuto de carreira. A sua intenção não foi, nunca, como lhe competia, dignificar o exercício de uma profissão estratégica para o desenvolvimento do país. A senhora anda há um ano a confundir classificação do desempenho com avaliação do desempenho e demonstrou ignorar o que de mais sério existe na produção teórica sobre a matéria. Permitiu e alimentou mentiras inomináveis sobre o problema. O saldo é claro e incontestável: da própria aberração técnica que os seus especialistas pariram nada resta. Terá os professores classificados com bom, pelo menos, exactamente o que criticava quando começou a sua cruzada, ridiculamente fundamentalista. A que preço? Coisa difícil de quantificar. Mas os cacos são visíveis e vão demorar anos a reunir: o maior êxodo de todos os tempos de profissionais altamente qualificados; a maior fraude de que há memória quando machadou com critérios de vergonha carreiras de uma vida; o retorno à filosofia de que o trabalho é obrigação de escravos. Não tem vergonha desta coroa? Não tem vergonha de vexar uma classe com a obrigação de entregar objectivos individuais no fim do ano, como se ele estivesse a começar? Acha sério mascarar de rigor a farsa que promoveu?
A senhora ministra falhou quando fez aprovar um modelo de gestão de escolas, castrador e centralizador. Não repito o que então aqui escrevi. Ainda os directores estão a chegar aos postos de obediência e já os factos me dão razão. Invoco o caso do Agrupamento de Santo Onofre, onde gestores competentes e legalmente providos foram vergonhosamente substituídos; lembro-lhe a história canalha de Fafe, prenúncio caricato de onde nos levará a municipalização e a entrega da gestão aos arrivistas partidários; confronto-a com o silêncio cúmplice sobre a suspensão arbitrária de um professor em Tavira, porque o filho do autarca se magoou numa actividade escolar, sem qualquer culpa do docente. Dá-se conta que não tem qualquer autoridade moral para falar de autonomia das escolas?
A senhora ministra falhou quando promoveu a escola que não ensina. Mostre ao país, a senhora que tanto ama as estatísticas, quanto tempo se leva hoje para fazer, de uma só tirada, os 7.º, 8.º e 9.º anos e, depois, os 10.º, 11.º e 12.º. E sustente, perante quem conhece, a pantomina que se desenvolveu à volta do politicamente correcto conceito de escola inclusiva, para lá manter, a qualquer preço, em ridículas formações pseudoprofissionais, os que antes sujavam as estatísticas que a senhora oportunistamente branqueou. Ouse vir discutir publicamente a demagogia de prolongar até aos 18 anos a obrigatoriedade de frequentar a escola, no contexto do país real e quando estamos ainda tão longe de cumprir o actual período compulsivo, duas décadas volvidas sobre o respectivo anúncio. Do mesmo passo, esclareça (ainda que aqui a responsabilidade seja partilhada) que diferenças existem entre o anterior exame ad hoc e o pós-moderno "mais de 23", para entrar na universidade. Compreendo, portanto, que no pastel kafkiano a que chamou estatuto de carreira não se encontre o vocábulo ensinar. Lá nisso, reconheço, foi coerente. Só lhe faltou mudar o nome à casa onde pontifica. Devia chamar-se agora, com propriedade, Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades. Não tem remorsos?
A senhora ministra falhou rotundamente quando promoveu um estatuto do aluno que não ajuda a lidar com a indisciplina generalizada; quando deu aos alunos o sinal de que podem passar sem pôr os pés nas aulas e, pasme-se, manifestou a vontade de proibir as reprovações, segundo a senhora, coisa retrógrada.
A senhora ministra falhou quando defendeu uma sociedade onde os pais não têm tempo para estar com os filhos.
A senhora ministra falhou quando permitiu, repetidas vezes, que crianças fossem usadas em actividades de mera propaganda política.
A senhora ministra falhou quando encomendou e pagou a peso de ouro trabalhos que não foram executados, para além de serem de utilidade mais que duvidosa.
Voltou a falhar quando deslocou para os tribunais o local de interlocução com os seus parceiros sociais, consciente de que o Direito nem sempre tem que ver com a Justiça.
Falhou também quando baniu clássicos da nossa literatura e permitiu a redução da Filosofia. Falhou ainda quando manipulou estatisticamente os resultados escolares e exibiu os que não se verificaram.
Falhou igualmente quando votou ao abandono crianças deficientes e professores nas vascas da morte. Falhou, por fim, quando se deixou implicar no logro do falso relatório da OCDE e no deslumbramento saloio do Magalhães.
Por tudo isto e muito mais que aqui não cabe, a senhora é, em minha opinião, uma ministra falhada.
Parte sem que eu por si nutra qualquer espécie de respeito político ou intelectual.
Oh Mamma Mia! Milú que sabes tu?
.
Outro olhar sobre o Sarau
.
Tendo em mente estas circunstâncias os saraus são sempre excelentes, embora, ao longo dos anos, tenha havido saraus muito bons, saraus bons e outros menos bons.
O sarau deste ano foi especial.
Desde logo, pelo excepcional número de actores envolvidos (ocasiões houve em que parecia que toda a escola estava no palco!).
Depois, pelos momentos de diversão, de emoção, de beleza estética e de aprendizagem, particularmente da nossa História mais recente.
Também pelo todo variado, inovador e criativo, dos textos ao cenário passando pelo guarda-roupa, e que guarda-roupa! Que mãos tem a D. Cristina!.
Mas, acima de tudo, porque este sarau foi preparado no decurso de um ano particularmente difícil, marcado por tensões profissionais e pessoais, despejadas no seio da escola por uma tutela Ministerial que crucificou os professores e, depois, lavou as mãos como Pilatos.
Em muitos momentos, ao longo do ano, tais tensões devem ter esgotado mais do que a própria tarefa de concepção do sarau, já de si árdua e hercúlea.
É bom que se saiba que a Leonor e a Zé não escolheram o caminho fácil do carreirismo, da submissão aos absurdos da avaliação, do medo dos processos disciplinares. Elas resistiram e resistem. Não hesitam na hora de manifestarem a sua discordância e agem em coerência com as palavras.
Elas fazem parte do grupo dos 29 que estão na origem deste campo de lírios, onde se pretende respirar ar livre, liberto de mesquinhos OIs e de medrosos uis.
Com elas subiram ao palco muitos outros resistentes, lírios e não lírios. Mas também muitos dos que foram capitulando no decorrer desta luta justa que os professores empreenderam. Na edificação deste espectáculo, que é sempre uma das faces públicas da escola, conseguiram esbater fricções, deitar alguma água fria na fervura, iniciar um processo de cicatrização de certas feridas profundas e sangrantes.
Não pretendo de modo algum desbotar o seu trabalho, nem tão pouco distorcê-lo. Bem pelo contrário: pela sua atitude profissional, vertical e generosa, elas são ainda mais merecedoras de aplausos.
Decididamente a História da ESCOLA merece professores destes, estes alunos, estes pais, estes funcionários. Esta tutela ministerial é que não é nem merecida nem merecedora.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Heróis do Nosso Reino, Heróis da Nossa Escola
A História dum Sarau
.jpg)
.jpg)
“Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce”.
E nasceu… Fruto dum trabalho de pesquisa, pensado, repensado, alterado, reiniciado vezes sem conta, até à redacção final, que é difícil de situar no tempo, dado que no próprio dia do Sarau houve ajustes.
Texto escrito.
Apresentação do tema à escola. Pouco entusiasmo.
Mas é sempre assim no início, diz a nossa experiência de treze anos.
Quem vamos então chamar para fazer o quê? Colocam-se cartazes e começam a surgir, a medo, os primeiros actores e actrizes.
Contactamos alunos, professores, funcionários, a APAE. Este quer, aquele não, o outro talvez.
O cenário
Quem mais se não os colegas de artes? A Ana Fidalgo e todos os que lhe deram apoio – José Manuel Pereira e João Boléo com os cartazes e convites. As criadoras do cenário, Joana e Katy, e toda a equipa que o pintou do tamanho do Teatro!
Distribuição de papéis.
Eu não quero ser Mouro. O outro não quer ser pobre. Todos querem ser herói e heroína.
O sonho começa a tomar forma.
Como é que os vamos vestir?
Tanto herói, tanta gente, tanta roupa, tantos adereços!
A roupa! As viagens à Brimtêxtil, as horas passadas a escolher os tecidos, a combinar as cores, a dar sugestões à D. Cristina e a aceitar as sugestões dela, a ver livros que representam a época – preciosa ajuda dos alunos do 7º Ano e da colega Isabel Lino. Olhem que a cruz do D. Afonso Henriques é diferente da cruz do D. Nuno Álvares Pereira! “Está bem!”
Distribuição e ensaios das cenas
A professora Ana Paula Rocha, coordenadora do Clube de Teatro, fica com a cena dos Descobrimentos por sua conta. Mais roupa, mais adereços, mais sugestões à D. Cristina. Vestir tanto nativo não é tarefa fácil!
Oh! Mamma Mia!
Mais roupa, encomendas de tecidos de Coimbra, mais D. Cristina.
E o Pedro. O da dança. O professor. O divertimento e a boa disposição. Os ensaios, destruidores de qualquer tensão e alento para mais uma semana de trabalho.
Mais Mamma Mia, a professora Regina e o 12º A. E novamente o HAKA MELO. Pegou.
Quartas-feiras à tarde:
Ensaios dos e com os heróis do nosso reino:
Não é assim! Mais entusiasmo! Mais garra!
Mostra que estás apaixonado por Inês!
“Mata - a” com mais força!
Onde é que anda o Infante? “ Não pode vir, tem teste amanhã.”
E a Padeira de Aljubarrota? “ Tem aulas no conservatório”.
Calem-se, caramba!
Raios partam, que isto nunca mais tem jeito!
Tenha calma, stora!
Toda a gente à espera de ver a prof. Maria José cair para o lado de cansaço. Não caiu!
A Música
Ó Maria, a música tem que ser contigo! Tem sido sempre e desta vez é também! Olha e já agora escolhe também os troféus para os Melos.
Os Melos
Quem vai levar as estatuetas?
Este ano, decidimos inovar. Nada de nomeações. Só vencedores. Mais músicas para escolher. A Ana Baptista faz-nos as gravações e põe tudo em computador. Impecável a rapariga.
Dia 6, 7 e 8 – O Teatro - Cine
Dia 6 – Montagem do cenário e do som
Que raio se passa com o cenário? Encolheu no caminho. Temos que o segurar com alfinetes de dama. Estávamos a ver a hora em que rasgaria e viria por ali abaixo no meio de uma cena qualquer. Mas não. Firme e seguro todo o espectáculo!
E o som? Hoje não pode ser. Só amanhã. Temos que ir trocar os micros novos comprados hoje. “Gaita!”
Aproveitamos as falhas para afixar o plano do sarau, distribuir as personagens das cenas pelos camarins e aí colocar o guarda-roupa referente a cada uma.
Dia 7 – Nem querem pensar. Tudo mal do princípio ao fim. O som, a afinação dos instrumentos musicais, os ensaios, os atrasos, os enganos, a falta de adereços e os nervos, e os nervos, e os nervos….
Onde é que nos viemos meter?
Valiam o esforço do Bruno, do Edgar (sempre presente!), da Ana e do Fabrice. Profissionais da coisa.
Dia 8, durante o dia
As coisas começam a desenvolver. As vozes já se ouvem, os instrumentos estão afinados, as falas saem quase certas. Tanto barulho, tanta excitação, o apelo do palco para aqueles que nunca o tinham pisado… Saiam daqui, caramba! Fora de cena quem não é de cena! - diz a professora Ana Paula Rocha
Pela primeira vez, durante todo o ano, temos a percepção do espectáculo como um todo. Não sabemos se irá resultar. Temos, no entanto, a sensação que demos o nosso melhor.
O espectáculo
Casa cheia. Pouco barulho na sala. As cenas fluem. (Será possível?!)
Os risos, os aplausos, a sala ao rubro com o Mamma Mia e com os Melos.
Dever cumprido.
As coordenadoras do Clube Criar Laços – Leonor Lobo e Maria José Soares – agradecem a todo o pessoal da Campos Melo - alunos, professores, funcionários (em especial a D. Cristina Quinaz e o Sr. José Nuno), Associação de Pais - que acreditou em nós e tornou possível a concretização deste projecto. BEM HAJAM!
Agradecemos ainda a:
Pedro Nascimento (professor de dança), Grupo Etnográfico da Campos Melo, Karateca Ricardo Cunha, Oficina do Som, Oficina do Cabelo, Clínica de Estética Patrícia Lopes, Oriental de S. Martinho e Belo Coro.
O nosso Muito Obrigada ao Conselho Executivo pelo apoio prestado.
Que raio de Ministério é este...
"De: Margarida Moreira (DREN)
[mailto:margarida.moreira@dren.min-edu.pt]
Enviada: segunda-feira, 11 de Maio de 2009 19:38
Para: Escolas Sede e não Agrupadas (DREN - Externo)
Assunto: 4 ANOS DE MANDATO
Caras e caros colegas
Faz hoje 4 Anos (Surpreeeeeeesa).
Tem dias que parece (sic) que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas.
Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem.
Contudo há algo que o tempo tem os limites certos (sic):
-Foram quatro anos bons de amizade, de solidariedade e de prazer de poder contar com o vosso profissionalismo e apoio.
DA VOZ DAS COISAS
Só a rajada de vento
dá o som lírico
às pás do moinho
Somente as coisas tocadas
pelo amor das outras
têm voz.
Fiama Hasse Pais Brandão
Em nome da Direcção o nosso (sic) muito obrigado.
Margarida Moreira"
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Desafio:A(s) democracia(s) representativa(s) e as suas fragilidades
Que tal, aceitam?
Glorious *** Andreas Johnson
Huuurrayyyyyy! Viva os nossos lírios agraciados com um MELO! Beijo e abraço grande à Leo e à Zé, as coordenadoras do sarau , e a todos os outros professores e alunos envolvidos e também àqueles que o prestigiam com a sua presença e um grande "shame on me" que, assoberbada com um portfólio, não fui! E também porque sou bicho do mato e muuuuuiiiiiitooooo pessimista. Coitadinha de mim!!
BRAVO!!!!
domingo, 10 de maio de 2009
Economia e Educação
O digníssimo Reverendo Bonifácio deixou-nos, aqui mais abaixo, um poste acerca do espanto que se experimenta ao saber da previsão desta crise económica feita há dez anos por George Soros, em «A crise do capitalismo global», e, mor espanto ainda, por nada ter sido feito para a evitar.
Valiosa entrada pelo exemplo, porque quem lê sabe, de facto, mais! E quem partilha dá mas também recebe.
Pois hoje, nas voltas da net, dei aqui com este vídeo.
.
.
Da entrevista registo apenas algumas notas, para sistematizar ideias e abrir o apetite a visioná-la na integra, que vale bem a pena.
1- Afinal não era apenas Soors o vidente. Joseph Stiglitz, o entrevistado prémio nobel da economia em 20001, refere, para além de si próprio, mais dois nomes de economistas-trutas que avisaram da «bolha que ia rebentar, que ia causar um grande desastre e que não era sustentável».
2- Stiglitz vai longe na acusação aos banqueiros: mais do que ganância, foi depravação moral.
Só os banqueiros? - pergunto. Ou também os que tinham o poder de regulação e andaram, convenientemente, a olhar para o lado?
3- Ajudar os que provocaram a crise (os bancos) é dar prémios aos culpados e comprometer o futuro.
4- Gostei do aforismo da jornalista: os banqueiros agiram como mentirosos que, mentindo tanto, chegam a acreditar nas próprias mentiras.
QUEM É QUE ISTO NOS FAZ LEMBRAR? MENTIROSOS... TÃO MENTIROSOS...
5- Numa outra coisa tem o Reverendo razão: se toda a gente se atreve a dar palpites sobre a educação, por que não podemos nós, oficiantes da dita, dá-los sobre economia, ou saúde, ou ambiente ou, claro está, sobre a (des)governação?
5.1. - Até porque, neste caso, não estou a falar de cor. Basta ouvir com atenção para compreender a razão clara do especialista. Ou seja, não fui tão atrevida como muitos...
5.2.- Já agora, não foi também a crise económica a causadora da péssima torrente reformista da educação em Portugal? Ou será corresponsável com a incompetência de quem a produziu?
5.3.- E, the last but not de least, comprometendo-se a educação não se está a comprometer ainda mais o futuro?
.
Poderá parecer que estou na idade dos porquês. Mas não, gosto é particularmente de perguntas retóricas.
sábado, 9 de maio de 2009
PARABÉNS À NOSSA BUGS!!
PARABÉNS QUERIDA BUGS, pelo tão merecido Melo!!Por seres quem és, exemplarmente correcta, trabalhadora e defensora dos teus princípios!!
Temos muito orgulho em seres a nossa fundadora, orientadora e "formadora" deste Blogue!!
Obrigada por seres como és!!
ABRAÇO!!
PARABÉNS À NOSSA MADRINHA!!
PARABÉNS À NOSSA MADRINHA, que com muita dignidade e elevação ganhou um Melo, ontem no Sarau Cultural da nossa Escola. PARABÉNS AO NOSSO JNAVE!!
PARABÉNS AO NOSSO JNAVE, pelo Melo recebido ontem no Sarau da nossa Escola!!Obrigada por tê-lo dedicado aos 29 resistentes!!
Que a coragem não lhe falte nunca e que possa enaltecer os que com ele lutam pelos seus princípios e em defesa da sua dignidade!!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O Caso "Cova da Beira"
Aqui está!! Mais um....
Vejam os 4 videos.
"Ofício de ser professor"
A palavra “ofício” tem como definição: dever especial, obrigação natural, profissão, entre outras.
No mundo de hoje, toma-se difícil o ofício de ser professor. Penso mesmo que, às vezes, este oficio se transforma em missão impossível”, tendo como actor o docente que sofre imenso por não conseguir ver evolução no processo de ensino/aprendizagem, dos seus alunos, ou por ver desvalorizado o seu trabalho, ou pelos insultos que ainda ouve por parte de muitas pessoas. Com tudo isto a sua auto-estima vai baixando, ele entristece e tende a desanimar.
Eu costumo dizer que sou antiga” (e não me importo nada com isso) e creio que a mensagem e experiência dos mais velhos devem servir como exemplo aos mais novos e ajudá-los a contornar obstáculos que a vida de professor, ou melhor, o ofício de professor lhes impõe. Assim, recordo os meus tempos de liceu em que os professares tinham um estatuto de pessoas de bem, que se impunham aos alunos com autoridade (não autoritarismo, apesar de também este existir em alguns casos), que ensinavam e a pedagogia era à época era bem diferente, fazendo reinar nas salas de aula um clima de aprendizagem, ainda que algumas disciplinas fossem uma ‘seca”, como os alunos dizem hoje. […]
Na escola de massas actual, torna-se bastante difícil criar o tal ambiente de sã convivência e de aprendizagem simultânea porque os berços são todos diferentes, muito diferentes e é exigido ao Professor ensinar até a forma de estar na aula. Hoje tem de se lembrar que não se pode assistir à aula de boné ou de carapuço, por exemplo. E, em alguns casos, os conteúdos previstos para aquela aula são alterados para se dar uma aula de Formação Cívica porque os alunos não entendem que é falta de educação estar de boné, ou vir de calções, ou de top (no caso das meninas), mesmo que o Regulamento Interno o diga, os alunos não querem saber de regras. Estas situações, se estivermos atentos à realidade social verificam se diariamente, quando vamos a um restaurante, por exemplo, e vemos pais e filhos a almoçar de boné enterrado na cabeça e phones nos ouvidos. Ninguém dá exemplo de educação, pelo contrário, dão-se exemplos do que não se deveria fazer nunca.
Estas situações exigem tempo do professor para as tentar corrigir […]
Para além da dia a dia de trabalho em turma com os alunos, o professor ainda tem uma carga enorme de horas, na escola, passadas em reuniões de departamento, conselhos de turma, conselhos de directores de turma, reuniões com pais, conselhos pedagógicos, formação... Em casa, tem unia infinidade de horas a preparar aulas, preparar materiais, corrigir trabalhos, sacrificando multas vezes os seus próprios filhos em favor dos filhos dos outros que nem lhes reconhecem nem lhes agradecem tanto trabalho. Será a isto que se chama “ossos do ofício”?
O ofício de professor não é nada tranquilo, É fatigante física e psicologicamente. Aliás parece-me que não existem governantes que lhe reconheçam o trabalho (e acaso reconhecem, deve ser em tempo de eleições...).
Ensinar, avaliar fazer justiça é ofício de professor.
Viver dilemas éticos, guardar segredos é também ofício de professor.
E é ainda ofício do professor de hoje levar os bolsos recheados de notinhas motivadoras para conseguir fazer com que os alunos ultrapassem a “alergia” ao saber.
Marta Oliveira Santos -
quarta-feira, 6 de maio de 2009
E desta vez temos um incentivo...
É A DESPEDIDA!!

Prepotência, incompetência e injustiça, NUNCA MAIS!
Já aqui o tínhamos dito: a batalha jurídica é importante mas não é determinante para vencer esta luta.Há decisões de tribunais que favorecem os professores, há outras que agradam ao governo. O último episódio foi a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, que considera ilegais as orientações que o Ministério envia para as escolas mas que, no meio do acórdão, reconhece que a entrega dos objectivos individuais é obrigatória.
A Fenprof esclarece a confusão e realça que o que tem validade é o objectivo incial da providência cautelar.Mas a verdade é esta: o governo tem a faca e o queijo na mão quando se trata de recorrer à justiça. Ou se muda a lei, ou se alega interesse público, ele há mil formas de tornar irrelevantes as decisão de um tribunal contra o governo. Obviamente, a razão pela qual o governo não vai penalizar os professores que não entregaram os objectivos individuais é outra: são muitos os professores que resistiram e o governo não tem força política nem se quer meter na alhada de desatar a penalizar os professores desobedientes.
No meio disto tudo, o governo já só quer salvar a face e dizer que alguma coisa que dá vagamente pelo nome de avaliação foi feita, independentemente de os mais informados saberem que ela é uma farsa. E o governo sabe que não pode mais, porque ficou realmente assustado com as espantosa capacidade de mobilização dos professores. É disso que eles têm medo. Porque é isso que os enfraquece a sério e que fortalece os professores.
Se dúvidas houvesse, ora veja-se as declarações do Secretário de Estado Jorge Pedreira. Está indignado por os professores marcarem uma manifestação, ainda por cima muito perto das eleições.
Pois é. Dói. E vai doer muito mais se a manifestação for um sucesso. Está nas mãos dos professores, tenham ou não entregue os objectivos individuais.
A manifestação é de tod@s, isso é que os assusta!
terça-feira, 5 de maio de 2009
LUTA?!...ESTÁ BEM!!!
Plataforma Sindical anuncia Manifestação Nacional de Professores a 30 de Maio
Declaração apresentada em conferência de imprensa (4 de Maio, Lisboa)
No diálogo com os jornalistas, Mário Nogueira deixou um forte apelo à participação nesta nova manifestação nacional, salientou a importância das outras iniciativas a realizar nos próximos dias, com destaque para a jornada de 26 (com plenários, reuniões e paralisação de dois tempos lectivos) e referiu que a realização de outras acções e lutas depois de 30 Maio está dependente da reacção do Governo aos justos protestos e às legítimas reivindicações dos professores e educadores portugueses./ JPO
[ler mais]
Esperávamos mais... muito mais!! Mas enfim... continua a ser urgente defender a ESCOLA PÚBLICA PORTUGUESA... por isso lá estarei... nesta luta muito "suave"!!
segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quem está na Escola sabe do que se trata... os outros ficarão a saber um pouco mais!!
domingo, 3 de maio de 2009
MÃE
Prestem atenção ao final!!
Um beijinho a todas as Mães e em especial.... à minha!!


