quarta-feira, 10 de junho de 2009

10 de Junho num mundo perfeito

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Machinima de Hugo Almeida, de novo pela mão da 3za

O PODER e o /do EXEMPLO

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Este tem sido um tema recorrente em diálogos na vida e aqui na blogosfera, com colegas, amigos e família.
O exemplo educa mais que mil palavras. - quem foi que disse? não sei, mas é do senso comum.

Nunca como agora estamos precisados dos bons exemplos, sobretudo vindos de quem nos governa.
O Luís Silva Rosa, nosso precioso colaborador não-professor, ainda ontem o reivindicou, na entrada O (PRE)TEXTO, aqui mais abaixo.


Comemorações do 10 de Junho
António Barreto exorta o poder a dar “o exemplo”


Perante o Presidente da República, o primeiro-ministro, membros do Governo e altas patentes militares, António Barreto — que substituiu o falecido João Bénard da Costa na comissão das comemorações — elogiou, por outro lado, a consolidação do regime democrático — ainda que “recheado de defeitos” —, a evolução da situação das mulheres, a pluralidade da sociedade portuguesa e a filosofia do Estado de protecção social.

O sociólogo defendeu que os portugueses precisam do "exemplo" dos seus heróis — como o que hoje se comemora, Luís de Camões — "mas também dos seus dirigentes". “Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista”, justificou.

E apelou ao exemplo pela justiça e pela tolerância, pela “honestidade e contra a corrupção”, pela eficácia, pontualidade, atendimento público e civilidade de costumes, contra a decadência moral e cívica, pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo.

Vale a pena ler to do discurso aqui.

in Público, 10.06.2009 - 14h45 Maria Lopes
via Ramiro Marques e Paulo Guinote

Dia de Camões, Dia de Portugal

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Cá nesta Babilónia, donde mana
Matéria a quanto mal o mundo cria:
Cá onde o puro Amor não tem valia,
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;

Cá, onde o mal se afina, e o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
Cá, onde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome vão a desengana;

Cá, neste labirinto, onde a nobreza
Com esforço e saber pedindo vão
às portas da cobiça e da vileza;

Cá neste escuro caos de confusão,
Cumprindo o curso estou da natureza.
Vê se me esquecerei de ti, Sião!


Luís de Camões , Rimas - ed. de 1616
Em Camões:Babilónia=mal presente; Sião=tempo passado

Com admiração e agradecimento a Amélia Pinto Pais
pelo valeroso trabalho no seu AO LONGE OS BARCOS DE FLORES

terça-feira, 9 de junho de 2009

Mais uma trapalhada

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Professores de 1ª, 2ª e 3ª

Bispos acusam Ministério da Educação de discriminar professores de Moral


A Comissão Episcopal da Educação Cristã foi surpreendida com um despacho do secretário de Estado da Educação Valter Lemos que prevê que os professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) só possam participar na vida da escola ou ensinar outras disciplinas, para as quais têm habilitações, se não tiverem o horário completo. Os bispos pedem a suspensão do despacho, “resultante de uma decisão unilateral do Ministério da Educação”.

“Consideramos ilegal e discriminatória a limitação imposta”, dizem em comunicado à imprensa, declarando que estão “em total desacordo com as orientações oriundas da secretaria de Estado da Educação”. Os professores de EMRC fazem carreira como todos os outros docentes, por isso, é com “surpresa e apreensão” que os bispos olham para as mudanças previstas.

Segundo o texto da tutela, citado no comunicado dos bispos, as escolas não poderão contratar outros docentes de EMRC se o professor do quadro não tiver o seu horário completo. Com esta exigência, estes profissionais não podem exercer outras funções na escola ou integrar órgãos directivos, como têm feito até agora. Por exemplo, não podem ser directores de turma ou dar Área Projecto ou Estudo Acompanhado.

Ler mais no Revisitar a Educação da Fátima André

O (PRE)TEXTO

As eleições europeias foram um pretexto para este texto. Mais um a juntar a muitos que espontânea ou elaboradamente se sucederam após a primeira ida às urnas deste ano.
Assim como foram principalmente um pretexto para, democraticamente e no local certo, validar de forma indelével o profundo descontentamento que ao longo do tempo deste mandato, as pessoas de todos os quadrantes vinham a sentir e a manifestar.
Isto veio demonstrar o que há muito se sabe mas que há sempre quem deliberadamente ignore, desde que psicologicamente impreparado para o poder.
Por mais voltas que se dêem, o maior deficit é o da educação, pois a sua falta começa por se reflectir primeiro nos comportamentos de quem nos governa, depois na organização do trabalho com cada vez menos tempos livres (argumento principal dos pais que se demitem da educação dos filhos), ficando o ónus para a escola, que além de ensinar como é seu mister, ainda é o vazadouro das insuficiências educacionais a repor (?).
Quem possui uma maioria absoluta tem a obrigação acrescida de governar melhor que outros que a não tiveram. Tem as condições necessárias para o fazer e levar por diante o programa que mostrou e foi acreditado na votação.
Uma maioria absoluta não pode, quando chega ao poder, esquecer o que pediu aos eleitores, as promessas feitas e o respeito afirmado à população.
Uma maioria absoluta tem que possuir a humildade característica dos grandes, a capacidade de ouvir as forças vivas e os agentes motores dos diversos sectores da vida do País, de gerar estabilidade e confiança explicando o que faz, e assumindo o que circunstancialmente não pode fazer.
O poder, ou é encarado por quem o tem como um espírito de missão a cumprir para servir, ou então é a sua antítese e gera anticorpos que fatalmente acabarão por o destruir.
Fazer orelhas moucas às reivindicações fundamentadas, iludir as pessoas com o aproveitamento das suas necessidades, mostrar arrogância na intervenção pública, menorizar tudo o que não seja o aparelho governativo, são práticas não de maioria absoluta, mas de absolutismo, obviamente incompatíveis com um regime democrático de direito.
Em democracia, quaisquer que sejam os partidos políticos a assumir o poder, se governarem contra as pessoas, mais tarde ou mais cedo têm os dias contados.
É o que está a acontecer ao presente governo. Que sirva de vacina para os próximos, sejam eles quais forem.
As pessoas, independentemente da idade, andem ou não na escola, aprendem todos os dias. Ignorar esta evidência é toldar a própria visão.
As pessoas podem aceitar temporariamente o que não consideram ser justo, mas não são parvas e logo se encontram nos valores da cidadania.
Os valores da cidadania também têm que constar da cartilha dos governantes.

Luís Silva Rosa
(08/JUN/2009)

Nota: Mais um contributo muito pertinente que o nosso simpático colaborador e apoiante Luís Rosa nos enviou.
Obrigada e um abraço Luís.

Comemoração do 10 de Junho no mundo virtual

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Para saciar a curiosidade que a 3za me suscitou, entrei há uns tempos no Second Life.

Criado o avatar e ensaiados uns voos e uns percursos, pouco mais fiz. Por lá ficou aquela (Aim Lehrner) que me representa, parada, à espera do meu regresso.

Hoje, em passagem rápida pela Teia, abriu-se-me de novo o apetite. No entanto, antes de conseguir espreitar fosse o que fosse vim ao jardim partilhar pelo menos o vídeo e alguma informação que pode ser complementada aqui.
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Espaço 10 de Junho da Presidência da República no mundo virtual Second Life

Num cenário em que predomina a ecologia e a harmonia com o ambiente, combinam-se elementos da nossa história e cultura com linhas arquitectónicas futuristas, recriados em 3D e Multimédia. A Ilha é envolta em espaços verdes e recriações de animais como golfinhos, baleias, pássaros, com os quais será possível interagir de várias formas.

A Ilha está organizada em 5 áreas principais: Auditório Armilar, Exposição "Portugal 12.21 Identidade", Museu da Presidência da República, Miradouro da Poesia e Espaço "Tesouro Passado e Futuro".



Está previsto um concerto para as 18 horas a que bem gostava de assistir.
Ah, tanto mundo por descobrir e o malfadado tempo que não estica!

PESADA DERROTA DO PS

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Uns e os outros

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Nas voltas pela rede, verifiquei que alguns blogues trazem, hoje, para a ribalta as palavras de certos deputados que nos ouviram e se fizeram ouvir contra a "campanha negra" lançada sobre a escola e a educação, por quem (ainda) nos governa .
Associo-me ao coro blogosférico, porque vale a pena ler e porque a derrota também se deve a eles.
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Uma, e outra, e outra vez – as vozes de quem faz a escola pública


Vieram de novo, aos milhares, de todos os pontos do país. Voltaram a encher as ruas de Lisboa com a sua luta, e a sua perseverança na defesa de um modelo democrático da escola pública. Dizendo "categoria só há uma - professor e mais nenhuma". Nem mais.

Ao longo destes últimos quatro anos, os professores têm sido a voz mais forte e mais ousada na contestação ao Governo. E são-no porque têm sido eles a experimentar, mais do que em qualquer outro sector, o que significa a "empresarialização" dos serviços públicos.

Alguém pensou: "temos que alcançar os níveis europeus em matéria de resultados escolares, mas sem fazer o esforço de investimento que fizeram os outros países europeus". A solução do Governo PS: indicar um culpado, os professores; pressionar os resultados; e juntar a propaganda.

Quatro anos do triunvirato Mª Lurdes Rodrigues - Valter Lemos - Jorge Pedreira, resumem-se a isso. Resume-se a duas ideias centrais: primeiro, uma escola organizada como uma cadeia de comando capaz de produzir, rapidamente, resultados "politicamente" simpáticos para quem governa; e segundo, uma classe docente domesticada pelo medo e pela concorrência interpares, que cumpra ordens sem pinga de crítica, e saia baratinha na factura salarial do Ministério da Educação (ME). Toda a arquitectura legislativa, toda a orientação política do ME seguiu neste sentido. Modelo de avaliação, modelo de gestão, estatuto do aluno, e o Magalhães para ajudar à festa...

Quando se provou que os professores não se iriam deixar humilhar e enxovalhar pelo Governo, e que estavam dispostos a lutar, veio a chantagem e as ameaças do ME - ameaça de processos disciplinares, de não progressão na carreira, o afastamento e a intimidação de Conselhos Executivos que não vergavam.

Mesmo assim, uma, e outra, e outra vez, os professores saíram à rua. Porque sabem o que está em causa. Sabem que hoje a escola pública enfrenta uma crise, mas que não pode perder a confiança da opinião pública. Sabem que a multiplicação burocrática não trouxe rigor nem exigência às práticas escolares, apenas aumentou o espaço de manobras dos burocratas políticos de serviço. Sabem que se criaram e inventaram novos problemas, sem nunca resolver os velhos e determinantes problemas do sistema educativo português - o abandono e o insucesso escolar. Sabem que hoje as escolas enfrentam todos os desafios - a herança da iliteracia e a globalização mediática - ; sabem que à escola se pede todas as funções, da educação clássica, às novas competências, e ao apoio social às famílias e aos excluídos; e sabem que lhes faltam todos os instrumentos para fazer esse combate, e essa tarefa.

Quem saiu à rua sabe exactamente o que quer - pacificar as escolas, esquecer Maria de Lurdes Rodrigues, investir no sistema educativo e nos profissionais que fazem a escola pública. Em Setembro ou Outubro, os professores sairão de novo à rua. De outra maneira voltarão a dizer ao PS que não aceitam ser humilhados e perseguidos. Tenho a sensação que dessa vez o PS vai ouvir com muito mais atenção.

Ana Drago, deputada do BE, in Esquerda.Net, 02 de Junho de 2009


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A cabeça perdida da Educação

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Durante o dia 2 de Junho tivemos a magna oportunidade de testemunhar na primeira pessoa a fúria de um Ministério da Educação que, quer através da Ministra, quer dos seus Secretários de Estado, se vem demonstrando fiel aprendiz da doutrina da retórica de propaganda e mentira que este Governo por aí propala com o Primeiro-Ministro ao leme.

O Ministério da Educação está de cabeça perdida, de facto. A ira, o ataque desmedido, o sentimento anti-Escola, anti-professores e "anti-tudo-o-que-não-seja-do-meu-querido-PS", toldou a capacidade de raciocínio à própria Ministra que escolhe agora o insulto como arma política, à falta de argumento e de bom-senso. O estilo trauliteiro, quase arruaceiro, que presidiu a esta última audição do Ministério da Educação na Comissão de Educação e Ciência demonstrou bem a natureza anti-democrática de uma Ministra que impôs uma política de subversão, à margem da Lei de Bases do Sistema Educativo e da Constituição da República Portuguesa.

A Ministra adoptou uma postura de uma arrogância tal que só vem reforçar, ainda que já de forma ridícula, a sua obstinação contra os professores, o seu ódio visceral pela escola pública e a sua concepção de Estado enquanto propriedade do Governo. Concebe, pois a Escola, não como uma construção dos portugueses, dos professores, auxiliares de acção educativa e de outros homens e mulheres que entregaram um generoso contributo para a edificação de uma Escola Pública que, em pouco mais de trinta anos, cresceu permitindo a massificação do Ensino; mas como uma propriedade sujeita aos caprichos e ditames, à ditadura tecnocrata dos gabinetes da ministra em funções.

Exactamente porque a razão não sustenta a sua acção, a Ministra ostenta a sua irracional paixão que se traduz numa total perda da lucidez política para lidar com o Sistema Educativo. Mas mais do que tudo: a Ministra não gosta da Lei. Não gosta da Lei de Bases, não gosta da Constituição e por isso mesmo, actua na marginalidade: à margem da lei, fazendo por ignorar que a lei existe e abusando da sua posição de poder para a contornar sempre que a lei não satisfaz os seus caprichos.

A estratégia está clara. A agudização do comportamento agressivo e autoritário da Ministra reflecte uma cabeça perdida que tenta agora captar os votos de todos quantos não conhecem as escolas, o seu dia-a-dia, tenta ainda seduzir os pais responsabilizando os professores pelas falhas das escolas que sentem, tenta captar a fidelidade de um punhado de eleitores que se revêem na política de direita autoritária e que concebe a escola como uma fábrica, os professores como operários e os estudantes como produtos. Tenta fidelizar os votos desses miseráveis espectros políticos porque sabe que não conta com os votos dos professores, dos democratas e de todos os que defendem uma Escola Pública de qualidade, e sabe que não contaria com esses votos, nem que viesse agora chorar falsos arrependimentos.

Ao menos assim, sabemos todos com o que contar no dia das eleições.

Miguel Tiago, deputado do PCP, in Passos perdidos da Educação, 8 de Jun de 2009


Agradeço as pistas à Pérola da Cultura e à Educação do Meu Umbigo

Dignidade precisa-se!

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Ontem e hoje bem andei à procura deste vídeo. Acabei por encontrá-lo em casa da Anabela Magalhães.

Se dúvidas subsistissem sobre o mau carácter do estrupício que nos tutela aqui fica a prova, e sem recorrer a filmagens ilícitas, que esses não são os nossos métodos.

Nenhum dos outros ministros do partido derrotado, com mais ou menos cara de poucos amigos, reagiu como ela: arrogante, mal-criada, até mesmo agressiva à entrada; à saída, com adeuses frenéticos e um esgar afivelado na cara.

Esta "pessoa" não apenas nos desvaloriza e humilha com as medidas que tomou contra a escola. Envergonha-nos com o seu comportamento enquanto tutela de um ministério que devia dar o exemplo sobre todos os outros, o da Educação.

Fica à vista de quem quer ver: dignidade? sabe lá ela o que isso é!
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A DERROTA DO PS

A DERROTA DO PS É A VITÓRIA

-DA DEMOCRACIA;
-DA COERÊNCIA;
-DA INTELIGÊNCIA;
-DA HONRA;
-DO RESPEITO;
-DA DIGNIDADE;
-DA INFORMAÇÃO;

E PRINCIPALMENTE....

-DOS PROFESSORES!!... QUE MUITO FIZERAM PARA QUE ESTES RESULTADOS ACONTECESSEM!!
-ESTAMOS DE PARABÉNS!! HÁ QUE CONTINUAR!!

domingo, 7 de junho de 2009

A primeira desculpa esfarrapada

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Diz Sócrates:

Os partidos do poder foram castigados por toda a Europa, resultado do desgaste causado pelo exercício do poder.

Diz Rangel:

Pela Europa não perderam os partidos que estão no poder, perderam os partidos socialistas que estão no poder (Portugal, Espanha e Grã-Bertanha) porque não exerceram o poder com políticas socialistas.

A sondagem certa

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Todos perdemos

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Para já, subscrevo o post da Anabela:

ABSTENÇÃO

Previsão: 60,7 - 64,3%

E acrescento: a mudança de cor não me inspira grande confiança, que não tenho memória curta.

Aguardemos...

sábado, 6 de junho de 2009

...vozes marinheiras...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

VOTA !!


Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda
Lincoln , Abraham
Nota: Não nos podemos esquecer que o direito ao voto é algo que custou muito a adquirir. Neste momento, para além de um direito...é um DEVER E UMA URGÊNCIA!!
Não nos podemos demitir do nosso papel de cidadãos.
Só votando poderemos mudar o estado de coisas. Pelo menos, NÃO PODEREMOS SER ACUSADOS DE NADA FAZER!!
EU VOU VOTAR!!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ensaio sobre a cegueira

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«assim dá mais pica...»

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cruzes? Credo!

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Estamos à beira de um acto eleitoral que os Portugueses costumam menorizar abstendo-se.
Desculpas, há-as para todos os gostos: ou porque acham que a Europa fica longe e não lhes diz nada; ou porque estão desencantados com os políticos; ou porque o tempo convida ao relax e a consciência cívica não é por aí além.

O direito de voto custou a ganhar pelo que dói vê-lo assim desperdiçado.
E não saber em quem votar não é álibi para a abstenção.

Mas cuidado com com as não-cruzes.

Nas deambulações pela rede, passo com alguma frequência pelo blogue da Setora, que recomendo. Hoje encontrei lá um poste que considero sábio e de grande utilidade.

Aqui o deixo com os votos de que faça bom proveito.
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O voto

Recebi por mail diversos apelos ao voto em branco.

Desde jovem aprendi que só devemos votar branco se tal escolha estiver contemplada no boletim. Se no boletim, para além do registo de todos os partidos concorrentes, estiver mencionado o BRANCO, então podemos assinalar essa opção.

Tal não existe, pelo menos por enquanto, nos boletins de voto em Portugal. A democracia por cá é assim. Até teria sentido os votos em branco darem lugares na Assembleia da República. Lugares vazios de acordo com o método de contagem. Seria interessante.

Deixar o boletim sem qualquer marcação é abrir caminho ao aparecimento de canetas voadoras que por nós votam neste, naquele ou no outro. Há prestidigitadores que, em menos de um fósforo, votam por mim. Embora aprecie a ligeireza dos dedos desses artistas, prefiro que não me usem para demonstrar as suas habilidades.

Para votar branco só manuscrevendo no boletim BRANCO, desenhando à frente o quadradito e inserindo então a cruz marcadora. Vão anular o voto? Paciência. Não delego em ninguém.

Já vi tanta coisa!

Redução do Deficit Orçamental à custa de Quê? e de Quem?

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Reformas
BBC afirma que Governo Sócrates cortou pensões e aumentou idade de reforma

Não, não se trata de nenhuma nova força da oposição. No site da BBC, onde se traça o perfil de cada país do mundo, é afirmado que o Governo se José Sócrates reduziu o défice orçamental graças à redução de pensões, aumento da idade de reforma e retirando benefícios aos funcionários públicos.


Segundo a BBC, o governo de Sócrates - empossado em 2005 depois de conseguir a primeira maioria absoluta para os socialistas - “traçou a sua pioridade em reanimar a economia – que se encontrava há anos quase na cauda das tabelas europeias – e travar o crescimento do desemprego”.


“Desde então, o seu Governo conseguiu reduzir profundamente as despesas públicas, através da redução de pensões, o aumento da idade de reforma e do corte de benefícios dos funcionários públicos, numa tentativa para diminuir um dos mais elevados défices orçamentais da Europa”.


“As reformas – que alguns acusam de estar a destruir direitos sociais – recebeu de imediato os protestos, na sua maioria dos trabalhadores do sector público”.

Quanto ao Presidente da República, o site da BBC sublinha o facto de Cavaco Silva ter sido o primeiro presidente de centro-direita desde “o golpe de 1974” e que conseguiu derrotar dois candidatos socialistas. Mas acrescenta que “o papel do Presidente é sobretudo cerimonial”, embora entre os seus poderes esteja a nomeação de primeiros-ministros, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições.

Por João Ramos de Almeida,
in Público / Economia
02.06.2009 - 20h02

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.Foi com enorme espanto e de boca aberta de orelha a orelha que li a notícia abaixo transcrita sobre a actuação deste governo.
Como foi possível nós não darmos conta disto?! Como foi possível nós não falarmos sobre isto?!
Que novidade!
E na verdade é só fazer as contas, como dizia o outro. Como foi possível a este governo nas lonas tirar tanto dinheiro da cartola para acudir a bancos em nauseabundos lençóis?
E a política de criação de emprego deste governo? Vai ser certamente caso de estudo mundial!
O governo Sócrates está de parabéns.
Quanto a nós, portugueses, estamos todos mais pobres com uma legislatura marcada pela propaganda mentirosa e pela demagogia.
E os da BBC ainda vão descobrir, tal como nós há muito, que apesar do corte nas pensões, do aumento da idade da reforma e do corte de benefícios aos funcionários públicos o défice não diminuiu. Pelo contrário, aumentou.
É caso para dizer "Porca Miséria!"

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Com agradecimentos CLAP (imagem tirada de lá)
e à Anabela autora do segundo recorte.
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E agora pergunto eu:

Será que a BBC também foi manipulada?

Será que a vão processar?



Ensaio sobre a cegueira

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Obra-prima em três pranchas.




.Do ainda não-nobel Antero Valério

O Medo de Existir

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Já o tenho dito por diversas vezes e repito-o agora: uma das contrariedades que me impõe esta vida, super-ocupada que levamos, é a de não ter tempo para ler o que gostaria. Ler faz crescer e eu sinto-me cada vez mais pequena.

Numa das últimas edições do Câmara Clara, na RTP2, falava-se da obra Portugal Hoje - O Medo de Existir, do filósofo José Gil, publicada há 4 anos. O que ouvi, para além de completamente actual, deixou-me muito curiosa.

Fiz uma pesquisa, breve e intermitente (que o tempo é escasso) e fui encontrando basta informação que só aumentou o apetite pela leitura.

Deixei a ideia a marinar em rascunho e hoje decidi-me a acabar este poste.

O livro, esse tem que ficar para mais tarde porque está a começar um período de intenso trabalho na escola. Ao contrário do que se pensa não vamos entrar de férias.

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“Portugal, Hoje" propõe-se denunciar, à laia de manifesto, os traços que explicarão o nosso atraso endémico. Escrito num tom vivo e acutilante este livro é de leitura fácil. Cada capítulo, curto e bem sintetizado, dedica-se a um dos factores que Gil considera contribuírem para o mal nacional. Assim, teremos entre outros a televisão, a não-inscrição, o medo, a inveja e o queixume.
[...]
“Portugal, Hoje” pecará por alguma superficialidade nas explicações avançadas e cede demasiado à tentação de psicologizar. Falta uma certa visão histórica. No entanto, não deixa de ser uma leitura importante quanto mais não seja porque nos faz pensar e pensar é o primeiro passo para nos fazer agir e mudar. Creio que a maior virtude do livro, e do seu estilo desencantado e pessimista, é a de agitar as consciências e num estilo acessível a todos.

José Gil começa por apontar o dedo à televisão que cria um clima de entorpecimento e de não-real, de não-acontecimento. A mediatização é apontada como sendo uma das responsáveis pelo nevoeiro que envolve a sociedade portuguesa não permitindo que se discirnam com clareza os factos.

A não-inscrição é outro traço dominante na psicologia nacional. As coisas passam mas não mexem verdadeiramente com as pessoas, não se inscrevem, resultando daí uma inacção, uma falta de afirmação e também de responsabilização.

A não-inscrição explicará também a falta de debate no espaço público ou até de verdadeiras críticas de arte, a livros, a espectáculos. As discussões são muito pobres, nunca se vai ao âmago das coisas e dos problemas, fica-se sempre pela superfície. “Os portugueses não sabem falar uns com os outros, nem dialogar, nem debater, nem conversar. Duas razões concorrem para que tal aconteça: o movimento saltitante com que passam de um assunto a outro e a incapacidade de ouvir”.

Também o medo, fruto dos anos de ditadura, impede que se assuma a liberdade plena, que se diga o que se pensa. Um certo culto do “sôtor” e a reverencia a quem tem poder são ainda peias que tolhem o pensamento e a acção livres. Por outro lado, pensamos que nunca estamos à altura, que não somos suficientemente bons, anulando-se assim todas as potencialidades criativas. É a famosa falta de auto-estima a que a tão badalada teoria da inveja promove. Ou seja, numa sociedade em que o imobilismo grassa quem quer fazer é, inevitavelmente, mal-visto, alvo de intriga e de maledicência. Quem se destaca será, portanto, excluído do grupo.

Gil continua a dissecar os males pátrios desenvolvendo a sua teoria da não-inscrição. Daí derivará também o “pensar pequeno” português, de que os abundantes “inhos” e “itos” e diminutivos da linguagem são ilustrativos. “O ‘pequeno’ representa o tamanho perfeito, adequado ao seu investimento afectivo (...). O português revê-se no pequeno, vive no pequeno, abriga-se e reconforta-se no pequeno: pequenos prazeres, pequenos amores, pequenas viagens, pequenas ideias...”.

in http://www.citador.pt/biblio.php?op=21&book_id=1191