terça-feira, 31 de março de 2009

PERGUNTAS DE MÁRIO CRESPO


Perguntas:

Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? P orque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?

Nota: O Director de Informação da Antena 1 fez publicar neste jornal uma resposta à minha crítica ao anúncio contra as manifestações sindicais que a estação pública transmitiu. É um direito que lhe assiste. O Direito de Resposta é o filho querido dessa mãe de todas as liberdades que é a Liberdade de Expressão. Bem-haja o jornal que tão elevadamente respeita esse valor. É uma honra escrever aqui.

In Jornal de Notícias.

olá... é do "quando o telefone toca"? posso dizer a frase? posso dedicar uma cantiga aos lírios?

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OBJECTIVOS INDIVIDUAIS

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OS MEUS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS:

. Proponho continuar a indignar-me com a farsa que é esta avaliação;
.Proponho-me continuar a ter um espírito crítico e uma mente aberta perante toda a legislação que sair sobre educação; (isto pode ser o "come" mas não é seguramente o "come e cala"). Sobretudo não me calarei;
.Proponho-me continuar a criticar os "bêja-mão" e os "lambi-bota";
.Proponho-me continuar a lamentar os que recuaram na luta com medo das manchas no seu currículo;
.Proponho-me a ir para a cama de consciência tranquila por ter desempenhado com dignidade mais um dia da minha profissão;
.Proponho-me (e vou cumprir escrupulosamente) a não votar PS nas próximas eleições;
.Proponho-me a ver sempre o rei nu.
. Proponho-me a vir a este blogue sempre que me der na real gana;
Façam vocês o mesmo!

Catarina Eufémia - a verdadeira, a que não morreu!

29 de Março de 2009

Negativa, Positiva e Negativa

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É tempo de avaliação.
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Negativa

Quer dizer: é tempo de preenchimento de um sem número de formulários onde a vida dos alunos/professores é tratada às fatias: fichas biográficas, fichas das aulas de apoio, planos de recuperação, fichas da tutoria, ficha das actividades de substituição, fichas das estratégias, projectos curriculares de turma, ... tirando actas e pautas, TUDO EM PAPEL!


Positiva

Razão tem a Teresa: atitude ecológica precisa-se! Assim como de «um plano tecnológico... tipo assim... à séria».
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Negativa
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É tempo de limpar os "cadastros tóxicos" das faltas dos alunos, depois de implementadas as medidas de recuperação. Assim o preconiza o Novo Estatuto do Aluno.

Logo, não admira que no sítios do ME e da sua filial, a Confap, se leia:

Alunos faltam muito menos

O número de faltas, justificadas e injustificadas, dos alunos do 3.º ciclo do ensino básico, correspondente aos 7.º, 8.º e 9.º anos, e do ensino secundário baixou de forma acentuada no primeiro período deste ano lectivo em termos homólogos, isto é, quando comparado com o mesmo período do ano lectivo anterior, revela um inquérito conduzido pelo Ministério da Educação sobre a aplicação do Estatuto do Aluno.

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Ler mais no Umbigo e aqui.


É urgente denunciar esta farsa, aqui, ali e, sobretudo, em sede própria.


Se mais uma vez nos calarmos já se está a ver o que eles fazem com os números.



segunda-feira, 30 de março de 2009

Outra voz por nós

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Mais uma publicação do Umbigo a pedir ampliação.

Não se nasce professor

Ser professor é uma lenta e metódica metamorfose. É um movimento perpétuo entre a lagarta e o casulo. É um vai - vem contínuo entre o saber e o desaprender. É a adaptação permanente à mudança: dos saberes, das metodologias, das culturas, das tecnologias… Ninguém nasce professor e a sua eficácia não é uma questão de sorte ou acaso. Aqui, como em tudo o resto na vida, a sorte, ou acaso, dão muito, mesmo muito trabalho.

Há um clique, um momento, uma circunstância, e muitas vezes até um imprevisto em que se escolhe ser professor. Aparentemente porque se gosta. Há quem lhe chame um chamamento interior. Outros dizem que é porque ninguém é atraído ao engano, porque se sabe bem o que essa profissão significa, já que desde tenra idade todos a conhecem por dentro.

Porém, e a partir desse singular instante, desse acordar para o futuro, tudo está por fazer. Porque se trata duma profissão artesanal: faz-se dos gestos das mãos e dos recados do coração, com recurso à uma profana mistela de tradição e de inovação.

Não se nasce professor. Um professor molda-se numa educação inicial e condiciona-se numa aprendizagem permanente, ao longo da vida. Nunca o é, mesmo quando se atreve a julgar que controla o quotidiano. Professor é erosão e reconstrução. É avanço e recuo. É acusação e vítima. É conquistador e sitiado. É lugar santo e profanado.

Ninguém nasce professor e, quem o quiser ser, é bom que saiba da gratificante e complexa tarefa que o aguarda no virar de cada esquina do seu percurso profissional.

Os decisores políticos sabem tudo isto muito bem. Melhor que muitos professores. Mas preferem fingir que o ignoram. Fica mais barato e sustenta-lhes o discurso da soberba e da desconstrução da profissão docente. Uma classe desmotivada, sem alvo e sem estratégia, é fácil de docilizar e de submeter às baixas políticas constrangidas às exigências orçamentais.

É por isso que vivemos uma conjuntura política, económica, social e até cultural que não motiva a escolha da profissão docente.

Os professores entregues a si próprios, sem acompanhamento nem adequada e suficiente formação complementar sentem sobre os seus ombros o peso da enorme responsabilidade que lhes é imputada pelo Estado e pelas famílias. Vítimas de uma angustiante solidão profissional, cativos dentro das quatro paredes da sala de aula onde trabalham, quantas vezes em condições desmoralizadoras, os docentes atingem perigosos estádios de desencanto, de desilusão e desmotivação profissional.

Por isso urge mudar os políticos e as políticas para que a profissão de professor reencontre os estímulos, incentivos, e até razões para que os docentes se envolvam num processo de motivação e evolução qualitativa das suas capacidades pessoais e profissionais.

A ausência de um código deontológico que ajude a consolidar a cultura profissional dos docentes também não permite que se atenuem os resultados negativos de todas as pressões externas e motiva mesmo o aparecimento de sensações de insegurança e de receio permanentes. Hoje, alguns professores trabalham em condições tão desanimadoras que não conseguem enfrentar com autonomia e liberdade as contradições que todos os dias encontram dentro das suas escolas.

Proclama-se uma escola inclusiva numa sociedade que não acolhe os excluídos. Pretende-se promover uma escola para todos numa sociedade em que o bem-estar e a cultura só estão ao alcance de alguns; em que a escola não consegue integrar os filhos das famílias vitimadas por políticas de incúria. Políticas essas que acentuam o desemprego, o trabalho infantil, a iliteracia, a delinquência, a violência doméstica e coagem muitos pais a verem a escola obrigatória como um obstáculo à incorporação dos filhos no mundo do trabalho, já que esta não lhes é apresentada como uma solução meritocrática, porque as políticas e os políticos se revelaram incapazes de tomar medidas que evitassem as clivagens entre os que tudo têm e os que pouco ou nada possuem.

Arvora-se uma escola em que os valores transmissíveis não encontram acolhimento em inúmeros lares, porque são constituídos por famílias disfuncionais. Uma escola onde se exige o cumprimento de currículos obsoletos e onde a máquina burocrática da administração escolar obriga a incontáveis horas de reuniões em órgãos, departamentos, comissões, sessões de atendimento…

Esta é a autêntica escola pública em que trabalha a maioria dos nossos (excelentes) professores. A escola em que também é preciso (ainda se lembram?) que os docentes tenham tempo para ensinar e os alunos encontrem momentos para aprender. Aprender, aprender sempre, porque essa é a seiva de que se faz um professor.

João Ruivo
ruivo@rvj.pt

Vive la France! Ou talvez não...

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Certo é que por lá também se queixam e protestam contra as tentativas de economizar à custa de serviços essenciais como o da Escola Pública.
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Governo francês dá 6 mil euros anuais a docentes que ensinam nas escolas mais difíceis

O Governo francês vai conceder um subsídio de 6 mil euros anuais por 3 anos aos professores que queiram ensinar nas escolas situadas nos bairros mais problemáticos. A experiência vai começar em algumas cidades dos arredores de Paris, como Saint-Denis, Pierrefitte, Stains e Villetaneuse.

Para ler no Profavaliação

domingo, 29 de março de 2009

Presidente da Confap? Nem de propósito...

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Então não é que, apenas algumas horas após a entrada aqui abaixo da TvStar, o Umbigo divulga isto:
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O início… do fim?

A luta “armada” contra o Papá Albino, eterno pai de todos os pais, parece que iniciou-se após a reunião magna da “conkafap” em Mira!

Já na altura, ficaram com a impressão que o Papá (o grande derrotado) poderia ter perdido o “poder” dentro da sua própria Casa…os pais de Gaia!

Mas o facto relevante do momento é que se anuncia uma pequena revolução! Diria mesmo, uma preparação preparatória para a “decapitar” o poder do Pai! ...

Ler mais em KOUZAS E LOUZAS

MAIS UMA... EMBORA JÁ CONHECIDA!!

NUNCA É DEMAIS LEMBRAR!

O REPRESENTANTE DOS PAIS, APOIA INCONDICIONALMENTE A MINISTRA LURDES!
PORQUE SERÁ??!

Assim se compram os apoios! E assim se vendem como prostitutos.


Sem palavras! (Sobre a CONFAP do Sr. Albino)

Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007(Pág. 30115).
Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos - vergonhoso, sra. ministra!!! Sr. PM!!!!!!!).

Vamos denunciar... TODOS OS DIAS, para que todos saibam o que se passa na educação!!!

A Odisseia do Magalhães - Parte?


Continua a saga da máquina de tostas pedagógica.

Não me levem a mal, mas já começa a cansar um pouco a descoberta de tantos erros nos programas instalados no Magalhães, mesmo se a demonstração clara da incúria deste processo é útil para que se percebam muitas das críticas que se fizeram á iniciativa, por ser eleitoralista.

Do que adianta ter uma ferramenta inovadora, se ela depois funciona mal?

Ler mais em Cada Cavadela, Cada Minhoca no Umbigo, claro!


Ainda os OIs e o Magalhães vistos pelo traço do Antero

sábado, 28 de março de 2009

Eis a poeta!

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A Maria Eduarda, a quem tratamos por Dudú no blogue da nossa comum amiga Anabela Magalhães, é professora no Alentejo e comparte connosco todos os sentimentos negativos que inspira o estado a que chegou a (des)educação.

A Didium, o seu nick na blogosfera, vive num prédio - sim que a poeta vive num condomínio, como nós - chamado Lendo Sempre (http://lendosempre.blogspot.com/), no qual publica uns versos que são autênticos instantâneos do quotidiano.

Hoje descobri por lá este poema que tratei logo de roubar para aqui. Ora digam lá se não se vêem ao espelho?

Ser docente

É abrir horizontes,
É beber em várias fontes,
É partilhar saberes,
É escutar vários seres,
É ultrapassar barreiras,
É multiplicar maneiras,
É gostar de receber,
É abrir-se ao perceber.

Como prosseguir a missão,
Como transmitir o prazer,
Como ocultar o desalento,
Como ultrapassar a questão?

Se quem dita no momento,

Não ouve a razão,
Não dignifica a profissão,
Não nos tira do tormento?

maria eduarda

A luta faz-se em muitas frentes

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PETIÇÃO
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O presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, Viana do Castelo, lançou esta semana uma petição por alterações legislativas que responsabilizem «efectivamente» os pais nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar.

"A legislação tem que criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do Aluno e outras leis conexas», disse à Lusa Luís Braga, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque e autor do texto.

Este professor de história escreveu um texto a que chamou 'Petição pela responsabilização efectiva das famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar', disponível em

http://www.peticao.com.pt/responsabilizacao

O objectivo é reunir quatro mil para «obrigar» a Assembleia da República a discutir a questão em plenário. «Na prática, o que defendo é que os encarregados de educação têm de ser responsabilizados pela educação ou não educação dos alunos», disse o docente. «Os mecanismos criados devem traduzir-se em medidas sancionatórias às famílias negligentes, como multas, retirada de prestações sociais e, no limite, efeitos sobre o exercício das responsabilidades parentais, como é próprio de uma situação que afecta direitos fundamentais de pessoas dependentes», salienta a moção.

«Actualmente, a única coisa que um professor pode fazer se um aluno faltar sucessivamente é um teste de recuperação para avaliar as dificuldades da criança e isto não é nada», disse Luís Braga.
Lusa / SOL

Eu assinei e sou o número 1241.

Hora do planeta

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Hoje, às 20:30, desligue as luzes por 1 hora.
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Dois Lírios da Campos

Conheço várias colegas incansáveis, e desculpar-me-ão por os não incluir agora aqui, mas estes dois Lírios têm características muito particulares.

Ao Meu Lírio Negro, obrigado.

Quem a conhece pela primeira vez deixa-se frequentemente enganar pela sua aparente frieza, com uma elegância britânica, mas um Humor delicioso este nosso Lírio vai alegrando as minhas tardes e (frequentemente) as minhas noites de trabalho.
De espírito alerto e inteligência viva o estudo é o seu luxo. Com um sentido de missão em relação ao serviço que lhe é pedido, (que eu acho indecente!) ela esquece a sua vida e o dinheiro que investiu ficando com os trabalhos da sua própria formação a meio em favor de mais um portfólio corrigido, mais um dossier visto para que os nossos adultos possam ir a júri e ser certificados. Em suma, abdica do que eu nunca abdicaria.
Como se isso não bastasse, tem um coração do tamanho do mundo e quantas… mas quantas vezes se aproveitam dele! Ajuda que lhe peçam… quase que diria que se não estiver lá eu de sobrolho franzido para conter os exageros… e lá vai ela, por vezes até abrindo os cordões à bolsa.
Mas nesse coração mole, tão sensível à chantagem emocional, também existe coragem para defender as suas convicções se acreditar na sua justeza, e como não podia deixar de ser, pela justeza da nossa luta contra a situação cada dia mais sombria da nossa escola pública, é minha, é nossa companheira de luta.
Por tudo isso, e pelo muito que ficou por dizer:
Aquele abraço


Lírio, obrigado.

Uns chamar-lhe-ão ElsaD, EMD ou Elsa, simplesmente. Este meu tributo deve-se evidentemente a que ela me merece a mais profunda consideração pelo trabalho que tem desenvolvido ao longo do tempo, e, confesso, do qual me apercebi só depois de alguns anos (sim, anos) na sua escola; sua, porque com muito mais propriedade o pode dizer, e não só pela antiguidade, que eu.
Um trabalho que desenvolve sem grande alarido, sem marketing de imagem, sem as publicidades que tantas vezes vemos nalguns colegas, por isso quem tão inadvertidamente passa como eu, leva anos a aperceber-se desse imenso trabalho de bastidores, sem horas atribuídas no horário, sem compensações e muitas vezes tendo que conciliar essas tarefas que faz por “amor à camisola” com outros serviços que tantas vezes são distribuídos por quem, como eu, não se apercebe do que ela faz, mas que( muito mais que eu), teria a obrigação de estar melhor informado...
Mas não só por isso, aliás, esse será dos motivos o menor. O maior, que se manifesta de variadíssimas maneiras, é a postura que tem, a sua atitude perante o mundo e também perante a adversidade. Uma postura que a faz pôr a verdade e o bem ante tudo, que a leva a defender as suas posições com coerência, que a leva frequentemente a defender, como eu vi, colegas perante a prepotência e grosseria de outra e a indiferença de muitas. Uma atitude, profissional antes de mais, que não se deixa enviesar por amizades ou inimizades. Uma atitude de partilha e cooperação espontânea que é rara, raríssima nalguns grupos e mais rara ainda nos tempos que correm.
Por isso tudo e muito mais Tiro-lhe o meu chapéu.

Nota: Agradeço à nossa amiga Anabela Magalhães, cujo blog tenho visitado com certa frequência, a inspiração.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Espelho, espelho meu...chuac!


Lida num comentário do Umbigo. Em Inglês, ao que parece verídica! É uma história de encantar. Eu, pelo menos, fiquei encantada!
Era uma vez, numa escola da Inglaterra, um grupo de estudantes que tinha por hábito pintar os lábios e depois alapá-los ao espelho, deixando lá ficar a impressão labial. O senhor da limpeza andava fulo! Um belo dia, a directora resolveu reunir as alunas na casa de banho para as sensibilizar para o problema do pobre contínuo. Bem, reunem então todos nas instalações sanitárias perante o espelho, já algo besuntado, e a directora disse às pequenas: «O Sr. X não é obrigado a limpar isto que vocês fazem propositadamente. Além do mais, esta sujidade é bastante difícil de limpar! Há que respeitar quem trabalha, etc., etc., etc.» Como podem imaginar, as petizes não estavam com um ar nada ralado relativamente às agruras do pobre limpador. Estavam, isso sim, mortas para esticar a beiça e vai disto em direcção ao espelho. Aí, a directora, muito didáctica, diz: « Querem ver, como é difícil limpar o baton? Oh Sr X, por quem é... importa-se de fazer uma demonstração?»; «Claro, Sra. Directora! É para já». Se bem o disse, bem o fez, abre a porta de uma casa de banho, mergulha uma enorme esfregona na sanita e, com a dita a pingar ( e não ambrósia, diga-se) leva-a ao espelho e põe-se a esfregar como se não houvesse amanhã.
Consta que não houve mais beijos!

A propósito de competência

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Suponhamos que pedia a uma criança do Pré-escolar: - Escreve lá o nome do teu gato.

E que a criança lhe respondia o óbvio: - Não sei escrever!

Agora imagine o que lhe diria...

Pense bem, que a coisa é difíííííícil...

Já pensou?

Claro! Fazia assim:

video


Fazia como a Ministra da Educação: - Não sabes escrever... Então diz-me lá as letras.
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Bem apanhada por estes Olhares

quinta-feira, 26 de março de 2009

Contra a escola-armazém

PUBLICO.PT

Daniel Sampaio

Merece toda a atenção a proposta de escola a tempo inteiro (das 7h30 às 19h30?), formulada pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).
Percebe-se o ponto de vista dos proponentes: como ambos os progenitores trabalham o dia inteiro, será melhor deixar as crianças na escola do que sozinhas em casa ou sem controlo na rua, porque a escola ainda é um território com relativa segurança. Compreende-se também a dificuldade de muitos pais em assegurarem um transporte dos filhos a horas convenientes, sobretudo nas zonas urbanas: com o trânsito caótico e o patrão a pressionar para que não saiam cedo, será melhor trabalhar um pouco mais e ir buscar os filhos mais tarde.

Ao contrário do que parecia em declarações minhas mal transcritas no PÚBLICO de 7 de Fevereiro, eu não creio à partida que será muito mau para os alunos ficar tanto tempo na escola. Quando citei o filme Paranoid Park, de Gus von Sant, pretendia apenas chamar a atenção para tantas crianças que, na escola e em casa, não conseguem consolidar laços afectivos profundos com adultos, por falta de disponibilidade destes. É que não consigo conceber um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem.

O meu argumento é outro: não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez...) que substituam a família? Se os pais têm maus horários, não deveriam reivindicar melhores condições de trabalho, que passassem, por exemplo, pelo encurtamento da hora do almoço, de modo a poderem chegar mais cedo, a tempo de estar com os filhos? Não deveria ser esse um projecto de luta das associações de pais?

Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo. A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens.

Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida. Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional.A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo.

Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.

Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais.

© Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA

O reino do arbítrio‏

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Ministra e secretários de Estado da Educação não foram capazes, na AR, de dizer em que lei consta a obrigatoriedade da entrega de objectivos individuais pelos professores ou a possibilidade de os conselhos executivos se lhes substituírem ou lhes instaurarem processos disciplinares. O mais que conseguiram titubear foi: "Está na lei…".

Percebe-se porque contratou Lurdes Rodrigues o eminente jurista Pedroso e lhe pagou 290 mil euros para fotocopiar "Diários da República", trabalho de tal "exigência técnica" e "complexidade" que ele não foi capaz de o completar.

Os números dizem tudo: entre 1820 e 1900, o ME produziu 29 diplomas; de 1900 e 1974 cerca de 500; de 1974 a 1986 mais 900. De 1986 para cá tem sido o Dilúvio: são tantas as leis, decretos, portarias e regulamentos que o pobre eminente jurista, prestes a afogar-se, fugiu a sete pés com o cheque no bolso, deixando para trás um monte de 44 pastas a abarrotar de fotocópias.

Diz-se em Direito que "muitas leis, lei nenhuma". Quem se admira que o ME seja o reino do arbítrio? Ali pode fazer-se tudo, que há-de sempre haver uma lei que o permita…

Manuel António Pina, in JN

UM DIA NA VIDA DE ETELVINO

Hoje estou particularmente amarga(o).

Passaram, por mim, há poucochinho tempo, carros sisudos, fugidios, potentes e poderosos, com um brilho de volframite. Apeteceu-me gargalhar com o professor Aquiles Arquelau.
Perante o poder (e seus comedores de migalhas) burro, bruto e besta (no sentido apocalíptico), sempre me apeteceu ironizar com desdém. Mas, por momentos, antes de ironizar - ou depois - reflicto sobre a capacidade imaginativa, criadora, sensível, de imensos lusitanos http://www.youtube.com/watch?v=Q805gD44PnY que, pasme-se ou não(! ), não é extensível aos nossos poderosos que nos calham em rifa ou resultam de momentos de doentia escolha.

Os nossos poderosos, na sua bestialidade, criam crises, enfurecem e baralham as massas para que elas, acotovelando-se e esgadanhando-se por fim se acomodem e glorifiquem com hossanas paizinhos freudianos ou sebastiões bandarrianos, e justifiquem alguns escribas. Por cá os nossos poderosos só têm um olho zarolho!

Como eles, se conhecessem(!), gostariam de criar:

UM DIA NA VIDA DE ETELVINO

Etelvino benzeu-se ao passar em frente à foto à foto do Presidente tal como devia ser, abriu a porta, saiu e fechou-a com duas voltas de chave. Depois ligou o campo das minas protector. Por causa dos ladrões e dos outros.
Desceu a escada, cumprimentou o porteiro com o habitual «Viva o Presidente e o Primeiro», a que o porteiro retorquiu, sorumbático, com o costumeiro «Liberdade em segurança para ti, irmão».
Estava na rua.
Correu um pouco, para chegar à bicha a tempo. Eram seis e meia e tinha que estar no emprego às nove, caso contrário seria despedido com justissima causa. As leis socialistas do governo eram claras e exactas, graças a Deus.
A bicha do autocarro estava normal. Lá ao longe via-se o poste da paragem.
(...)
Chegou a tempo. Não foi despedido.
(...)
Foi para a bicha do autocarro, após um seco «Viva o Presidente e o Primeiro» aos colegas que entravam para o turno nocturno.
Sob a protecção dos homens e dos cães da Policia de Segurança Pélvica que enquadravam a longa fila, sentiu-se de novo livre. E seguro.
Às oito e trinta e cinco chegou a casa. Desligou as minas e abriu a porta. Tudo em ordem. Graças ao actuante governo, pensou. E benzeu-se, ao passar em frente à foto do Presidente.
Tinha vinte e cinco minutos para comer, que depois era a hora exacta da televisão. Não faltar nunca às Telenoticias. Os ministros vinham lá todos. Sempre. Às vezes até o Primeiro e mesmo Presidente!
Resolveu ser extravagante. Que diabo, um dia não são dias. Comeu três fatias de pão. E. numa loucura desenfreada, bebeu um copo de vinho! De súbito sentiu-se comprometido. E a austeridade tão necessária à Nação?(...)Depois, ao mirar a foto anafada do Primeiro que alteava sobre o televisor, sentiu-se aliviado. Tudo levava a crer que o Primeiro devia comer com frequência três fatias de pão ou até mais. E mesmo, quem sabe, provavelmente bebesse dois ou três copos de vinho. Bem, o Primeiro era o Primeiro. No entanto... Ficou definitivamente aiviado.
(...)
O televisor continuava escuro. E mudo. Que seria?
Ia levantar-se para verificar, quando a imagem surgiu.
A bandeira da pátria ondeando.
Etelvino recostou-se. Deliciado. A pátria ondeava, tudo estava bem.
A voz do locutor surgiu, crispada e seca:
«SENHORES TELEOUVINTES; UM COMUNICADO DE URGÊNCIA DA ULTIMA HORA. ATENÇÃO. A PATRIA ENCERRA PARA OBRAS DURANTE TEMPO AINDA NÃO DETERMINADO. ATENÇÃO. REPETIMOS. A PATRIA ESTA ENCERRADA A PARTIR DESTE MOMENTO.»
(...)
A última visão que teve foi a do retrato do Primeiro. Anafado. E enevoado.
Etelvino arrotou. O coração parou-lhe.

Mário Henrique Leiria

Uma gaivota voava, voava

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Quem se lembra da música?

E das emoções... e dos sorrisos... e da esperança... que esta música com data nos traz à memória?

Hoje, a gaivota tem pelo menos uma asa quebrada. Mas faz comentários que não podem ser deixados em segundo plano. Eis um deles que estava escondido ali abaixo:


Enfim, este é o país de sonho para todos os pais que não têm tempo para os seus filhinhos. O país da treta e da naúsea, do combalacho e do compadrio, da cunha e do faz-de-conta, dos números,dos gráficos sem referente, dos estudos da OCDE, dos políticos sem moral, da moral sem princípios, dos princípios de falsos filósofos, dos filósofos que não querem saber do país. Mais uma vez...Enfim!
Quem me dera partir numa galera, ao sabor do vento e das marés que, essas sim,podem nem ter princípios nem fins, mas também não têm filosofias , nem gráficos, nem cunhas, nem compadres, nem fazes de conta.
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"Ó Portugal, Portugal, do que é que estás à espera? Tens um pé numa galera e outro no fundo do mar!!!
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Não se pode estar direito, quando se tem a espinha torta...
................
ò Portugal, Portugal, enquanto estás à espera, ninguém te pode ajudar..."

Gaivota da asa quebrada

FRASES..... que vêm a propósito!!

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"A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado."
Theodore Roosevelt (1858 - 1919)


"Onde a justiça é negada, onde a pobreza é forçada, onde a ignorância prevalece, e onde todas as classes são levadas a sentir que a sociedade é uma conspiração organizada para oprimir, roubar, e degradá-las, nem pessoas e nem propriedades estarão a salvo. "
Frederick Douglass


"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a se desanimar da virtude, rir da honra e ter vergonha de ser honesto."
Rui Barbosa

"Coitadinhos"! São uns Pândegos!

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Jorge Pedreira acena com estagnação na carreira aos professores que não cumprirem...
Fonte: a mesma do poste abaixo

Pois, pois! Os que cumprirem vão progredir à velocidade do TGV previsto para ... Quando mesmo?
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E às perguntas responderam... com ameaças

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Os representantes do Ministério da Educação estiveram no Parlamento para responder às dúvidas da Comissão de Educação e Ciência. Com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues remetida a um silêncio que os membros da comissão não percebiam, coube ao secretário de Estado Jorge Pedreira explicar que não apresentar objectivos individuais implica que os professores não progredirão na carreira.

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Com uma linguagem agressiva, o secretário de Estado de Maria de Lurdes Rodrigues acabaria por referir-se aos professores que contestam a avaliação como "coitadinhos", apontando o dedo à Oposição, a quem acusa de apenas se preocupar com os docentes que não cumprem a lei.


"Sem fixação de objectivos individuais não há avaliação, não há progressão na carreira e o tempo de serviço não é contado para efeitos de concurso", garantiu Jorge Pedreira aos membros da comissão, para lamentar que a Oposição esteja "preocupada com os que não cumprem, com o que vai acontecer aos coitadinhos que não cumprem a lei".


Nesse sentido, Pedreira assegurou que a legislação é clara no que se refere às penalizações para quem não cumpre o estabelecido pelo Ministério da Educação no que respeita ao novo modelo de avaliação dos docentes, sendo que eventuais processos disciplinares seriam da decisão e incumbência dos conselhos executivos das escolas.


No entanto, os partidos da Oposição foram a jogo e desafiaram o secretário de Estado a apontar os artigos da lei que definem essa obrigatoriedade da entrega de objectivos individuais e onde estão definidas as consequências da não-entrega dos objectivos.


"Face à incapacidade dos deputados, importar-se-ia de ler o artigo da lei que torna obrigatório a entrega dos objectivos individuais. E o artigo que diz que o conselho executivo pode substituir o professor na realização desse procedimento", pediu Luísa Mesquita, deputada eleita pelo PCP.


A resposta de Jorge Pedreira foi o silêncio.


Oposição aponta falta de clarificação na legislação do Governo


O PCP pegou no tema dos objectivos individuais - um primeiro passo no processo de avaliação dos professores - para sublinhar o que considera um exemplo das "dificuldades" que o Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues está a ter com a legislação que acaba de produzir.


Afirmando que "as intenções do ministério não têm enquadramento legal", o comunista João Oliveira acusou a tutela de tentar "transformar os conselhos executivos nos carrascos da política ministerial" ao delegar nesses órgãos a responsabilidade de avançar ou não com processos disciplinares.


A mesma ideia fica presente nas declarações da bloquista Ana Drago, com a deputada a lamentar que o Governo continue a dar respostas "absolutamente irresponsáveis".


"Dizer que está tudo na lei não é verdade. Até as orientações da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação são contraditórias com o que diz o ministério", acusa a deputada do BE.


Os representantes da ala direita do hemiciclo preferiram apontar ao Governo a instabilidade criada pelas novas regras ao decorrer deste ano escolar.


O deputado do PSD Pedro Duarte levou aos dois representantes uma questão sobre a possibilidade de dualidade de critérios quando dois professores de escolas diferentes não entreguem os objectivos individuais.

"O que disse em relação à não-entrega dos objectivos individuais pode acontecer com qualquer outra infracção que seja disciplinarmente punível", respondeu Jorge Pedreira.


Diogo Feyo, do CDS-PP, sublinhou a "enormíssima instabilidade" que o processo de avaliação está a provocar nas escolas, deixando ao Governo a questão se estava "disponível para contribuir com soluções" que levem à tranquilidade no terceiro período de aulas.

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Fonte RTP
Sublinhados meus

quarta-feira, 25 de março de 2009

Happy Birthday to you

Parabéns ao Doutor Paulo Guinote que hoje faz anos! Que continue sempre a chamar a atenção para o que é a escola e para os atropelos que ela está a sofrer. Que A Educação do Meu Umbigo continue a ser o espaço que nos mantém unidos e com alguma esperança de que possamos ainda dizer: TENHO ORGULHO EM SER PROFESSOR!

Em resposta ao 'post' Dead Poets Society3

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A escola de hoje é uma animação!
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terça-feira, 24 de março de 2009

Violência nas Escolas

Número de ocorrências registadas nas escolas diminuiu significativamente em 2007/2008

O número de ocorrências registadas por escola diminuiu significativamente em 2007/2008, pelo segundo ano consecutivo, sendo de salientar que, na grande maioria dos estabelecimentos de ensino (90,9 por cento), não se registou qualquer incidente.

Os dados divulgados pelo Programa Escola Segura evidenciam uma redução significativa do número de ocorrências por escola registadas no ano lectivo de 2007/2008, relativamente aos dois anos lectivos anteriores.

Mais agressões nas escolas

O ano lectivo 2007/2008 registou um aumento do número de agressões a alunos (20,6 por cento) e professores (11,3 por cento), tendo-se verificado mais 225 actos de violência sobre os estudantes e mais 21 contra docentes que no ano anterior, totalizando, respectivamente, 1317 e 206 casos. Lisboa (513 casos), Porto (340) e Setúbal (168) são as cidades com maior número de ocorrências registadas pelas forças policiais.
(…)
CASOS QUE DERAM ORIGEM A QUEIXAS ÀS FORÇAS POLICIAIS

2006/2007

808 – PSP
653 – GNR
64 – CPCJ (Comissão Protecção de Crianças e Jovens)

2007/2008

1212 – PSP
778 – GNR
224 - CPCJ

Publicação do Umbigo sob o título Realidades Paralelas


Fora as que se varreram para baixo do tapete,
digo eu!

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O Zezinho, o Joãozinho, o Luizinho e o filho do Francisco.

O Zezinho, o Joãozinho e o Luizinho foram para a escola.

No primeiro ano o Zezinho aprendia muito bem, e portava-se correctamente, o Joãozinho aprendia sem dificuldades, e era muito irrequieto, o Luizinho tinha algumas dificuldades que conseguiu ultrapassar, apesar do comportamento do Joãozinho tornar o seu esforço mais árduo.
O professor elogiou o Zezinho, os pais ficaram contentes.
O professor disse aos pais do Joãozinho que deviam incentivá-lo a melhorar o comportamento, os pais disseram-lhe que a culpa era do professor porque não sabia motivá-lo, e que o filho estava vivo e por isso não podia estar sossegado numa aula, tinha de falar e mexer-se. O professor disse aos pais do Luizinho que o seu filho precisava de algum acompanhamento em casa para melhorar. Os pais começaram por ficar preocupados.

No segundo ano o Zezinho continuava a aprender facilmente, mas começou a aborrecer-se porque o professor tinha que ensinar num ritmo mais lento para o Luizinho. O Luizinho tinha dificuldade em acompanhar por causa das dificuldades iniciais e das traquinices do Joãozinho.
No final do ano o Zezinho passou sem dificuldades e sem entusiasmo.
O Joãozinho passou, apesar do comportamento ter prejudicado os colegas, porque estava vivo.
O Luizinho passou, apesar de ter muitas lacunas, porque só no final do ciclo é que é permitido reter os alunos e é um berbicacho de todo o tamanho para o professor conseguir tal proeza. Depois ainda seria preciso a sua decisão não ser anulada. Os pais ficaram menos preocupados, e começaram a agradar-lhes as políticas do ministério da educação.

No terceiro ano o Zezinho deixou de fazer os trabalhos de casa (o Joãozinho nunca os fazia), e começou a estar sempre na conversa (como Joãozinho). O Joãozinho tornou-se mais perturbador (não acontecia nada) e tinha notas muito baixas (não era retido no final do ano). O Luizinho deixou de se esforçar porque a matéria, visto as lacunas que trazia, era difícil demais para tentar entender. Juntou-se à perturbação cada vez maior do Joãozinho, pois de todas as maneiras não ficava retido nem acontecia nada.
E os pais deixaram de se preocupar com os filhos, e passaram a aplaudir as políticas do ME. Os filhos passavam, estava tudo bem.

Passaram-se os anos.
O Luizinho está a receber o rendimento mínimo, o Joãozinho faz uns negócios ilegais, umas agressões e dizem que até assassinou a ex-mulher (mas se a polícia conseguir fazer a proeza de o prender mete-se num berbicacho de todo o tamanho, e claro que se ele se apresentar o Juiz deixa-o aguardar julgamento em liberdade), o Zezinho lá conseguiu um emprego como comercial de uma grande empresa de telecomunicações.

E quem governa o país?
O filho do Francisco.
Qual Francisco?
Aquele que mandou o filho para um colégio interno na Suíça, até este ter idade para a licenciatura em Oxford, e depois o mestrado nos USA. O Francisco que dizia que os professores em Portugal eram uns inúteis, e em quem os pais dos outros três acreditaram.

Agressões a professores

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Sumário


1 - Escalada de agressões: indisciplina, insultos sussurrados, desobediências, arrogâncias, irreverências, "Dá-me o telemóvel já", empurrões, insultos com todas as letras, socos, bofetadas, carros em chamas e... dentadas.


2 - Até quando? Até o quê?


3 - DGRHE, ME, alô... alô... Há aí alguém?

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domingo, 22 de março de 2009

Absurdos do Ministério da Educação

Clique na imagem para ampliar e ler.

Divulgação daqui

Publicidade ou "Campanha Negra"?

Recentemente, temos ouvido o nosso Primeiro queixar-se das campanhas negras de que, supostamente, é vítima injustiçada. Esperemos pelo desenrolar dos processos, se é que a montanha da justiça não vai parir uma ninhada de ratos...

Mas, então, que pensar deste spot publicitário? Ora vamos lá prestar atenção à mensagem.

Na fila de trânsito, um automobilista impaciente ouve a rádio, pela qual fica a saber que a causa do engarrafamento é uma manifestação.
E desta vez é contra quê?, pergunta o automobilista. contra si... contra quem quer chegar a horas, responde a locutora da rádio.

Insinua-se: Coitado de quem quer trabalhar pois que tem contra si os madraços que, a toda a hora, andam em manifestações por tudo e por nada.

Deduz-se: a locutora e o(s) automobilista(s), como bons trabalhadores, não andam nas ditas manifestações, não têm razões de queixa, já que vivem no melhor dos mundos, aqui e agora.

Infere-se a solução a adoptar: vamos lá mas é a acabar com o direito de manifestação que, apesar de consagrado constitucionalmente, só atrasa e lesa o país.

É grave: não só por nele colaborar uma jornalista da Antena 1, paga por todos nós; sobretudo porque estas ideias subliminares vão de encontro às opiniões mais retrógradas, obscurantistas e anti-democráticas que grassam, ainda ou cada vez mais, na sociedade portuguesa.

Estranha-se: que o Ministro da tutela lave as mãos, como Pilatos, e que apenas os partidos da oposição e a CGTP tenham protestado. Que país de brandos costumes!

Apetece dizer: Volta Mário Soares, que estás perdoado!


Adenda 1: As MANIFESTAÇÕES de PROFESSORES FORAM SEMPRE aos SÁBADOS.

Adenda 2: Estou contigo, AMM. Já que temos a fama, apesar de não termos vestido a pele do lobo...

Adenda de última hora: Olháli O Coelhinho Da Páscoa Aos Saltinhos

sábado, 21 de março de 2009

A poesia também pode ser uma arma

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Poeta castrado, não!
Serei tudo o que disserem
Por inveja ou negação:
Cabeçudo dromedário
Fogueira de exibição
Teorema corolário
Poema de mão em mão
Lãzudo publicitário
Malabarista cabrão.
Serei tudo o que quiserem:
Poeta castrado, não!
Os que entendem como eu
As linhas com que me escrevo
Reconhecem o que é meu
Em tudo quanto lhes devo:
Ternura como já disse
Sempre que faço um poema;
Saudade que se partisse
Me alagaria de pena;
E também uma alegria
Uma coragem serena
Em renegar a poesia
Quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
A força que tem um verso
Reconhecem o que é seu
Quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
-É tão vulgar que nos cansa-
Mas que dizer de uma bala
Num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
-a morte é branda e letal-
Mas que dizer da memória
De uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
O poema dia a dia?
-Um bisturi a crescer
Nas coxas de uma judia;
Um filho que vai nascer
Parido por asfixia?!
-Ah não me venham dizer
Que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
Por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
Falso médico ladrão
Prostituta proxeneta
Espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!

Ary dos Santos

"180 escolas rejeitam penalizar docentes que recusem entregar objectivos"

Cerca de 180 presidentes de conselhos executivos debateram a avaliação dos professores e definiram princípios para criar uma associação de dirigentes de escolas públicas, reafirmando que a lei não os obriga a penalizar docentes que recusem entregar os objectivos.

Fernando Elias, um dos porta-vozes do grupo e professor do agrupamento de Escolas de Colmeia, em Leiria, disse à Lusa que o encontro em Lisboa reuniu 180 pessoas, de um conjunto de 1.200 presidentes de conselhos executivos.

Desta reunião saiu o entendimento de que a legislação actual "não permite que os conselhos executivos possam praticar medidas que penalizem os docentes" casos estes não entreguem os objectivos.

"Nada na lei obriga à entrega de objectivos", continuou o professor. Por isso, "não estamos obrigados a aplicar medidas" penalizadoras sobre os professores que não o façam, acrescentou.

Adiando para mais tarde a criação de uma associação nacional de dirigentes de escolas públicas, Fernando Elias disse que foram explicitados hoje os princípios dessa associação e que foi criada uma equipa para estudar propostas na área de um modelo de avaliação para a escola pública.

"Não representamos um movimento de rebelião, mas sim de disponibilidade" para criar uma melhor escola pública, afirmou o mesmo porta-voz, chamando a atenção para o facto do grupo não representar "nenhum movimento político-partidário".

"Continuamos a achar que a melhor solução teria sido suspender o modelo de avaliação", afirmou, notando que "não se antevê que na actual legislatura se consiga implementar o modelo".

Esse modelo é de cariz "meramente administrativa", descuidando a componente pedagógica, frisou Fernando Elias.

Os representantes deste grupo de professores, que promoveram outros dois encontros nos últimos meses, já foram recebidos pela ministra da Educação, a quem pediram a suspensão da avaliação docente.

Fonte: http://m.jn.pt/artigo.asp?id=1177969

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Ana Drago no Parlamento

Uma voz de todos nós!!!
Ela fala... e nós sentimo-nos ouvidos!

E O MENTIROSO SOU EU?????

Este era o estado do País após 2 anos de (des)governo. E agora, passados 4 anos? Haverá gente sensata que ainda se deixe enganar?

E o mentiroso sou eu?????

A memória não pode ser tão curta....

video

Deus Lhe Pague - Chico Buarque

A poesia... mesmo! A poesia irónica! Que aponta o dedo! A voz - linda - de Chico Buarque! O vídeo... as imagens! A realidade a preto e branco! Brutal!!!

O 'Artista' que matou um cão à fome vai repetir o acto em 2009 - Ou NÃO! Assinem a Petição s.f.f.

Esta petição corre pelos mails acompanhada de fotos de arrepiar.

Publica-se apenas esta por mostrar que tão execrável foi o suposto artista como o público que ficou indiferente.

Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede.

Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal.

Até que finalmente morreu de inanição, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário.

Pois isso não é tudo: a prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvajaria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensível Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal em 2009.
Facto que podemos tentar impedir, colaborando com a assinatura nesta petição :
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http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html

Dia Mundial de Luta Contra o Racismo


Foto daqui

Dia Mundial da Poesia

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Lírio

Lua de neve quebrada
em seis pedaços de seda.
Luz de Lua que se queda
em meio às folhas cravada.
Lua em seis raios cortada.
Luz em pétalas de alvura.
Sobre a rama verde-escura
cetim branco e perfumado.
Nácar de Lua rasgado
em seis raios de luz pura.

Rafaela Chacón Nardi ( Cuba )
Tradução de Aurélio Buarque de Holanda

.Poema partilhado aqui e foto daqui

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dead Poets Society-3

Dia da poesia? A poesia anda pelas ruas da amargura. A propósito, serei eu a única professora que detesta o filme Clube dos Poetas Mortos? A sua mensagem? Aqui temos o protótipo do professor palhaço! O engraçadinho! Por causa destes professores palhaços, andamos nós todos (não se ofendam) a brincar aos professores! Como eu detesto este Mr Keating! Poetas mortos? Nunca deviam era ter nascido!
E VAMOS A TIRAR OS PÉS DE CIMA DAS CARTEIRAS!!!!! NOOWWWWW!

Com a Poesia dos lírios


Nem só de pão vive o Homem. Quando se fala do Ensino, da Ministra da Educação, das escolas, das carreiras dos professores, enfim do que poderá ser o Futuro da Educação em Portugal, tem sido recorrente analisar à lupa Decretos-Lei, Despachos Normativos, e toda uma panóplia de textos mais ou menos intrincados, diria mesmo de controversa interpretação e difícil aplicação na prática. Tarefa que, aliada à tenaz luta travada pelas partes interessadas, em intermináveis reuniões e fatigantes manifestações de rua, imagino que não esteja a dar ensejo a que haja muito tempo e disposição para a observação atenta da Natureza e da Poesia que ela nos transmite. Nós é que nem sempre conseguimos captar essas mensagens com a necessária serenidade.
Façamos uma pausa nas nossas preocupações do dia-a-dia e aproveitemos o pretexto do próximo Dia Mundial da Poesia e da Árvore para deixarmos o nosso espírito espraiar-se pelo Belo que o nosso Planeta ainda nos consegue oferecer.
Estas fotos são recentes, do autor e tiradas em terras de Leiria. Permito-me depositá-las aqui neste blogue, com votos de que se encontre com brevidade a necessária Paz nas escolas, ao fim e ao cabo, o alfobre do Futuro... que todos nós queremos próspero e Feliz.
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quinta-feira, 19 de março de 2009

Desumanidades e Ironias

Desumanidades

Antes de iniciar o seu périplo por África, o continente mais infectado pelo vírus HIV, o Papa Bento XVI declarou que a distribuição de preservativos não é a resposta adequada para se ajudar a África a combater a sida, insistindo em que o problema da seropositividade não se pode resolver com a distribuição de preservativos, pois que, pelo contrário, isso só irá complicar a situação, recomendando antes a abstinência sexual para se combater a propagação das infecções com HIV.

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cartoon daqui

e Ironias

Hoje, dia do pai, a aberração de pai que dá por nome de Josef Fritzl foi condenado a prisão perpétua numa instituição psiquiátrica, por crimes de sequestro, estupro e incesto, praticados contra a filha, que manteve aprisionada durante 24 anos, escravidão da filha e dos filhos-netos e assassínio de um deles, um bebé com dias de vida.

A propósito de chantagens...

Quem chantageia quem?

Antigo ou actual?

quarta-feira, 18 de março de 2009

"Chantagem política/partidária"

Caros lírios, e outros que não o são.

Têm ultimamente aparecido nos mass-media umas expressões deveras interessantes que eu quase que chamaria de neologismos. Subitamente quando se diz: -“ Não vou votar no PS porque está visto que, apesar das aparentes e propagandistas declarações de boas intenções, só fazem asneira e mantêm-se de forma autista nas mesmas asneiras…” ou até “Não vou porque não, e porque tenho o direito de votar em quem me apetece” – já se é chamado de chantagista!
É preciso uma lata do diabo, desculpem a expressão.
Coitadinho, tadinho do PS.
Coitadinho, tadinho do Sócrates.
Coitadinha, tadinha da Milu!!!
Que maus que são os professores! Vejam lá que não havia nas escolas quem soubesse ler e por isso a Ministra do alto da sua sapiência teve que fazer um Despacho contrariando um Decreto, (só não vê o contraditório quem tem uma iliteracia severa).
Que maus que são os professores em não aceitar aquele “simplex” que o ministério, com tanta boa vontade, fez a partir daquele modelo de avaliação tão correcto, justo e sensato que mentes brilhantes produziram num gabinete!!!
O PS devia receber os votos de todos os professores! É uma evidência. Dar a todos positiva é o sonho de todos os professores. Se o fazem para não serem prejudicados porque não atingiram a percentagem de sucesso pretendido, por causa de alunos terem problemas que ultrapassam em muito o âmbito da escola e isso se reflectir no seu aproveitamento, OU porque todos os seus alunos até conseguiram ultrapassar as dificuldades que tinham, isso é um pormenor de somenos importância. Pelo menos dirão: não dei nenhuma negativa, não chumbamos ninguém, somos professores excelentes.
Vão-me dizer que este parâmetro e outros do mesmo género foram retirados deste modelo de avaliação. Lamento desiludir-vos, apesar do que o ME vem a público dizer, esses parâmetros não foram re-ti-ra-dos, foram a-di-a-dos, perceberam bem: ADIADOS.
Só quem se deixa enganar por aquilo que vem na comunicação social é que não sabe que estão a tentar dividir e vencer pelo cansaço. E se estão a fazê-lo é para poderem fazer o que querem como querem.
Eu até explicaria aqui como os professores são tão maus que insistem em ensinar, eu demonstraria aqui como é que através destas políticas, que os professores só por serem ruins não aceitam, os filhos de todos são arrastados para a mediocridade, mas para quê?
Chego a um ponto em que digo: os filhos são vossos, se quereis vender o futuro deles porque estais “fartos” destas manifestações, se estais tão desesperados e preocupados com o vosso confortozinho quotidiano que quereis penhorar a educação em Portugal e deixar que os vossos filhos se “desenrasquem” depois, para que me hei-de preocupar com isso?
Pensais que nos custa mais tinta escrever 1, 3 ou 5? Ou que ficaremos com a mão lesa por escrever 20 ou 10 em vez de 8 ou 9?
Mas não me venham com tretas a dizer em quem não devemos deixar de votar, era o que faltava! Se todos os professores quiserem votar no BE no PCP ou no CDS como é que se tem a distinta desfaçatez de nos chamar de chantagistas? Por acaso só existem dois partidos políticos em Portugal? Querem lá ver que só existe um e que voltámos à ditadura sem darmos conta!

Prémios ou cenouras?


É de 10 de Junho de 2008, mas vem tão a propósito!

A política da cenoura

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Como diz uma amiga cá da casa, este é o texto em que outros andam a pensar mas que o Ramiro escreveu.

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Avaliação de desempenho, incentivos aos professores em função dos resultados e ganância

Está a acontecer com os professores o que sucedeu com os banqueiros e brokers. A ganância pode deitar tudo a perder.

Todos os estudiosos das causas da actual recessão mundial concluíram que a razão principal da crise reside na fragilidade do sistema bancário e dos mercados bolsistas. Os banqueiros e os fundos de investimentos andaram anos a construir resultados fraudulentos. E porquê? Porque, do topo à base do sistema financeiro e bolsista, todos ganhavam prémios em função dos resultados. Daí que a construção fraudulenta dos resultados tivesse dado no que deu. A ganância quando espevitada nunca se sacia.

O modelo de avaliação de desempenho, imposto pelo decreto-lei 15/2007 e regulamentado (mal) pelo decreto regulamentar 2/2008 e pelo decreto regulamentar 1-A/2009, baseia-se nos mesmos pressupostos que levaram à queda do sistema financeiro e bolsista: os incentivos individuais dependentes de uma avaliação do desempenho orientada para os resultados. As consequências da aplicação do modelo começaram logo a sentir-se a partir de 2007: divisão nos professores, quebra no trabalho colaborativo, mal-estar nos locais de trabalho, inflação nas classificações internas, promoção do facilitismo, construção de estatísticas fraudulentas de sucesso escolar e empobrecimento das aprendizagens.

O estudo de Pedro Martins, aqui suficientemente comentado, não deixa margem para dúvidas. Na base e na substância do modelo de avaliação de desempenho de professores está o espevitar da ganância. Mas a ganância é um monstro insaciável: quanto mais a alimentamos, mais fome tem. E tem um poderoso efeito destrutivo das relações humanas, da verdade e do clima nos locais de trabalho. A ganância, uma vez à rédea solta, aniquila o carácter das pessoas e destrói todas as qualidades humanas.

Ramiro Marques in PROFAVALIAÇÃO

Olhai as cores dos lírios



Dada a época do ano, é muito provável que nesta área, fotografada à distância, haja lírios campestres.
Gosto muito desta flor e, como sabem, há lírios de várias cores.
Não sou profissional do Ensino, melhor, professor profissional. Já o fui. Há muitos anos. Isto não significa que já esteja reformado e agarrado às pantufas. Nada disso. Simplesmente, em tempo, optei por outra actividade.
Voltemos aos lírios. Já aqui li sobre lírios brancos e lírios pretos. Essencialmente lírios brancos.
Antes de continuar queria pedir-vos que tentassem entender as minhas palavras não simplesmente para fazer coro incondicional com a maioria dos autores deste blogue.
Sou - teremos todos de o ser - a favor de uma Reforma do Ensino. Há quantas décadas andamos em Portugal, permanentemente em confronto, professores e Ministros da Educação, sem que tal reforma tenha sido viabilizada consistente e consensualmente?
Estando nós a tratar duma área social tão sensível, em que os seus protagonistas têm responsabilidades acrescidas na formação cívica e intelectual dos jovens, como é que chegámos a posições de tal maneira extremadas que já se fala em que todo o actual processo em curso tem que ser deitado para o caixote do lixo?
Desculpem-me, Snrs. Professores. Será que nada do que tem sido implementado pelo Ministério - após audições com os representantes dos professores, presumo - tem um mínimo de senso?
Muito sinceramente, já começo a ficar farto de tanta guerra e das consequentes mazelas psicológicas nos alunos e nos seus pais. E olhem que não sou como a nêspera do poema que já aqui li, com cuja mensagem concordo.
Outro aspecto que reputo importante é a chantagem político/partidária que tem vindo a ser usada nos confrontos verbais e de rua, cada vez mais quentes à medida que nos aproximamos do próximo ciclo eleitoral.
Não posso concordar com as ameaças que muitos professores têm vindo a fazer incluindo o que vem referido num dos pontos das conclusões do recente encontro de Leiria. Já que não conseguimos que os nossos pontos de vista vinguem, vamos nós vingarmo-nos: votar no PS, nunca. Vamos votar no BE.
Vamos votar no BE porquê? A grande maioria não refere uma justificação genuinamente política/idiológica. Vamos votar no BE só para tirar a maioria absoluta ao PS.
É verdade que, politicamente, as opções que nos vão ser proximamente apresentadas, não nos vão facilitar a vida, no momento de inscrever a cruz nos boletins de voto. Mas daí a enveredar pela via do uso discricionário do voto, vai uma grande e responsável diferença!
-
ps: não sou militante político/partidário



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